Blitz Azurra – Análise tática de Holanda 0x1 Itália

Por Daniel Klabunde

Segunda rodada da Nations League na temporada 20/21 pelo Grupo 1, Holanda e Itália se enfrentaram neste 07 de Setembro no estádio Johan Cruijff Arena em Amsterdam na Holanda, estádio do Ajax.

A Holanda vinha de uma vitória por 1×0 em cima da Polônia com boa atuação da equipe, enquanto a Itália vinha de um empate com a Bósnia dentro de casa, o que levava a equipe italiana a buscar o resultado mesmo estando fora de seus domínios.

A partida inicia com forte pressão por ambas as equipes tentando recuperar a bola ainda no campo de ataque, mas a Itália tem melhor desempenho para sair da pressão, principalmente usando inversões de bola nas costas dos laterais. Diferente da Holanda, que teve grandes dificuldades para sair trocando passes e conseguir romper as linhas de marcação da Itália. O maior problema da laranja eram os erros técnicos, como dificuldades em com o domínio da bola, passes mal executados e proteções a bola mal feitos.

Pressão alta da Itália

Pressão alta da Holanda Imagem: InStat / Edição: Daniel Klabunde

Com seu 4-2-3-1 a Holanda não conseguiu agredir a equipe italiana pois a movimentação entre Wijnaldum e Memphis Depay não funcionou, da mesma forma Nathan Aké não conseguiu apoiar como de costume pois Barella e D’Ambrosio fizeram ótima partida defensivamente, sempre criando superioridade em cima do lateral holandês.

Essa marcação forte nos laterais holandeses era possível pela formação ofensiva da equipe italiana que se postava no -3-4-3 na pressão alta e sempre buscando os encaixes para tirar as opções de passe do time holandês.

Enquanto isso o time da Holanda tentava girar o seu meio, mas sempre com De Jong na base das jogadas, dando o primeiro passe saindo da defesa e tentando buscar o ataque. Esse passe foi muito dificultado pelo time italiano, com muita intensidade sempre dando combate no portador da bola.

Frenkie de Jong como jogador base mas sempre bem marcado. Imagem: InStat / Edição: Daniel Klabunde

 Jorginho não iniciou bem a partida, sofreu duas derrotas individuais que não costuma acontecer, com Memphis Depay e Wijnaldum, em dois momentos conseguiram dominar e girar pra cima do camisa 8 italiano e deixando a defesa exposta.

Mas o brasileiro naturalizado italiano logo se recuperou e entrou na partida ditando o ritmo do meio campo como de costume. Jorginho estando bem é sinal de que a bola irá ficar na posse de seu time, e foi o que aconteceu. A Holanda não conseguia imprimir o seu jogo pois perdia muitas posses de bola para a Italia, que agredia a defesa holandesa explorando o lado direito em cima do lateral Hateboer, que na Atalanta trabalha como ala, então teve muitas dificuldades para segurar os avanços de Spinazzola, Locatelli ou Insigne, os três sempre criavam superioridade por este lado, tanto que o gol saiu de um cruzamento de Immobile que encontrou Barella ocupando o espaço nas costas de Aké do outro lado.

Hateboer acompanha Insigne e deixa espaço nas suas costas para a subida de Spinazzola. Imagem: InStat / Edição: Daniel Klabunde
Moise Kean atrai a marcação de Aké e Barella aproveitar para cabecear.
Imagem: InStat / Edição: Daniel Klabunde

No segundo tempo com as substituições o técnico Lodeweges da Holanda buscou dar mais proteção defensiva com Dumfries no lugar de Hateboer na direita e Bergwijn no lugar de Van de Beek para preencher mais o meio campo, também recuando mais Wijnaldum.

As substituições surtiram algum efeito, os holandeses conseguiram manter um pouco mais a posse de bola, mas não conseguiram agredir a defesa italiana, tanto que conseguiram apenas três finalizações ao gol de Donnarumma.

Meio campo bem marcado pelos italianos, faltando preencher os espaços pelos holandeses
Imagem: InStat / Edição: Daniel Klabunde

Um bom jogo na Johan Cruijff Arena, méritos para Mancini que soube ler bem a dificuldade em defender de Hateboer, explorando essa dificuldade e criando em oportunidades de finalização, além da superioridade no meio campo exercida durante a partida.

Na Holanda um bom início de trabalho de Lodeweges depois da saída de Koeman, que vinha em franca evolução e deixou a seleção para assumir o Barcelona. São ideias um pouco diferentes, mas que os jogadores parecem já ter assimilado.

@dktricolor

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