Abaixo do esperado – uma análise do SPFC na Copinha

Por Pedro Galante

O São Paulo, atual campeão da Copinha, passou em primeiro no seu grupo 29. Foram dois empates e uma vitória. 10 gols marcados e dois sofridos. A equipe conseguiu a classificação no saldo de gols, já que empatou em pontos com os segundo e terceiro colocados. Vamos revisitar cada jogo e olhar com atenção essa equipe que não tem convencido o torcedor tricolor.

Os garotos de Cotia chegaram a final nas duas últimas edições e a torcida se acostumou a ver grandes exibições em campo: em 2018, um meio campo de grande qualidade com Luan e Liziero; em 2019, Antony voando e controlando o jogo a partir da ponta direita. O fato é que esse São Paulo de 2020 é menos brilhante se comparado aos anteriores. Não há nenhum grande destaque.

Aquele que poderia ser o grande destaque, Rodrigo Nestor, não atuou em função de uma tendinite no joelho direito.

Mas não temos um problema precisamente. É claro que sempre estamos interessados na possibilidade de um grande craque surgindo, mas a função primeira das categorias de base é formar o jogador comum, aquele que compõe o elenco com qualidade e permite que o clube gaste suas reservas somente em jogadores que desequilibrem.

Jogos
– São Paulo 0 x 0 Operário
A estreia foi a pior partida do time, a equipe escalada com: Matheus Cunha, Anilson (Sena), Matheus, Fasson e Welington; Marcos Jr, Ed Carlos, Talles; Kevin (Juan), Vitinho (Maia) e Galeano (Ricardinho), encontrou muita dificuldade contra um Operário fechado e combativo.

O São Paulo teve problemas sobretudo na hora de manipular o ritmo do jogo. O modelo de jogo dos times de Cotia usa da variação do ritmo de jogo (acelerar e desacelerar) para abrir espaços na defesa adversária e criar chances. Os jogadores não conseguiram construir esse controle e as condições do jogo também dificultaram: o Operário parava o jogo com muitas faltas e o juiz, de apenas 21 anos, demorava muito para reiniciar a partida nas suas intervenções.

– Palmeira 1 x 9 São Paulo
Parecia que a chuva seria um obstáculo para a equipe tricolor, mas ela foi parando conforme o jogo foi acontecendo. O gramado não encharcou e o jogo de toques do São Paulo não foi prejudicado. A equipe que entrou em campo foi: Eduardo, Anilson (Sena), Matheus (Facundo), Luizão, Welington (Patrick); Marcos Jr, Ed Carlos (Gabriel Falcão), Talles (Maia); Antônio Falcão, Juan (Vitinho) e Galeano.

Muito superior fisicamente, o São Paulo construiu sua vantagem de forma natural contra uma equipe bastante frágil.

– São Bernardo 1 x 1 São Paulo
Um pênalti no início do jogo colocou a equipe em desvantagem. Vendo se eliminado, o time se mostrou muito nervoso, sem paciência para circular a bola e buscando “atalhos” que o time não tem. Talles Costa, o principal articulador na ausência de Ed Carlos, estava distante da bola e construção dependia muito dos laterais que não estavam bem.

O gol salvador veio em cobrança de falta de Anilson, aos 13 do segundo tempo. Mesmo depois do gol, o São Paulo continuou com um jogo burocrático, sem conseguir criar espaços no bloco de marcação do São Bernardo. Atuaram Matheus Cunha, Anilson (Sena), Matheus, Luizão e Welington; Marcos Jr, Gabriel Falcão (JP) e Talles (Maia), Antônio Falcão (Patrick), Juan (Vitinho) e Galeano.

Foi uma fase de grupos abaixo do esperado, o time demonstrou dificuldade na hora de circular a bola e tomar as decisões certas, especialmente no meio campo. O time precisa melhorar nesse aspecto se quiser avançar na competição. A próxima partida será nesse domingo (12), as 21 horas contra o Flamengo de Guarulhos, no mesmo Estádio Primeiro de Maio.

Destaques:
– Juan:
O centroavante, que estreou no profissional ano passado contra o CSA, é forte mas também móvel. Sabe se movimentar e oferecer apoios fora da área, ao mesmo tempo, tem boa presença de área e se posiciona bem para finalizar em cruzamentos.

– Lucas Fasson:
O zagueiro jogou apenas a primeira partida por causa de uma entorse no tornozelo. Fasson é um zagueiro padrão Cotia (Militão, Walce, Diego, Morato…) é muito bom com a bola no pé, iniciando as jogadas e seguro defendendo. Ainda precisa melhorar algumas questões de orientação em relação a linha de defesa, mas no geral vai bem mesmo jogando exposto.

– Ed Carlos:
O meia deixou o campo machucado contra o Palmeira e não atuou na última partida. Ed Carlos é destaque em Cotia desde os 13 anos, oscilou um pouco na subida para o sub-20 e busca recuperar a melhor forma. É um meia de controle e bom toque de bola. Sua visão de jogo também é destacável.

@pedrosbgalante

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