Análise de desempenho – LDU x São Paulo

Por Pedro Galante

Escalações:

Foto: SofaScore

Organização ofensiva:

Exceto pelo gol concedido aos 36, o São Paulo não teve grandes dificuldades na saída de bola. Diego, Tchê Tchê e Léo sempre contavam com o apoio de Igor Gomes e Gabriel Sara atrás da primeira linha de pressão para fazer o time progredir.

A grande dificuldade do Tricolor foi o desenvolvimento das jogadas. A construção visava levar a bola aos corredores, para colocar os laterais em posição de cruzamento (ora pelo mesmo lado de início, ora invertendo a jogada com velocidade através de passes curtos), no entanto, os cruzamentos não tiveram precisão e o time não conseguiu ter vantagens dentro da área.

A entrada de Brenner no lugar de Vitor Bueno, no intervalo, deu uma opção de mais profundidade ao ataque tricolor. No entanto, o São Paulo pouco acionou Pablo e Brenner em profundidade, muitas vezes optando pelo chute de média distância. Por outro lado, Brenner foi acionado nos cruzamentos de Paulinho, que também entrou no intervalo; inclusive gerando o primeiro gol da equipe paulista.

Trellez, Helinho e Rodrigo Nestor entraram aos 27. Trellez marcou o segundo aos 37, mas, no geral, o São Paulo já não conseguia mais criar jogadas diante de uma LDU bem postada.

Organização defensiva:

Contra um adversário mais vertical, o São Paulo optou por uma marcação em bloco médio/baixo que impôs alguma dificuldade à Liga de Quito. Em alguns momentos, o meio campo ficou fragilizado apenas com a presença de Hernanes e Tchê Tchê, uma vez que Sara e Bueno acompanhavam os laterais adversário, chegando a formar uma linha de 6 atrás.

Outra vez, a equipe teve dificuldade de trabalhar conceitos de direcionamento para criar situações de vantagem e possibilitar recuperações.

Transição ofensiva:

Justamente pela linha de 6, com os meias acompanhando os laterais equatorianos, o São Paulo teve muita dificuldade na transição ofensiva. Recuperado muito atrás, com muitos jogadores atrás e sem nenhuma peça de grande velocidade, o Tricolor não conseguiu acelerar transições diante do bom balanço defensivo da LDU, sendo forçado a pausar e entrar em organização ofensiva.

Transição defensiva:

Exceto pelo gol sofrido aos 46, a transição defensiva do São Paulo não foi problemática. No entanto, é preciso destacar que o time lidou com essas situações apostando muito mais em uma recomposição veloz e no combate preciso dos zagueiros do que em uma pressão pós-perda coletiva.

@pedrosbgalante

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