Análise de desempenho – Internacional x São Paulo

Por Pedro Galante

Escalações:

Foto: SofaScore

Organização defensiva:

Defendendo em 4-4-2, o São Paulo fez uma ótima partida no aspecto defensivo. A pressão através de encaixes individuais impôs muita dificuldade à saída de bola do Internacional, que era forçado a buscar a bola longa. Galhardo e Abel Hernandez atuavam bem próximos para receber estes lançamentos, buscando um desvio para que o companheiro rompesse em velocidade. Léo e Diego foram muito bem nas disputas aéreas e Dani Alves e Tchê Tchê foram importantes nas disputas de segunda bola.

Com a expulsão de Zé Gabriel, aos 15 minutos, o Inter se retraiu e não criou perigo, exigindo pouco da defesa tricolor.

Organização ofensiva:

Com as voltas de Dani Alves (lesionado) e Luciano (suspenso na Libertadores), Fernando Diniz contava com força máxima. O tricolor teve muita fluidez na saída de bola, superando a pressão colorada com Dani Alves e Tchê Tchê se revezando no recuo entre os zagueiros e Igor Gomes e Gabriel Sara muito bem criando linhas de passe, recebendo com giro e dando continuidade à jogada.  

A grande dificuldade dos visitantes se deu no terço final do campo. Igor Gomes, Sara e Luciano, sempre próximos, ofereciam apoio na entrelinha, mas quando recebiam tinham apenas Pablo como opção de passe a frente. Muitas vezes o São Paulo aproveitava essa sobrecarga no meio para ativar o lateral com espaço no corredor.

Esse comportamento ficou ainda mais evidente quando a equipe passou a ter um a mais. A entrada de Paulinho Boia na lateral esquerda, com Reinaldo sendo deslocado para a zaga, intensificou esse funcionamento: sobrecarga na região central, circulação de bola até ativar o lateral livre. No entanto, a maioria dos cruzamentos ocorria sem critério sendo facilmente rebatido pela defesa colorada.

Apenas bem próximo do fim do jogo, o tricolor buscou cruzamentos que aproveitassem a vantagem na segunda trave. Dani Alves teve ótima chance, mas Marcelo Lomba defendeu.

Transição ofensiva:

Por característica dos jogadores e por intenção tática, o São Paulo fazia uma transição ofensiva mais paciente. Buscava aproximar jogadores para tirar a bola da pressão e reiniciar o ataque, muitas vezes voltando a bola para o goleiro Tiago Volpi.

Transição defensiva:

O São Paulo não buscou uma pressão pós-perda agressiva, contava com seu balanço defensivo com a dupla de zaga, a dupla de volantes e o lateral do lado oposto e com a velocidade de recomposição do seu meio-campo.

@pedrosbgalante

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