Análise de desempenho – Palmeiras x São Paulo

Por Pedro Galante

Escalações:

Foto: SofaScore

Organização ofensiva:

O São Paulo foi efetivo em suas saídas curtas, quebrando a pressão palmeirense diversas vezes. A marcação passiva dos mandantes, e a distância entre as linhas de defesa e meio campo permitiam que o São Paulo criasse superioridade por dentro com o recuo de Luciano e Igor Gomes. No entanto, quando levava a bola ao ataque, o São Paulo se via em inferioridade numérica (geralmente Brenner, o lateral do lado da jogada e o meia que carregava a bola) e não fazia movimentações para desestabilizar a linha de defesa, então, lateralizava a jogada e diminuía o ritmo a espera de mais jogadores, o que permitia a recomposição do bloco adversário.

No segundo gol, aos 46, Igor Vinicius quebra a pressão conduzindo pela direita e vai ao ataque por dentro, por trás do meio campo palmeirense e recebe passe pela esquerda, entre Marcos Rocha e Felipe Melo antes de cruzar para Vitor Bueno marcar. São movimentações deste tipo que faltaram para a equipe de Fernando Diniz.

Atacando contra o adversário em bloco médio/baixo, o tricolor buscava usar de sua construção lateral para colocar os laterais em posição de cruzamento. Tchê Tchê e Igor Gomes infiltravam com a intenção de criar vantagens dentro da área. Apesar desses comportamentos bem definidos, a equipe não teve sucesso criando chances nesse cenário onde o adversário está mais compactado.

Organização defensiva:

Pressionando em 4-4-2, o São Paulo impôs muita dificuldade a saída de bola do Palmeiras. A equipe de Fernando Diniz usava de alguns encaixes e por isso acabava com inferioridade no meio campo (Dani Alves e Tchê Tchê x Patrick de Paula, Zé Rafael e Raphael Veiga). A circulação de bola lenta do Palmeiras não foi capaz de acionar esse jogador livre, nem por cima, nem por baixo.

Quando a jogada se desenvolvia por dentro ou um dos zagueiros soltava da linha para encaixar em Veiga, ou um dos pontas (geralmente Tchê Tchê) fechava por dentro deixando o lateral do lado oposto livre.

Aos 40, Léo entrou na vaga de Tchê Tchê, mudando a formação do time para um 5-3-2.

Transição ofensiva:

Na primeira etapa, optou por uma transição mais lenta, buscando ataques mais trabalhados. No segundo tempo, depois de estar ganhando e passar a defender em bloco mais baixo, buscou fazer transições mais verticais, mas teve dificuldade em função da falta de velocidade dos jogadores e falta de movimentos para criar e aproveitar espaços.

Transição defensiva:

O São Paulo cedeu poucas transições ao Palmeiras. Na maioria das vezes conseguiu levar seus ataques até o fim, sem permitir recuperações altas. Quando perdeu a bola buscou a recomposição rápida e conseguiu reestruturar bem seu sistema defensivo.

@pedrosbgalante   

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