Análise de desempenho – São Paulo x Lanús

Por Pedro Galante

Escalações:

Foto: SofaScore

Organização ofensiva:

Assim como na partida de ida, a equipe de Luis Zubeldia iniciou com uma pressão muito alta e agressiva, criando muitas dificuldades para a saída de bola são-paulina. Muitas vezes, o São Paulo se viu forçado a usar bolas longas que não eram aproveitadas por Brenner.

Depois de abrir o placar, o Lanús baixou seu bloco e o São Paulo conseguiu fazer sua saída de bola com menos pressão. Os argentinos marcavam em um 4-1-4-1 protegendo especialmente o corredor central com sua trinca de volantes e buscando criar muita pressão no setor da bola. O São Paulo buscava acumular seus jogadores por um lado, especialmente o direito, com Tchê Tchê sendo um jogador mais associativo que Reinaldo, para buscar a progressão no corredor. O Lanús muitas vezes deslocava seu trio de meio campo para o lado da bola, o que gerava espaços no lado contrário, mas o São Paulo não tem a característica de buscar inversões longas e não conseguia circular rápido para trocar de corredor – quando o fez, no entanto, conseguiu o escanteio que gerou o gol de empate.

Na segunda etapa, precisando do resultado, Diniz colocou Pablo no lugar de Diego, recuando Luan para a zaga. A mudança buscava fixar a última linha adversária pelo centro com mais um atacante e criar espaço para as construções nos corredores darem origem a cruzamentos. No entanto, para compensar a linha de defesa estreita, o Lanús passou a recuar muitos jogadores, ocupando as zonas de cruzamento e deixando a entrada da área mais vazia. O São Paulo demorou a perceber e utilizar esse espaço na frente da área – no entanto, mais uma vez, quando o fez criou o gol de empate com Dani Alves tendo tempo e espaço para acionar Pablo.

O São Paulo insistia na estratégia de preencher a área e construir no corredor para cruzar, mas, atacando mais pela direita, não tinha um bom cruzador em Tchê Tchê. A entrada de Vitor Bueno no lugar de Bruno Alves, transformando Reinaldo em zagueiro, dificultou mais ainda a situação do time ao dar muitas responsabilidades defensivas para o melhor cruzador do time (Reinaldo).

No entanto, com a insistência o São Paulo construiu chances e gols. É preciso destacar que os gols surgem em situações que fogem ao padrão de construção lateral + cruzamento. No 3-2, há inversão rápida da jogada e Sara fica no 1×1 para cruzar e Thaller marcar contra. No 4-2, Dani Alves é quem aparece aberto pela direita e cruza com muita qualidade para Sara que entrou por trás da defesa.

Organização defensiva:

Marcando em um 4-4-2, em bloco médio a maior parte do tempo, o São Paulo tinha dificuldades de criar duelos e oportunidades para recuperar a bola, apesar de ser eficiente em impedir a progressão adversária. Isto ocorreu pela forma como a equipe pressiona, sempre com movimentos rápido e frontais, que forçam o adversário para trás. Esse é o padrão da pressão até que a bola chegue ao goleiro, onde há um movimento lateral para forçar a bola longa. Dessa forma, o São Paulo impedia a construção adversária, mas só conseguia recuperar a bola no seu próprio campo.

Além disso, a equipe teve alguns problemas de coordenação da última linha de defesa. O Lanús construía com seu trio de meio mais recuado, o que atraia Daniel Alves e Luan. Muitas vezes a linha de defesa não acompanhava o avanço dos volantes cedendo espaço entrelinhas ao Lanús. No primeiro gol, De La Veja domina a bola por ali e tem tempo e espaço para acertar um lindo chute.

Transição ofensiva:

Tendo o domínio da posse e com dificuldades de fazer recuperações de bola em posições mais avançadas, o São Paulo quase não tinha momento de transição ofensiva. Quando teve, buscou verticalizar usando tabelas curtas, mas sempre com dificuldades de transformar as transições em finalizações.

Transição defensiva:

O São Paulo não sofreu em transição defensiva, pois não forçou a saída por baixo quando pressionado e nem cedeu perdas em zonas cruciais quando o Lanús defendia mais baixo. O comportamento de transição variava de acordo com a situação. Na maioria das vezes buscou retardar a jogada com os atletas próximo enquanto o resto recompunha. Quando buscou ser mais intenso na pressão pós-perda, cometeu muitas faltas, dando tempo para o Lanús se reorganizar.

@pedrosbgalante

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s