Análise de desempenho – São Paulo x Fluminense

Por Pedro Galante

Escalações

Foto: SofaScore

Organização defensiva

O São Paulo se defendeu em um 4-4-2 com Gabriel Sara avançando até a altura de Luciano. Em momento de pressão, Tchê Tchê largava sua posição na linha de meio para encaixar no volante adversário, desenhando um 4-1-3-2. A pressão individual do Tricolor Paulista forçava o Fluminense à bola longa. A linha de defesa, adiantada, sempre estava no mano a mano com os atacantes adversários, precisando ganhar 1ª e 2ª bola para não ficar exposta. O gol do Fluminense surge de uma falha individual de Igor Vinicius, depois da zaga perder o tempo da primeira bola

Na segunda etapa, com as entradas de Igor Gomes e Brenner, e as saídas de Hernanes e Paulinho Boia, a pressão perdeu seu encaixe. Igor acompanha o lateral direito como Paulinho Boia, enquanto Luciano, Gabriel Sara e Brenner ficavam posicionados em linha, deixando apenas Tchê Tchê no meio campo. Assim, o Fluminense foi capaz de encontras alguns passes entre as linhas do mandante, não causando dano em função das perseguições individuais e da boa defesa de área, dos defensores são-paulinos.

A entrada de Luan, aos 36, protegeu o meio campo e deu novo folego para a pressão do time.

Organização ofensiva

A saída de bola era feita com Tchê Tchê recuando entre os zagueiros e Gabriel Sara e Hernanes atuando atrás da primeira linha de pressão. O São Paulo teve dificuldade em função da lentidão dos passes, da distância entre Sara e Hernanes e da dificuldade de acionar jogadores entrelinhas (seja por falta de passe ou porque não haviam jogadores posicionados). Paulinho Boia e Vitor Bueno fizeram partida apagadas, enquanto Luciano teve bons momentos oferecendo apoios – no entanto, sem continuidade às jogadas.

O jogador mais criativo foi Léo, usando de conduções e passes de ruptura para acionar companheiros por dentro ou nos corredores.

Na segunda etapa, com as entradas de Brenner, Igor Gomes e Juanfran e a melhor de rendimento de Vitor Bueno, o São Paulo conseguiu aumentar a velocidade da sua circulação de bola. Igor Gomes e Gabriel Sara se aproximavam e facilitavam a saída da equipe, conduzindo e encontrando companheiros entrelinhas. Brenner ajudou na dinâmica do último terço, partindo em diagonal a partir do lado direito.

Transição defensiva

No geral, o São Paulo foi bem nas transições defensivas, pressionando rapidamente após a perda e reestruturando sua defesa em contra-ataques.

Mapa das perdas de posse do São Paulo (Foto: Instat)

Transição ofensiva

Em função da opção do Fluminense por bolas longas diante da pressão, o São Paulo não conseguiu realizar muitas recuperações no campo de ataque. Também não faz muitas recuperações no campo de defesa. Quando o fez, especialmente na segunda etapa, optou por tirar a bola da pressão e iniciar os ataques sem pressa, a partir do goleiro Tiago Volpi.

Mapa das recuperações de posse do São Paulo (Foto: Instat)

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@pedrosbgalante

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