Análise tática de Vasco 0 x 0 Grêmio

Por Rodrygo Nascimento

Por Rodrygo Nascimento

O Vasco de Ramon começou bem o campeonato, mesmo com um jogo a menos, conseguiu três vitórias consecutivas e chegou a assumir a liderança na última rodada. Porém, por mais que a equipe tenha alcançado bons resultados ficou claro alguns problemas e estes se mantiveram nesta partida contra o Tricolor Gaúcho.

Ramon promoveu uma mudança na equipe, a saída de Neto Borges, títular na última partida, e a entrada de Bruno Gomes na equipe títular. O jovem camisa 18 vem recebendo muitos elogios neste inicio de Brasileirão e de forma merecida ganhou a oportunidade. De resto, a equipe se manteve a mesma. Fernando Miguel; Claudio Winck, Ricardo Graça, Leandro Castan, Henrique; Bruno Gomes, Andrey, Felipe Bastos; Benitez, Talles Magno e German Cano. No banco, Vinicius e Bruno César voltaram a ser relacionados.

A organização defensiva se manteve a mesma do que nas outras partidas, 4-1-4-1. Esta inclusive tem sido a forma mais eficaz para o Cruz Maltino se defender, consegue ceder menos espaços nas entrelinhas e também é melhor para fazer o balanço defensivo para se proteger das inversões. A marcação por encaixes setorizados acabou ocasionando alguns desencontros, principalmente no corredor central, por conta da boa movimentação dos jogadores de Renato Gaúcho. Felipe Bastos e Andrey sofreram um pouco com isso durante os primeiros minutos, cederam alguns espaços e o Grêmio conseguiu criar boas oportunidades com isto. Benitez voltava pela direita Talles pela esquerda para fazer justamente dobrar a marcação nos corredores junto com os laterais Winck e Henrique respectivamente. Bruno Gomes ficou responsável por fazer a cobertura territorial nas entrelinhas do Vasco.

Momento que o Vasco se defendeu no 4141. Foto: Instat

No momento com bola (organização ofensiva), no primeiro tempo o Vasco praticamente não produziu. A saída de bola continou com diversas falhas, a maioria propiciada por conta da falta de aproximação aos meias internos que, quando recebiam a bola de costas, tinham poucas opções de progressão e com isto acabava retornando a bola para os defensores e dos defensores um lançamento direto para German Cano. A marcação pressão proposta pelo Grêmio dificultou ainda mais a saída de bola do Vasco. Os encaixes individuais do Tricolor somanda a falta de aproximação dos jogadores do Gigante da Colina foi virando um efeito cascata para que não conseguisse criar absolutamente nada de efetivo na primeira etapa.

Benitez saindo da ponta para o meio tentava criar algo, mas muito pouco. Talles Magno, mesmo que tenho ido melhor que nas outras partidas, não conseguiu ser contundente no momento ofensivo. Andrey e Bastos não tinham a característica necessária para acelerar a condução de bola e, pela falta de aproximação já dita, não tinham opções de linha de passe para quebrar a linha adversária. A formação na organização ofensiva se manteve no 3-2-2-3: Graça, Castan e Henrique; Andrey, Bruno Gomes; Bastos, Benitez; Talles, Winck e Cano.

Graça, Castan e Henrique. Foto: Instat
Bruno Gomes e Andrey. Fonte Instat
Bastos e Benitez. Fonte: Instat
Talles, Cano e Winck. Fonte: Instat

O primeiro tempo do Vasco foi bem pobre na fase ofensiva, na fase defnesiva apesar de alguns sustos, conseguiu se defender bem da equipe do Grêmio e quando o bloqueio foi furado, Fernando Miguel correspondeu bem, este inclusive foi eleito o craque do jogo segundo eleição votação da transmissão da TV Globo.

No segundo o jogo ficou um pouco mais equilibrado. O Vasco conseguiu compactar mais no corredor central, os embates individuais aconteceram com mais frequencia. O Grêmio chegava criou algumas oportunidades, mas não tão claras quanto no primeiro tempo, enquanto a equipe de Ramon não aproveitava as transições ofensivas, faltava profundidade principalmente no corredor direito. Winck não oferecia opção por lá e Benitez flutuava bem mais por dentro. Com as entradas de Bruno César e Vinicius a equipe melhorou um pouco no setor ofensivo. Bruno César arriscava mais passes verticais, enquanto Vinicius buscava o 1v1 contra Cortez, levou até certo perigo e criou a melhor oportunidade de gol do Vasco na partida.

No geral, o Gigante da Colina não fez um bom jogo quando precisou criar mostrou as mesmas dificuldades que vinha tendo das últimas partidas: falta de aproximação o corredor central e que acaba sobrecarregando Benitez e o argentino vira presa fácil para qualquer adversário, a falta de profundidade nos corredores laterais e velocidade nas transições ofensivas também. As substituições feitas pelo treinador surtiram algum efeito, porém, poderiam ter sido feitas com a entrada de outros jogadores e fosse surtir mais efeito. Com o retorno de Vinicius, e com todas as opções de meio campo disponíveis, Ramon Menezes vai conseguir melhorar um pouco mais estes quesitos.

@analisevasco

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