Vitória do portuga – ANÁLISE TÁTICA DE AMÉRICA X PALMEIRAS

Por Rafael Santos

Escalação

            O Palmeiras de Abel Ferreira foi a campo no mesmo 4-2-3-1 que já vinha sendo utilizado desde sua chegada, porem o alto índice de desgaste físico fez com que a equipe tivesse algumas modificações, tanto por lesão ou estratégia de jogo.

            No gol o intocável Weverton fez o que todo mundo já espera, uma partida em alto nível e como bônus participou diretamente da constrição do primeiro gol, enquanto a linha defensiva teve o contestado (por quem entende pouco de tática) Marcos Rocha que fez uma partida perfeita em todos os sentidos, a dupla de zaga Luan + Gustavo Gómez novamente em alto nível e pela esquerda Matias Viña que pecou nos cruzamentos, mas foi muito bem defensivamente.

            Quando sai a escalação e o nome Marcos Rocha está presente, muita gente contesta e usa o argumento do Gabriel Menino ser lateral da seleção, porem existe um motivo para isso (você pode até não concordar, mas não pode negar que existe uma lógica). O lateral Marcos Rocha entrega uma segurança do setor muito alta, ele ataca em progressão e organiza muito bem a posse de bola pela direita com Gabriel Menino vindo do meio para o lado e Rony/Veron em amplitude e profundidade, além da segurança de começar novamente o jogo, obviamente que existem erros técnicos em momentos pontuais, mas no caso ele continua sendo a melhor opção enquanto Felipe Melo não tem condição de jogo.

Marcos Rocha via SofaScore

            O setor de meio campo contou com Danilo que fez ótima partida, Gabriel Menino centralizado como segundo volante/ala e a criação ficou na responsabilidade de Raphael Veiga, que não fez boa partida, apesar de ter se movimentado bem e não ter se escondido do jogo, porem mesmo assim essa composição foi razoável, Danilo se salvou, talvez por isso tenha sido o único que não foi substituído.

            O ataque era tudo o que tinha no momento, Luiz Adriano que já havia retornado na semana passada, Rony que vem em boa fase e Willian que tinha uma função tática nítida, mas pecou muito na questão técnica, pouco participou do ataque.

Primeiro tempo

            A equipe foi levemente superior, mas foi pouco contundente e não soube movimentar a defesa mineira para encontrar espaços, o centroavante Luiz Adriano praticamente não foi acionado em condição real de finalização, os laterais apoiaram pouco e a equipe ficou refém de ligação direta.

            Cada equipe finalizou cinco vezes, sendo apenas uma finalização do Palmeiras no gol com um chute fraco de Willian, além da enorme quantidade de passes errados dos dois lados, enquanto o América apostava no contra-ataque com Ademir, o Palmeiras apostava no jogo coletivo, mas os jogadores não tinham aproximação para conseguir êxito.

Segundo tempo

            Após 60 minutos de morosidade, o Palmeiras fez três substituições que mudaram a partida: Patrick de Paula entrou na vaga de Gabriel Menino e fortaleceu a posse/manutenção da posse de bola no meio, Lucas Lima na vaga de Raphael Veiga fez com que a equipe tivesse um novo animo e por fim Gustavo Scarpa na vaga de Willian fez com que o lado esquerdo continuasse protegido e ao mesmo tempo tivesse a capacidade de balancear a linha mineira.

            Isso fez com que na segunda etapa o Palmeiras conseguisse um total de sete finalizações (duas a mais que no primeiro tempo) e três delas sendo no gol (dois gols e a cabeçada que originou o rebote para o segundo gol), porem ainda sim houve uma grande quantidade de passes errados.

Conclusão

            O Palmeiras fez uma partida aceitável, obviamente que a torcida e a imprensa cobram um melhor desempenho pensando no River Plate, mas para o que era necessário foi de bom tamanho, durante os 180 minutos (mesmo com o placar adverso por alguns minutos na primeira partida) o clube paulista dominou a decisão com mais ímpeto e mais capacidade técnica, porem o cansaço e o desgaste foi evidente por vários momentos.

            Durante o primeiro tempo o Palmeiras não pressionou a saída de bola nenhuma vez, porem após as mudanças na segunda etapa conseguiu fazer isso mais facilmente, então isso quer dizer que a equipe vai “descansar em campo” por um período para que o jogo seja decidido no momento correto, a proposta de ataque total por mais tempo é complexa com a grande quantidade de desfalques, sequelas da COVID-19 e resquícios de lesões, além da capacidade física comprometida pelo calendário desproporcional

@Rafinha_Esporte.

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