Pressionar para vencer: ANÁLISE TÁTICA – INTERNACIONAL 2×0 UNIVERSIDAD DO CHILE

Por Luiz Martins

O Inter subiu seu primeiro degrau, dentro da Libertadores, com vitória de 2 a 0, sobre a Universidad do Chile, avançando à terceira fase da competição, em partida dentro do Beira-Rio.
Boschilia e Marcos Guilherme sairam do banco de reservas para marcar os gols que sacramentaram a vitória, demonstrando os principais conceitos do novo modelo de jogo.

Com intensidade, verticalidade e concentração na partida, desde o apito inicial, o time colorado demonstrou que conquistaria a classificação.
Pressionava com qualidade a saída de bola adversária, sempre com superioridade no setor que a La U tentava progredir, induzindo a busca pela saída longa, recuperando a posse e partindo em velocidade para a área adversária.

in1Superioridade colorada ao pressionar saída da La U. (Fonte: Instat/Edição: Juno Martins)

Os chilenos demonstravam um bloco compacto de marcação, mas cediam espaços pelos corredores laterais. Assim Rodinei e principalmente Moisés, que com seu físico vencia os principais duelos contra seus marcadores, possuiam grande liberdade de chegar a frente, tendo facilidade na recomposição.

Assim o Inter se colocava em campo ofensivo, tendo apenas Moledo e Musto, diversas vezes somente o zagueiro em campo defensivo, não sofrendo sustos no setor defensivo, com Cuesta aproveitando muito bem sua característica de construção de jogo, muitas vezes se arriscando ao campo ofensivo. Estes mecanismos empurraram a La U para o seu campo, mas o time do Inter sentia dificuldades de circular a bola na entrelinha.

in2Inter com liberdade de ataque pelos corredores laterais. Outra característica é o número de jogadores em campo ofensivo. (Fonte: Instat/Edição: Juno Martins)

Eis que uma alteração logo nos quinze minutos iniciais, potencializaria a já predominância colorada na partida. Boschilia foi o escolhido para entrar na partida e com muita mobilidade, intensidade e auxilio na construção junto a D´alessandro, abriu o placar em bela finalização, fazendo com que o time colorado sentisse confortável em seus domínios, mas sem relaxar.

in3Boschilia e D´alessandro foram os principais responsáveis pela construção de jogo. (Fonte: Instat/Edição: Juno Martins)

Na última etapa, com suas mudanças Caputo conseguiu melhorar a intensidade da La U, colocar o time à frente e dificultar a retenção de bola colorada no meio-campo, fazendo com que Eduardo Coudet, mudasse sua estratégia, retirando D´alessandro da partida e buscando resposta em Marcos Guilherme, que imprimiu construção de jogadas com menos passes e maior verticalidade, além de características de profundidade, que o time havia perdido com a saída de Patrick, além de um melhor complemento ao centroavante Paolo Guerrero, que cresceu na partida, com o companheiro. Desta forma o time continuou pressionando oadversário, com mais contundência e ampliando o placar, com uma grande jogada do escolhido pelo treinador.

int4Índices que demonstram o domínio da partida por parte do Inter. (Fonte: Instat)

Com dois a zero no placar, a fatura foi encerrada em jogo sem sustos e classificação encaminhada para um complicado enfrentamento versus o colombiano Tolima, ainda dependendo do resultado do jogo do Corinthians, para saber o dia de seu jogo.

@ojunomartins

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