Bi, o Vasco é Bi – A consolidação do Gigante da Colina

Por Rodrygo Nascimento

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O segundo texto da série vai agora contar sobre a conquista do bicampeonato brasileiro vencido pelo Vasco da Gama no ano de 1989. A equipe não começou o ano da melhor forma, e no primeiro semestre acabou terminando com o vice-campeonato do Estadual. Na primeira edição de Copa do Brasil, a equipe acabou saindo na segunda fase sendo eliminada pelo Vitória-BA. Além disso, seguiu toda a cartilha de uma equipe que terminaria o ano sem títulos. Diversos trocas de treinadores, quatro ao todo (Carlos Alberto Zanata, Orlando Lelé, Sérgio Cosme e Nelsinho Rosa). A perda de jogadores no meio da temporada teve seus pontos positivos e negativos. O negativo foi a saída de ídolos como Geovani, Roberto Dinamite e Tita, o lado positivo foi a vinda de jogadores com extrema qualidade e que supriram à altura, como Bebeto, Boideiro e os jovens William e Bismarck (esses da base do Cruz Maltino).


Na imagem, o craque Bebeto em ação pelo Vasco. Fonte: Lance

A fórmula de disputa daquele ano foi bastante simples em relação a ano anteriores. Na primeira fase reuniu 22 times em dois grupos, cada um com 11 equipes, todas se enfrentando em turno único. Os 8 primeiros de cada grupo passava de fase, enquanto os três últimos disputavam um torneio de rebaixamento. A primeira fase do Vasco foi boa, terminou com a vice-liderança perdendo apenas nos critérios de desempate. Terminou com o melhor ataque do Grupo B, 14 gols feitos em 10 jogos, foi o 2ª melhor da primeira fase. Foi a 2ª melhor zaga do Grupo B com apenas 7 gols sofridos. E também foi a equipe que menos perdeu na primeira fase, com apenas uma derrota. A vitória mais expressiva foi contra o Grêmio, por 3-1.

O time treinador por Nelsinho Rosa jogava por música, era base da seleção brasileira, conseguia ser uma equipe ofensiva e que se protegia muito bem. Além de uma bela equipe titular, no banco contava jogadores de extrema qualidade como Vivinho, Tato e Andrade. Tinha em Bismarck (artilheiro da equipe com 8 gols) e William uma dupla de jovens meias que fazendo exibições de gala domingo após domingo. Bebeto e Sorato formaram uma dupla de ataque infernal, não havia um centroavante de ofício, com suas movimentações geravam espaços para os meias que vinham de trás. Boiadeiro comandava o centro do campo. O Vasco de fato era uma seleção entre os times.

O “Sele-Vasco” desfilava nos gramados. Uma zaga firme e que se impunha fisicamente. Winck e Mazinho laterais com extrema habilidade e capacidade para criar, seja por dentro ou por fora. Fonte: Quadro tático

Na segunda fase, foi dividido em dois grupos de 8. Os times enfrentariam os rivais do outro grupo e o líder de cada um se enfrentaria na final, os pontos desta fase eram somados com os da fase anterior. O time de melhor campanha teria o direito de escolher o local do primeiro jogo, além da vantagem do empate simples nos dois jogos ou vitória na primeira partida, sem que precisasse do segundo jogo, para levantar o caneco. E mais uma vez o Gigante da Colina foi perfeito e soberano. Em 8 jogos, o Vasco venceu 3, empatou 4 e perdeu apenas 1. Marcou 12 gols e sofreu 9. O Cruzeiro tinha feito 13 pontos no mesmo grupo, porém, como o Vasco tinha feito 14 pontos da primeira fase conseguiu ter uma pontuação maior. Na classificação o Vasco fez a melhor campanha fazendo um ponto a mais que o líder do Grupo A, São Paulo. Na classificação geral o Vasco terminou com 24 pontos (1ª), 26 gols marcados (2ª), 8 vitórias (2ª), 8 empates, 2 derrotas (1ª). Marcou 26 gols (2ª) e sofreu apenas 16 gols (3ª empatado com Santos, Botafogo e Flamengo), em 18 jogos.

Na imagem, Bebeto disputando uma jogada na partida decisiva no Morumbi. Fonte: O São Paulino

Enfim, chegou o grande dia, chegou a final do Campeonato Brasileiro e o Vasco tinha a oportunidade de conseguir o seu bicampeonato. Como teve a melhor campanha tinha a vantagem no placar e também para escolher o palco da grande final. Então, escolheu o Morumbi. Ao 5 min da segunda etapa, após bela troca de passes, Boiadeiro achou Luiz Carlos Winck, o lateral cruzou na cabeça de Sorato que testou e marcou o gol da vitória e do título do Vasco. Assim, consagrou o Cruz Maltino campeão Brasileiro em 1989.

Sorato comemora o gols após bela cabeçada sem chances de defesa para Gilmar. Fonte: Vasco. com

Escalações da final:

São Paulo: Gilmar; Netinho, Adilson, Ricardo Rocha, Nelsinho; Flávio, Bobô, Raí; Mário Tilíco, Ney Bala, Edivaldo. Técnico: Carlos Alberto Silva

Vasco da Gama: Acácio; Luiz Carlos Winck, Quiñonez, Marco Aurélio, Mazinho; Zé do Carmo, Boiadiero, Bismarck, William; Bebeto, Sorato. Técnico: Nelsinho Rosa

(Reservas utilizados: Andrade, Célio Silva, Tato, Ayupe e Vivinho)

Estatísticas do elenco:

. Artilheiro: Bismarck 8 gols

. Participação em gol: Bismarck

. Média de gols/jogo: Sorato 0.50

. Marcou mais gols de vitória: Sorato 2 gols

. Jogador reserva mais utilizado: Vivinho 8 jogos

@vieira_rodrygo

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