O que esperar taticamente da nova passagem de Martelotte no Santa Cruz?

Por Felipe Holanda

Foto: Rafael Melo/Santa Cruz

Nesta análise, o MW dissecou as principais possibilidades táticas do comandante coral, que estreia neste domingo (13/9), contra o Remo, pela Série C do Brasileiro.

O último trabalho de Martelotte à beira do gramado foi no modesto Taubaté, de São Paulo. Em 2019, no Burro, MM não teve muito sucesso, atuando na maioria das vezes num 4-4-2 sem a posse de bola, porém, com as linhas muito espaçadas, como aconteceu contra a Juventus.

No Santa, Martelotte deve manter a base tática, com duas linhas de quatro e dois homens mais avançados lá na frente. No ataque, Pipico é dúvida para o embate com o Remo. Victor Rangel deve ser o titular ao lado de Jáderson.

Na saída da defesa para o ataque, ainda no primeiro terço do campo, o Taubaté de Martelotte costuma utilizar uma saída de três, na tentativa de abrir espaços na marcação adversária.

Caso utilitize a saíde de três no Santa, Martelotte deve contar com os dois zagueiros e um dos laterais. Toty, titular da posição na lateral direita, iniciou a transição nesta semana e ainda não tem presença garantida diante do Remo.

Outro alternativa adotada por Martelotte no Burro foi o esquema com três zagueiros, como aconteceu na derrota para a Portuguesa. Com uma tática ofensiva, formado no 3-4-3, o Taubaté não conseguiu segurar o ataque da Lusa e perdeu por 3 x 0.

Um dos pontos fracos das equipes de Martelotte são os contra-ataques. No Paraná, em 2016, MM foi surpreendido algumas vezes na transição defensiva, como aconteceu no gol do Náutico, anotado por Rodrigo Souza.

Ofensivamente, por outro lado, o Paraná de Martelotte era um time bastante agressivo. Utilizando um jogo apoiado entre os homens do meio e do ataque, o tricolor conseguia bagunçar as linhas ofensivas do adversário, deixando o funil aberto. Foi o que aconteceu diante do Bahia, também em 2016, pela Série B.

A maior característica positiva daquele Paraná de MM era a apertar a saída de bola adversária. No tricolor, os homens de ataque iniciavam a pressão pós perda, diminuindo os espaços. Também contra o Bahia, Fernando Karanga desarmou o defensor e o time paranaense quase chegou ao gol.

O melhor momento da carreira de Martelotte como técnico foi justamente no Santa Cruz. Em 2015, MM montou um time altamente compatitivo e conquistou o sonhando acesso à Série A. Aquela equipe tricolor era bastante reativa e tinha como uma das principais características a troca de passes no ataque, capitaneada por Grafite.


Em 2015, a tática mais utilizada por MM foi o 4-2-3-1 quando a equipe coral tinha a bola. Daquela forma, o Santa conseguia sair para o contra-ataque rapidamente na transição ofensiva, com muita velocidade lá na frente.

O ápice daquela campanha de 2015 foi a vitória emblemática em cima do Botafogo, por 3 x 0, no Engenhão. No segundo gol, em jogada bastante reativa, Luisinho recebeu belo passe de Daniel Costa e deixou Grafite na boa para estufas as redes botafoguenses. No fim, Bruno Moraes fechou o placar a favor dos corais.

Aquele time de 2015 teve uma ascensão meteórica com a chegada de Martelotte ao Arruda. O Santa Cruz, com um esquema de jogo definido (tendo o 4-1-4-1 como base sem a posse de bola), foi do 18º lugar ao G4 da Série B em 20 rodadas.

O torcedor coral também tem boas lembranças do Santa de Martelotte de 2013, campeão estadual naquele ano. Na final, tendo o 4-4-2 como base, o tricolor venceu o Sport, em plena Ilha do Retiro, e ergueu a taça do Pernambucano.

O primeiro gol daquela final, marcado por Flávio Caça-Rato, veio após um contra-ataque fulminante dos corais. Raul lançou CR7 com categoria e o atacante tricolor teve a frieza para deslocar Magrão e bater de perna esquerda para o fundo das redes rubro-negras. No segundo tempo, Sandro Manoel selou o 2 x 0.

Antes de ser treinador, MM já havia brilhado com a camisa do Santa como goleiro. Fez parte do antológico título estadual de 1993, quando os corais venceram o Náutico por 2 x 1. O Timbu vencia até os 37 do 2º tempo, mas o Santa virou aos 38 e 44.

📸Ramiro Spíndola/Revista Viver


@holandafelipee

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