Sorte aos trabalhadores – ANÁLISE TÁTICA DE LIVERPOOL 3×2 WEST HAM

Por Daniel Klabunde

Vocês conhecem aquele famoso ditado no futebol?
“Só tem sorte quem trabalha duro”

Foi o que pudemos ver na partida entre Liverpool e West Ham nesta segunda-feira. Mas antes de falar sobre “sorte”, vamos falar um pouco sobre o que aconteceu na partida.

Com um início intenso, o que não se viu nas últimas duas partidas dos Reds contra Norwich e Atlético de Madrid, o time avançou com força pra cima do West Ham, abrindo o placar logo aos 8 minutos de partida em uma investida pela direita com boa movimentação e triangulação nos apoios para ultrapassar as linhas de marcação dos Hammers. Lado esquerdo de defesa do West Ham que foi muito agredido pelos avanços de Arnold e Salah, com espaços que os Reds não tiveram em Madrid por exemplo.

Aproximação entre Salah, Keïta, Firmino e Arnold Imagem: InStat / Edição: Daniel Klabunde

Na conclusão da jogada Firmino acaba finalizando em cima da defesa, mas a bola sobra para Arnold cruzar de primeira, muito próximo da linha de fundo e com o marcador pressionando, encontrou Wijnaldum dentro da área para abrir o placar. Arnold realizava sua 11º assistência na Premier League 19/20.

Wijnaldum entre cinco defensores dos Hammers, nenhum se aproxima para fazer a marcação. Imagem: InStat / Edição: Daniel Klabunde

A pressão continua, mas os Hammers conseguem sair mais para o jogo e chegar mais na área de Alisson. Após escanteio, mais uma falha na marcação da bola parada defensiva, com os jogadores marcando por zona assim como contra o Atlético, mas desta vez um erro de Gomez que deveria ter tomado a frente de Diop ou ficar entre o camisa 23 e o gol, tirando o seu espaço e facilitando o corte.

Marcação por zona dos Reds na bola parada defensiva novamente é vazada. Imagem: InStat / Edição: Daniel Klabunde

O gol de empate chegou muito cedo e os Hammers recuaram, em certos momentos pudemos ver o Liverpool atacando no 1-2-3-5 com muita movimentação dos atacantes e meias, Salah e Mané por vezes eram vistos ao lado de Fabinho para organizar as jogadas enquanto Wijnaldum e Keïta avançavam e davam profundidade ao lado de Robertson e Arnold.

Imagem: InStat / Edição: Daniel Klabunde

Com estas movimentações pudemos perceber um detalhe muito importante, Fabinho não avançava como em outras partidas, ficou mais posicionado a frente dos zagueiros e se concentrava em manter a transição defensiva segura e impedir alguma tentativa de contra-ataque do West Ham.

Área de ação do brasileiro durante a partida. Imagem: SofaScore

O brasileiro atuou em toda a partida desta forma, dando sustentação no meio e impedindo principalmente os avanços de Felipe Anderson, o responsável por puxar os contra-ataques dos Hammers.
No segundo tempo logo aos 10 minutos de partida o West Ham chega ao gol da virada em mais uma falha de marcação e boa movimentação de Pablo Fornals entre as linhas. Um cruzamento de Declan Rice encontra o camisa 18 livre na área a frente de Gomez, o camisa 12 do Liverpool deveria ter “encostado” no jogador Hammer e tirado o espaço para finalização.

Imagem: InStat / Edição: Daniel Klabunde

Após o gol da virada Klopp mandou a campo Ox-Chamberlain no lugar de Keïta, o jogador inglês deu mais dinamismo e intensidade aos Reds com sua maior movimentação.
A substituição levou os Reds a tomarem definitivamente conta da partida e chegando ao gol de empate justamente com estas características, uma bola lançada para Robertson, que acelera a jogada e avança à linha de fundo para cruzar e Salah finalizar e ser beneficiado com o erro de Fabianski.

Firmino puxa a marcação de dois defensores abrindo espaço para Salah ocupar e finalizar a gol. Imagem: InStat / Edição: Daniel Klabunde

Agora entra em ação a “sorte de quem trabalha duro todos os dias”, exatamente, a sorte não vem por acaso, ela simplesmente não aparece e escolhe que irá beneficiar, você precisa trabalhar muito em busca da excelência para quem sabe ganhar uma pitada de sorte quando necessário.

Foi o que aconteceu com Gomez, depois de errar na marcação nos dois gols dos Hammers, contou com sorte em sua finalização à gol, mas que veio com trabalho, este trabalho é o treinamento de todos os dias no bloqueio dos atacantes, nas antecipações de lançamentos, no combate homem a homem que são treinados sucessivamente.

Gomez se antecipa a Haller, recupera a posse e finaliza à gol, mas a bola resvala em Mark Noble e sobra para Arnold que se posicionava para receber em profundidade, o camisa 66 só precisou ter tranquilidade para dar assistência à Mané e com isso chegar a sua 12º igualando a temporada 18/19.

Imagem: InStat / Edição: Daniel Klabunde

Muitos falam em “sorte de campeão”, pode ser, mas esta sorte só vem com muito trabalho e dedicação no dia a dia.

@dktricolor

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