Análise de desempenho – São Paulo x Red Bull Bragantino

Por Pedro Galante

Escalações:

Foto: SofaScore

Organização defensiva:

O São Paulo não pressionou tão alto e com tanta intensidade quanto na última partida contra o Atlético-MG. O Bragantino conseguia gerar vantagens com seus zagueiros (Léo Ortiz e Leonardo Realpe) explorando bolas longas, pelo chão ou pelo alto. Gabriel Sara e Igor Gomes se revezavam na função de compor o meio junto de Tchê Tchê. A fragilidade de ambos ficava exposta nas disputas por segundas bolas e na sustentação da pressão, especialmente quando Tchê Tchê avançava para marcar o volante adversário. Claudinho foi o jogador do Bragantino que mais se beneficiou desses espaços

No entanto, os visitantes não criaram grandes chances, além das duas penalidades e do gol, em função de mais uma partida sólida da dupla de zaga Diego Costa e Léo, especialmente na defesa de área.

Organização ofensiva:

O São Paulo apresentou dificuldades na saída de bola, com Gabriel Sara e Igor Gomes recuando ou avançando demais na hora de ajudar Tchê Tchê e a dupla de zaga. Luciano foi quem compensou esta dificuldade, recuando bastante da sua posição de centroavante para conduzir e encontrar bons passes de ruptura. O camisa 11 foi o nome mais criativo do Tricolor.

No último terço, o São Paulo buscava forçar a jogada pelo mesmo lado da construção, buscando formar superioridade com os movimentos de seus meias para criar jogadas de cruzamento. A equipe não teve muito sucesso: na maioria das vezes errava o último passe. Quando chegava ao fundo, o lateral estava muito pressionado, e a área bem preenchida pelo adversário. Quando não conseguia chegar ao fundo, apostava em cruzamentos recuados, muito bem neutralizados por Ortiz e Realpe.

Na verdade, os melhores momentos do São Paulo surgiram quando a equipe fugiu de seu padrão e inverteu o lado da jogada com velocidade, encontrando o lateral com espaço e conseguindo ter vantagens dentro da área (posicional e cinética).

Os movimentos em diagonal de Brenner também foram um ponto positivo. O camisa 30 podia receber em profundidade ou gerar espaço entrelinhas para algum companheiro.

Na segunda etapa, a criação ficou ainda mais fragilizada, mesmo com Luciano sendo oficializado como meia armador. A referência de Carneiro, que entrou aos 23, não foi aproveitada nem com movimentos de pivô, nem em cruzamentos. O gol de empate surgiu aos 33, em lançamento longo de Léo e com uma saída ruim do goleiro Cleiton.

Transição defensiva:

Apesar de não executar com grande sucesso a pressão pós-perda, o São Paulo não teve problemas na transição defensiva, recompondo bem e com velocidade.

Transição ofensiva:

Fase do jogo que menos ocorreu durante toda a partida, a transição ofensiva do São Paulo foi predominantemente de tirada da pressão e paciência para iniciar os ataques desde o goleiro Tiago Volpi.

@pedrosbgalante

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