DE LONDRINA PARA ITAQUERA – Entrevista com Maria Fernanda Nanis

Por Rafael Santos de Oliveira

Nanis

Maria Fernanda Licorini Nanis nasceu em 2004 na cidade de Londrina/PR, começou ainda cedo no esporte e a modalidade escolhida foi o futsal.

O futsal paranaense tem um histórico muito grande de revelações e uma competitividade muito grande, quase todas as cidades (principalmente as menores) sempre tiverem uma ou duas equipes de futsal em seu planejamento anual, isso auxiliou bastante no seu processo de iniciação onde de inicio treinava e jogava com meninos e posteriormente conseguiu treinar e jogar apenas com meninas.

Uma realidade próxima do que foi descrito no texto “A importância do fomento ao esporte feminino de base onde eu falo sobre essa fase de competição em alto nível que é muito prazerosa devido ao fato que as meninas já passaram por vários momentos constrangedores e condições aversivas”.

UNOPAR

Ainda cedo teve destaque na cidade e após o bom desempenho em competições menores chegou a Unopar/FEL/Londrina (LFF) onde foi vice- campeão estadual de futsal pela categoria SUB 15 em 2018.

nanis1Capitã da equipe vice-campeã paranaense SUB 15. 

LEC Norte

Atuando também pelo LEC Norte Futsal foi campeã metropolitana de futsal na categoria SUB 17 também bem 2018.

nanis2Destaque da equipe campeã metropolitana SUB 17.

Corinthians

Logo no inicio de 2019 foi contratada pelo Sport Club Corinthians Paulista na modalidade de futebol, ela aceitou o desafio deixando de lado o futsal e esteve no plantel oficial do clube paulista na categoria SUB 17 no ano de 2019.

nanis3Equipe feminina SUB 17.

Entrevista:

  • Quais as principais diferenças do futsal em relação ao futebol taticamente falando?

No futsal eu pegava mais na bola, ela rodava bem mais rápida e agora no campo a bola passa mais por minhas companheiras até pelo tamanho do campo e pela quantidade de jogadoras.

  • Quais as principais mudanças relacionadas à parte técnica ou tática?

No futsal eu usava muito a sola e batia de bico também, mas hoje não uso tanto por conta dos cravos da chuteira e por conta do tamanho da bola. O chute de bico não é mais tão viável.

  • A versatilidade de posições e o rodizio presente no futsal auxiliam na percepção de espaço do futebol?

O rodízio também não é tão viável, mas ajuda na recomposição de algumas posições e nas transições.

  • A transferência de informações técnicas e táticas é muito frequente quando o atleta se transfere do futsal para o futebol, poderia citar algumas características que ainda estão presentes no seu repertório de

Trago bastante o uso do chute, pois a bola do futsal era mais pesada e trabalhou a minha força e o tipo contato (batida) na bola.

  • Existem três características básicas no futebol, que são elas: a força está atrelada aos espaços maiores, potencia e velocidade; a técnica que está ligada aos espaços reduzidos, criatividade e posse de bola; e por fim a mista que tem influencia de ambas. Em qual delas você se encaixa melhor?

Sem dúvidas, a técnica e a posse de bola. O futsal me ajudou muito para adquirir essas habilidades.

  • Muitos dizem que o fixo do futsal é o atleta que mais tem capacidade de se adaptar ao futebol, devido à participação ativa desde a saída de jogo até a finalização das jogadas, quais características do fixo são frequentes no futebol?

O fato de ser fixo me ajudou muito, pois eu via o jogo de frente e tudo que estava acontecendo, enquanto isso no campo eu criei uma noção de espaço e uma visão de jogo boa para o desenvolvimento do jogo.

  • A capacidade física e carga de treinamento geralmente é mais alta no futebol, como está sendo feita essa adaptação?

Sem dúvidas, no campo a intensidade dos treinos aumentou pelo tempo de jogo e por exigir mais da atleta.

  • De qual forma você enxerga a evolução do futebol feminino pós-Copa do Mundo?

O futebol feminino cresceu pela sua visibilidade da Copa do Mundo, está crescendo mais e ganhando seu melhor espaço.

Conclusão

A atleta Maria Fernanda é muito promissora, além disso, é mais uma dentre as varias meninas que migraram do futsal para o futebol, por mais que no começo sempre é complicado as coisas acontecem no tempo certo.

Assim como o texto “Iniciação Esportiva III – Vôos Maiores, Desafios e Hábito ao Jogo” diz, quando existe evolução o atleta precisa de novos desafios e viver novas experiências. Novamente afirmo que o sarrafo subiu, mas o atleta foi preparado durante anos para isso e se ele seguiu os processos da maneira correta, ele vai se sair bem.

E o principal: Esse processo é gradual e vai demorar anos consecutivos, mas ele vai acontecer de forma natural, se você quer ser visto esteja no jogo ganhando e perdendo.

Agradecimentos.

Espero que gostem, fizemos a trilogia “Iniciação Esportiva” e agora entrevistamos uma atleta que passou por todo esse processo e hoje colhe os frutos de um trabalho consolidado.

Deixo os meus agradecimentos ao Corinthians que liberou a atleta para a entrevista, a coordenação da UNOPAR com Vanda Sanches, Jayne Borim, Caroline Brito e Vitor Blanco e principalmente todos os integrantes do LEC Norte com Franklin Pacheco, Rhuam Felix, Willian Gabriel, Lucas Silva e a mim que sou técnico da equipe feminina.

@Rafinha_Esporte

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s