FIM DA INVENCIBILIDADE – Análise tática de Milan 1×3 Juventus

Por Daniel Klabunde

Quinze jogos, este foi o tempo que durou a invencibilidade do Milan na Serie A italiana, com um ótimo trabalho até aqui de Stefano Pioli, agregando experiência com Ibrahimovic (que ficou fora da partida por contusão) e juventude da maioria dos jogadores. Nesta partida o time rossonero teve média de 24 anos, sinal de uma ótima renovação no seu elenco.

Do outro lado tivemos os experientes da Juve, comandados pelo novo técnico Pirlo, que possui Cristiano Ronaldo, Dybala, Bonucci, Ramsey, entre outros. Mas o destaque ficou por conta do italiano Federico Chiesa de 23 anos.

Uma partida primorosa do camisa 22, aliando velocidade e técnica nas suas investidas ao ataque, ocupando os espaços nas costas de Theo Hernandéz ou até mesmo efetuando triangulações com Dybala.

Na organização defensiva do Milan sempre havia o pressing na saída de bola da Juve, com muitos encaixes e sempre criando superioridade numéria para recuperar a posse. Dificelmente víamos todos os jogadores do Milan antes da linha de meio campo.

Milan com encaixes efetuando o pressing na equipe da Juventus

Imagem: InStat / Edição: Daniel Klabunde

Por outro lado, a saída de bola da Juve era muito qualificadana transição ofensiva, sempre com jogadores buscando os espaços e efetuando passes de primeira, ou no máximo dominnado e passando, dificilmente era visto algum jogador carregando muito a bola.

Juventus conseguindo espaços para sair da pressão do Milan

Imagem: InStat / Edição: Daniel Klabunde

Enquanto que na organização ofensiva da Juventus eram utilizadas muitas bolas longas, mas principalmente os lados do ataque com Chiesa e Dybala pela direita e com Ramsey e Cristiano Ronaldo pela esquerda e Bentancur subindo e fazendo o apoio enquanto Rabiot ficava mais posicionado na frente da zaga.

Estes apoios funcionaram aos 18 minutos do primeiro tempo com uma triangulação entre Chiesa e Dybala, o argentino deu um lindo passe de letra e deixou o italiano na cara de Donnarumma para marcar.

Apoios da Juventus pela esquerda com Dybala ocupando a função de centroavante

Imagem: InStat / Edição: Daniel Klabunde

A transição ofensiva do Milan era baseada em cima da verticalidade, sempre buscando o jogador melhor posicionado a frente para efetuar o passe, e Rafael Leão foi a grande destaque da equipe justamente por isso, aliando velocidade e técnica para puxar o time ao ataque.

A transição defensiva da Juventus era quase perfeita, na maioria das vezes com superioridade numérica e conseguindo efetuar vários desarmes antes mesmo de o time milanista chegar ao ataque.

Transição ofensiva do Milan tendo inferioridade numérica com os defensores da Juventus.

Imagem: InStat / Edição: Daniel Klabunde

Essa foi a ideia de Pioli durante toda a partida, recuperar a bola e chegar o mais rápido possível ao ataque, mas ele não contava com a eficiência da Juventus aliada a velocidade e técnica de Chiesa, que foi o diferencial da partida, para sair da pressão e manter a bola no ataque, além dos apoios pelos lados que funcionaram muito bem durante a partida.

Outro fator importante que devemos mencionar é a falta de Ibrahimovic na equipe do Milan, o Sueco faz muita falta ao time pela experiência e qualidade, além de chamar muito a atenção do setor defensivo de seus rivais.

@klabundedaniel

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s