Os primeiros passos de Dorival Júnior no Athletico

Por André Ribas

WhatsApp Image 2020-01-21 at 20.13.02Foto: Miguel Locatelli/Athletico

Dorival Júnior começou, oficialmente, sua caminhada no Athletico. Na Argentina, o Furacão disputou dois amistosos, contra Racing e Boca, e já foi possível observar algumas ideias do novo treinador rubro-negro.

É importante reforçar que ainda é cedo para qualquer avaliação. Aqui, no MW, vamos trazer detalhes que mais chamaram a atenção nesses dois jogos. 

Contra o Racing, Dorival desenhou a equipe no 4-1-4-1, com o Wellington posicionado na frente dos zagueiros. Na saída de bola, o Furacão, que costumava realizar uma saída de três com o Tiago Nunes, e os laterais bem abertos avançados, procurou sair com seus dois zagueiros, os laterais mais próximos e o primeiro volante (Wellington) na frente da zaga. Com isso, os extremos eram os jogadores mais abertos (amplitude), enquanto Rossetto ficava pelo lado esquerdo e Erick pelo direito por dentro.

Durante os primeiros 45 minutos, apesar de ter o Wellington (bem marcado) para auxiliar na saída, o rubro-negro optou por uma construção lateral, principalmente pelo lado esquerdo, como você pode ver no vídeo abaixo

Escalação: Santos; Jonathan (Khellven); Zé Ivaldo; Lucas Halter e Márcio Azevedo (Adriano); Wellington (Lucho González); Erick (Fernando Canesin); Matheus Rossetto (Léo Cittadini); Carlos Eduardo (Vitinho) e Marquinhos Gabriel (Nikão); Guilherme Bissoli (Breno Lopes).

Guilherme Bissoli, atacante, teve uma movimentação interessante, sem ficar preso na última linha do adversário, caindo mais para o lado esquerdo.

Sem a bola, o Athletico manteve o 4-1-4-1, com algumas diferenças em relação ao  que era com o Tiago Nunes. Além da formação, a pressão foi realizada de forma diferente, sem tanta agressividade na saída de bola e no tiro de meta do adversário, algo mais próximo da faixa do meio de campo, com saídas rápidas para pressionar.

Aliás, isso foi determinante no primeiro gol do Racing, apesar do erro do Santos. No momento do lançamento, o Furacão marcava em bloco médio, bem compacto, mas sem pressionar a bola. A equipe argentina saiu com três defensores, contra um do time rubro-negro, conseguindo colocar essa bola nas costas da última linha athleticana.

Na segunda etapa, Dorival realizou várias mudanças, mas manteve a estrutura, com uma alteração interessante: Léo Cittadini. O meia modificou a forma de pressionar, dando mais agressividade ao Athletico sem a bola. Por vezes, se juntava ao Bissoli para impedir que a bola do adversário entrasse. Uma característica que vale ficar de olho.

Já foi possível ver um pouco do trabalho do novo treinador rubro-negro. Na quinta-feira, iremos finalizar analisando a partida contra o Boca, que encerrou a passagem do athleticana pela Argentina. É só o começo de um trabalho que deve evoluir durante a temporada.

@andre_frehse

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