Análise de desempenho – São Paulo x Fortaleza

Por Pedro Galante

Escalações:

Foto: SofaScore

Organização ofensiva:

Com Tchê Tchê na lateral direita e Daniel Alves no meio campo, o São Paulo fez alguns ajustes na sua saída de bola. Diferente do habitual, apenas Luan recuava entre os zagueiros, enquanto Daniel ficava mais avançado, atrás da primeira linha de marcação; além disso, Tchê Tchê aparecia mais recuado, sem atacar o corredor como Igor Vinicius, e até mesmo aparecia por dentro, quando Gabriel Sara ficava mais aberto.

O Fortaleza buscava fechar a região central e como resposta o São Paulo tentava fazer do direito o seu lado forte. Acumulava Tchê Tchê, Sara, Daniel, Luciano recuando e Igor Gomes, quando este atravessa o campo, até conseguia circular a bola mas não tinha agressividade suficiente para quebrar a linha de defesa do Fortaleza, bastante sólida com o incremento de Tinga recuando pelo lado direito.

Exceto pelo gol, marcado após cobrança de escanteio aos 10 minutos, a equipe mandante não conseguiu criar grandes chances, sem agressividade contra o adversário em bloco baixo e sem agressividade para atacar os espaços nos raros momentos em que foi pressionado e conseguiu avançar. Teve apenas dois bons momentos com Igor Gomes dominando entrelinhas, girando e finalizando para fora.

Na segunda etapa, ainda mais dificuldade, uma vez que o Fortaleza subiu seu bloco de marcação e passou a usar seus atacantes como elementos ativos de pressão e não apenas fechando espaço central para induzir o jogo para o corredor, como no primeiro tempo. Muitas vezes, o São Paulo abdicou da saída curta e forçou a bola longa. O segundo gol surgiu também de uma bola parada.

Organização defensiva:

Pressionando em 4-4-2, o São Paulo foi bastante efetivo, especialmente na primeira etapa. Com uma pressão agressiva, não permitia que os adversários buscassem o jogo longo e varia vezes conseguiu forçar o recuo para o goleiro Max Walef.

Em bloco médio/baixo, os pontas recuava formando uma linha de seis, enquanto volantes e atacantes formavam um quadrado, buscando pressionar a bola. No geral, essa abordagem foi efetiva, tirando as possibilidades de cruzamento do Fortaleza e protegendo bem a área. Mais próximo do fim do jogo, Arboleda e Léo entraram para manter esse formato defensivo com mais capacidade de ganhar duelos defensivos e duelos aéreos.

A grande questão é que esse formato e a escolha dos jogadores, especialmente os mais avançados (Dani, Vitor Bueno e Pablo), não favoreciam recuperações mais avançadas e respostas rápidas em transição ofensiva, dessa forma, o São Paulo ficou pressionado em seu campo, com dificuldades de manter a posse da bola e controlar o ritmo do jogo.

Transição ofensiva:

Tanto pela maneira como se defendeu – forçando chutão do goleiro quando pressionava, e sem capacidade de roubar a bola em posição avançada quando em bloco baixo – quanto pela caraterística dos jogadores, o São Paulo quase não conseguiu recuperar bolas e gerar momentos de transição. Quando o fez, buscou verticalizar, mas não obteve sucesso em nenhuma oportunidade.

Transição defensiva:

Com o Fortaleza defendendo mais baixo na primeira etapa, e com as tentativas de bola longa em resposta a pressão na segunda etapa, o São Paulo não sofreu muitas transições defensivas. No geral, respondeu bem buscando a recomposição rápida. No entanto, aos 36, após erro de passe de Diego, sofreu o primeiro gol, que recolocaria o Fortaleza no jogo.

@pedrosbgalante     

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