São Paulo 1 x 1 Bahia – Análise tática

Por Pedro Galante

São Paulo e Bahia empataram em 1 a 1, na quarta rodada do Brasileirão. Com a volta de Vitor Bueno, recuperado de lesão e a entrada de Igor Vinicius na vaga de Juanfran, o Tricolor paulista repetiu os problemas na fase de construção. O Tricolor baiano fez uma boa partida, defendendo bem a própria área e explorando os espaços nas costas dos defensores adversários.

Mudanças no meio campo

Na última partida, contra o Vasco, Tchê Tchê, Liziero e Dani Alves atuaram todos muito recuados, frequentemente ocupando o mesmo espaço, diminuindo a quantidade de linhas de passe para frente. Contra o Bahia, essa organização mudou: Dani Alves não deixou de recuar, mas começava as jogadas mais avançado pelo lado direito. Essa mudança sutil melhorou a dinâmica do time, que seguia tentando criar superioridade pela esquerda, com Igor Gomes atravessando o campo.  Com uma melhor ocupação dos espaços por parte dos apoios e dos passadores, a equipe conseguiu avançar por dentro, especialmente com Liziero. No entanto, Igor Gomes e Vitor Bueno não fizeram boa partida e não conseguiram aproveitar essas oportunidades. A falta de mobilidade de Pablo também dificultou.

Pressão e linha alta

Bastante efetivos contra o Vasco, os movimentos de pressão apareceram de novo. O Bahia fazia saídas curtas mas assim que era pressionado buscava um passe mais longo. Com a linha de defesa avançada, os zagueiros são-paulinos estiveram em combate direto com os rivais muitas vezes. Quando não venceu os duelos diretos, ou a briga pela segunda bola, o São Paulo viu o Bahia sendo bastante vertical para explorar o espaço vazio. O pênalti e o gol do Tricolor baiano saíram em jogadas assim.

Sai Igor Gomes, entra Luciano

Fernando Diniz promoveu a estreia de Luciano no segundo tempo. O atacante, que veio do Grêmio em troca pelo meia Everton, entrou na vaga de Igor Gomes. Com a mudança, Luciano compôs uma dupla com Pablo, enquanto Vitor Bueno e Igor Vinicius atacavam pelas laterais; a ideia de criar superioridade pela esquerda foi abandonada. Apesar das movimentações do camisa 11, o Tricolor paulista ficou sem opções nas entrelinhas e teve bastante dificuldade de progredir.

Sai Liziero, entra Gabriel Sara

Sem apoios por dentro, com dificuldades de criar, Diniz não demorou para mexer no time. Gabriel Sara entrou justamente para oferecer apoios por dentro. O jovem camisa 42 cumpriu com o esperado, mas não conseguiu dar continuidade a boas jogadas junto de seus companheiros.  Já aos 15 minutos, pressionado pela derrota e pela situação, o São Paulo começava a preferir bolas mais longas para a área.

Saem Igor Vinicius e Tchê Tchê, entram Helinho e Carneiro

Aos 25, Diniz mexeu para que o time aproveitasse as bolas longas que estava forçando. Dani Alves virou lateral direito, Helinho, Luciano, Sara e Vitor Bueno compunham o meio campo com Carneiro e Pablo no ataque.

Apesar das alterações, o time não conseguia chegar ao fundo para cruzar, então chegava à área com lançamento mais recuados, especialmente de Daniel Alves. Os lançamentos não foram produtivos, os zagueiros do Bahia foram muito bem pelo alto e o meio campo frágil não conseguia ganhar a segunda bola.

Foi de uma rebatida da defesa adversária que saiu o escanteio do gol de empate: Reinaldo cruzou para Carneiro desviar na primeira trave e Luciano completar.

Mesmo com sete minutos de acréscimo, o São Paulo não conseguiu produzir chances para tentar a virada. O Bahia foi muito competente mantendo a bola no ataque com toques curtos e matando os contra-ataques pela raiz.

@pedrosbgalante

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