Análise de desempenho – São Paulo x Atlético Goianiense

Por Pedro Galante

Escalações:

Foto: SofaScore

Organização ofensiva:

Com a entrada de Luan, a saída de bola deixou de ser feita com o recuo de dois volantes e passou a ter apenas o camisa 13 recuado entre os zagueiros. Dessa forma, Dani Alves ficava mais avançado no campo, mais próximo de Igor Gomes e Gabriel Sara, já posicionados por dentro, e de Vitor Bueno, recuando a partir de posições mais avançadas.

Essas alterações, somadas a pressão mal encaixada do Atlético, permitiram ao São Paulo criar mais vantagens na saída de bola, muitas vezes chegando ao meio campo já tendo eliminado vários adversários e com campo para acelerar a jogada. No entanto, a dificuldade de definir as jogadas permaneceu: a falta de jogadores no setor de ataque (muitas vezes somente Brenner e o lateral do lado da jogada) e a falta de movimentos agressivos dificultavam para o meio campista que carregava a bola.

Quando teve o corredor central fechado, ou não conseguiu quebrar a pressão adversária, manteve o padrão de buscar construções laterais ou inversões rápidas para colocar os laterais em posição de cruzamento. No entanto, muitas vezes, o time não construía vantagens dentro da área, nem colocava o lateral em boa posição, gerando alguns cruzamentos sem critério.

Organização defensiva:

A pressão em 4-4-2 foi mantida, assim como a dificuldade de transformar as pressões em recuperações no campo de ataque. Na maioria das jogadas, sem conseguir progredir, o Atlético recuava para seu goleiro usar a bola longa, especialmente para os pontas. A presença de Luan fortaleceu a defesa e as disputas por primeira e segunda bola.

Defendendo em campo próprio, o São Paulo apresentou alguns problemas no encaixe da marcação. Os pontas perseguiam os laterais até o final e muitas vezes somente Dani e Luan preenchiam o meio. Os dois não coordenaram bem seus movimentos, por vezes saíram ambos para pressionar e por vezes nenhum pressionava a bola.

Transição ofensiva: Por característica e intenção tática, o São Paulo usou de uma transição ofensiva paciente, tirando a bola da zona de pressão e construindo o ataque desde sua defesa.

Transição defensiva: A equipe teve poucos momentos de pressão pós-perda, preferindo a recomposição como comportamento nessa fase do jogo.

@pedrosbgalante

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