Vitória Incontestável – ANÁLISE TÁTICA CORINTHIANS 2×0 SANTOS

Por Jhonata Souza e Rodrigo Costa

Tiago decidiu escalar o que tinha de melhor a sua disposição, mesmo tendo um jogo decisivo pela Libertadores na quarta-feira, no 4-2-3-1 com: Cássio; Fagner, Pedro Henrique, Gil e Sidcley; Camacho e Cantillo; Janderson, Luan e Everaldo; Boselli. Apesar do clássico fora de casa, o técnico Jesualdo Ferreira mexeu novamente no time titular e promoveu algumas mudanças e testes. O time, no 4-3-3, teve Éverson; Pará, Luiz Felipe, Luan Peres e Felipe Jonatan; Jobson, Sandry e Pituca; Raniel, Kaio Jorge e Sasha.

PRIMEIRO TEMPO

O Corinthians novamente começou uma partida em alta intensidade. Tanto que abriu o placar no primeiro minuto de jogo com Everaldo. Mesmo após o gol a equipe mandante manteve a pegada nos primeiros dez minutos de jogo, onde não permitiu que o adversário chegasse ao ataque e quando tinha a bola usava os lados do campo para criar perigo.

O Peixe iniciou a partida com Sasha no comando de ataque, tendo Kaio Jorge pelo lado direito, inclusive tendo que recuar para marcar na linha de meio campistas no 4-1-4-1 santista, algo que não deu muito certo, visto que o gol corintiano saiu no espaço deixado pelo jovem ao não acompanhar o adversário da sua zona de marcação. Portanto, após alguns minutos, Kaio Jorge passou a jogar centralizado e Sasha pela direita, fechando melhor os espaços por aquele lado.

corsan1corsan2Santos no 4-1-4-1 defensivo, primeiro com Kaio Jorge fechando pela direita e depois com Sasha. Fonte: SporTV – Edição: Rodrigo Costa

Já pela esquerda da defesa, Raniel não ajudava muito Felipe Jonatan na marcação, que sofreu bastante com Fagner e Janderson, sendo muito passivo na pressão aos adversários. Com a bola, o Santos sofreu sem conseguir sair da pressão corintiana, que era alta e forte, desse modo, jogadores como Jobson e Sandry erraram alguns passes importantes. O Santos continuou do mesmo jeito até o fim do primeiro tempo, sem conseguir criar chances de gol e sequer chegar ao ataque. O meio-campo não conseguia dar prosseguimento às jogadas e conseguia encontrar os jogadores no ataque, que não conseguiam se associar entre as linhas rivais.

corsan3Corinthians marcando a saída de bola do Santos. Fonte: Premiere – Edição: Jhonata Souza.

O grande mérito defensivo do Corinthians foi à pressão no adversário que tinha a posse, seja na saída de bola ou após perder ela, tanto que Cássio não foi exigido no primeiro tempo. No momento ofensivo quem se destacou foi Victor Cantillo. O volante colombiano teve uma atuação de gala sendo muito participativo na saída e fazendo a bola circular com as suas inversões buscando o lado direito do ataque. Por este setor o Timão criou suas melhores jogadas com Fagner e Janderson, mas a equipe mostrou problemas no último passe e na finalização, o que manteve o 1×0 no placar ao fim da primeira etapa.

corsan4Cantillo a frente da dupla de zaga na saída de bola. Fonte: Premiere – Edição: Jhonata Souza.

SEGUNDO TEMPO

Assim como na primeira etapa, o Corinthians iniciou com o ritmo lá no alto e chegou ao gol logo no primeiro minuto, dessa vez nos pés de Janderson. Só que na comemoração o jovem ponto acabou sendo expulso, o que provocou mudanças no time. Tiago Nunes colocou Lucas Píton e Gabriel nos lugares de Luan e Camacho com o objetivo de recompor a equipe e aumentar o poder de marcação no setor esquerdo e pelo meio. Duas linhas de quatro que não deram espaços por dentro e forçaram o Santos a abusar dos cruzamentos, o que serviu apenas para consagrar o bom jogo da dupla de zaga corinthiana.

corsan5Corinthians bem postado na defesa. Fonte: Premiere – Edição: Jhonata Souza.

Para o segundo tempo, Jesualdo voltou com Evandro na vaga de Sandry, tentando ter maior controle do jogo, mas levou o segundo gol logo aos 2 minutos, em falha do Felipe Jonatan ao não acompanhar Janderson, que foi expulso na comemoração. Com isso, parecia que o Santos poderia incomodar, aumentando a posse de bola, empurrando o Corinthians para seu campo de ataque e criando inúmeras chances de gol, mas isso não aconteceu. A posse de bola realmente aumentou, mas foi ineficiente e improdutiva, além de ser lenta e previsível, pois o time girava a bola e encontrava Felipe Jonatan ou Pará para cruzarem a bola na área, cruzamentos aleatórios e sem alvo, e ainda mais contra uma defesa postada e bem posicionada.

corsan6Elevado número de cruzamentos e porcentagem baixíssima de acerto. Fonte: SofaScore

Uribe entrou para a saída de Jobson, aumentando o número de jogadores na área adversária ou próximo dela, aumentando também a distância entre os setores. Com isso, os triângulos que vinham sendo naturais nos jogos anteriores não aconteciam mais, pois geralmente os laterais não tinham opção de associação pelos lados.

corsan7corsan8Laterais isolados e cruzamentos com a defesa bem postada e posicionada. Fonte: SporTV – Edição: Rodrigo Costa

Em sua última substituição Tiago Nunes colocou Mateus Vital no lugar de Everaldo. E o jovem meia fez exatamente o pedido pelo técnico ao conseguir segurar mais a bola no campo de ataque e ajudar no controle do jogo sempre buscando servir como opção de passe, seja na direita ou na esquerda. Mesmo com um a menos o Timão teve as melhores chances de gol do segundo tempo, mostrando a superioridade que teve no jogo.

Buscando corrigir a falta de criação, Jean Mota entrou para a saída de Kaio Jorge, se juntando a Pituca e Evandro tentando armar as jogadas. Jean ainda tentou alguns passes e chutes, mas errou muito. O time perdeu muito sem ter um jogador que infiltrasse, atacasse o espaço vindo de trás. Sasha e Raniel até se movimentavam, buscavam a bola, mas o restante do time não acompanhava a mesma rotação.

corsan9Meias não infiltravam nem encontravam espaço pelo corredor central. Fonte: Premiere – Edição: Rodrigo Costa

CONCLUSÃO

Primeiro grande teste percebemos uma atuação muito abaixo do que esperávamos, claro que ainda faltam jogadores como Veríssimo, Soteldo e Marinho, além de Alison e Sánchez não terem jogado, mas o segundo tempo deveria ter sido bem melhor, por causa da superioridade numérica. O time foi lento e previsível, esperamos que a semana de treinamentos seja intensa e traga melhorias. A vitória representa um grande combustível para o jogo contra o Guarani-PAR, ainda mais quando ela vem junto de um excelente desempenho. Ainda é cedo, ajustes precisam ser obviamente feitos, mas esses primeiros jogos da temporada despertam no torcedor corinthiano um sentimento que o futuro pode ser muito bom.

@Jhonny14Souza @costarodrigosfc

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