A demissão de Geninho é uma baixa significativa ao Esporte Clube Vitória

Por Michel Corbacho

Imagem/Reprodução: Letícia Martins/EC Vitória

O Vitória vive momentos turbulentos arcando resultados de gestões anteriores que impactam diretamente na crise financeira da qual o Clube perpassa. Soma-se às dificuldades financeiras, o – mau – posicionamento do atual mandatário que têm corroborado para afetar à imagem do Rubro-negro baiano.

Esse momento do Vitória gera consequências que refletem dentro das quatro linhas. A equipe que já tivera lutado até o término da Série B em 2019 para manter-se na divisão de acesso, teve que se movimentar para remodelar e fortalecer ao elenco na atual temporada. Ainda que aposte em jovens valores e atletas provenientes das suas divisões de base.

O Presidente do Vitória deixa clara a situação pela qual o Clube perpassa exemplificado através do balanço financeiro divulgado, onde o Rubro-negro tem déficit de, aproximadamente, R$ 150 milhões.

O Clube inundado em dívidas reduziu a folha salarial, afastou atletas das divisões inferiores à Sub-20, praticamente renegou ao time do futebol feminino (o que gerou polêmica inclusive devido ao não pagamento às atletas) e sofre com pouco aporte de patrocinadores e sócio torcedor.

Apesar de todos os problemas extracampo, na temporada atual o Vitória apresentara boas ideias e estivera organizado sob o comando do técnico Geninho. O problema é que agora, devido às dificuldades de pagamentos, o Clube teve que desligar ao experiente técnico e efetivou Bruno Pivetti, ex-auxiliar, no comando do time até dezembro do ano vigente.

Sob o comando de Geninho, o Vitória iniciou a temporada utilizando da sua equipe principal nos confrontos de Copa do Nordeste e Copa do Brasil, somando 04 vitórias, 05 empates e apenas uma derrota diante do Ceará na Arena Castelão. No geral, o aproveitamento sob o comando do Vitória é de 50% (24 jogos, 08 vitórias, 12 empates e 04 derrotas).

Ainda que não sejam números de brilhar aos olhos, pela estabilidade que concedeu e exibições dentro das quatro linhas, somado ao resultado diante do arquirrival na Arena Fonte Nova pela Copa do Nordeste, ofereceu à época elogios e consolidação da evolução que Geninho impusera à equipe do Vitória.

Na oportunidade, o Rubro-negro se destacou por evolução em seu sistema defensivo – características de Geninho – segurando ao Bahia diante do seu torcedor em uma exibição formidável do goleiro Ronaldo e das ideias defensivas da equipe.

geninho

O 4-1-4-1 de Geninho na fase defensiva sob o comando do Vitória (Reprodução: FoxSports/Instat)

É nítido que o Vitória não conta com um plantel qualificado, e com pouco aporte financeiro para investir em contratações, deverá apostar em jovens atletas provenientes da base, o que Geninho, com sua vasta experiência, poderia seguir introduzindo bem à equipe Rubro-negra.

Apesar de Bruno Pivetti conhecer as ideias e filosofias de jogo do técnico Geninho, além da convivência interna com o Clube, existem receios de que o mesmo não consiga oferecer sequência ao desempenho que a equipe tivera no início da temporada. Não se coloca em discussão às capacidades técnicas do atual interino comandante da equipe, mas é fato que, por todo cenário, é uma baixa considerável a demissão de Geninho do Esporte Clube Vitória.

@michelcorbacho

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