Análise de desempenho – São Paulo x River Plate

Por Pedro Galante

Escalações:

Foto: SofaScore

Organização ofensiva:

O São Paulo teve muita dificuldade de responder a pressão do River Plate, organizado em 4-3-3, com Álvarez, Borré e Suárez pressionando a saída são-paulina. Igor Gomes recuava para ajudar a saída, mas a dificuldade permanecia.

O Tricolor não foi capaz de aproveitar os espaços deixados pelo balanço do trio de meio campistas adversários para completar saídas limpas. No último terço, não explorou bem as distâncias entre lateral e zagueiro na linha defensiva argentina.

Os melhores momentos da equipe de Fernando Diniz surgiram a partir da troca rápida de corredor, especialmente da esquerda para direita, para aproveitar o avanço do lateral.

Organização defensiva:

O São Paulo pressionou em seu habitual 4-4-2 com Pablo e Igor Gomes a frente. Apesar de conseguir pressionar diretamente os dois zagueiros adversários, os mandantes ficavam em inferioridade numérica na região central, com Hernanes e Tchê Tchê sendo superados por Pérez, Fernández e De La Cruz. Esse jogador livre pelo meio obrigava constantes quebras de linha por parte dos zagueiros são-paulinos.

A organização defensiva foi eficiente no sentido de que quase não permitiu circulação central para o River, mas falhou em criar duelos e produzir recuperações em posições vantajosas.

O River, diante disso, preteriu o uso de bolas longas para a disputa da segunda bola, buscando se aproveitar da superioridade na região central.

Transição ofensiva:

Com a opção por bolas longas do River, e a marcação incapaz de produzir recuperações em zonas avançadas, o São Paulo teve muitas dificuldades na transição defensiva. Quando recuperava, não tinha caminhos para acelerar o jogo e se via obrigado a começar os ataques desde a defesa diante de um River Plate bem posicionado.

Transição defensiva:

Com dificuldades para chegar ao último terço, o São Paulo teve poucas perdas de posse perigosas. Não teve tantos momentos efetivos de pressão pós-perda, mas recompôs bem quando necessário.

Destaque negativo para a passividade no inicio da jogada do primeiro gol adversário.

@pedrosbgalante

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