Para dominar o México! PRÉ-JOGO: MONTERREY X AMÉRICA 

Por Juliano Rangel e Henrique Mathias

Depois das festividades do Natal, a adrenalina volta a subir na Liga MX com um duelo que vale título. Nesta quinta-feira (26), Monterrey e América começam a decidir quem será o vencedor do Torneio Apertura. Para deixar você bem informado, o MW preparou um pré-jogo sobre a decisão que terá seu último capítulo no próximo domingo (29), no místico Estádio Azteca. Confira!

MONTERREY

O Monterrey chegou até a final do campeonato mexicano com uma campanha de 11 vitórias, 4 empates e 7 derrotas, com 36 gols marcados e 27 gols sofridos. Foi um torneio de muitos altos e baixos para os Rayados, que começaram a campanha com Diego Alonso no comando e viram Turco Mohamed retornar ao clube no meio do caminho. Com 3 vitórias e 2 derrotas nos últimos 5 jogos da fase de classificação, a equipe conseguiu a oitava e última vaga para o mata-mata. Se com Diego Alonso, o Monterrey buscou deixar para trás o jogo caótico do primeiro trabalho do Turco e apostou num estilo mais pragmático, ao recontratar seu antigo treinador, a aposta da direção é por uma mescla entre os dois trabalhos e podemos dizer que vem acontecendo.

O Monterrey atua no 4-2-3-1, com muita força para o jogo exterior com as dobradinhas entre laterais e pontas, contando com uma figura clássica do camisa 10 e apostando sempre num “9” que seja bastante capacitado em termos de apoios e duelos físicos. Dessa maneira, a equipe consegue competir muito bem contra qualquer rival dentro do México, ainda que o trabalho do Turco ainda esteja em fase inicial e o seu pressing não esteja encaixado como ele gosta.

Para final, temos a expectativa por dois jogos do mais alto nível, contra o América do México de Piojo Herrera. Pensando num possível encaixe para o duelo e como Turco teve tentar antever e atacar o planejamento rival para esses 180 minutos, chegamos em alguns pontos de visão. O primeiro deles: a notória capacidade do América em se defender nos metros finais do campo e como Herrera é mestre nesse tipo de situação. Com isso, os Rayados vão precisar de total concentração, para encaixar seus passes no terço final do campo, conseguir girar a bola, ativar Pizarro na entre linha e oferecer chances reais de gol a Funes Mori.

O segundo ponto que merece destaque é a capacidade da bola aérea ofensiva do América e como o Monterrey tem sofrido com isso. Apesar de contar com uma dupla de zaga alta, com muita experiencia e adaptação ao jogo de seu companheiro, a equipe tem defendido mal sua própria área e numa final que promete ser tão equilibrada isso poderia acabar sendo fatal.

O terceiro e último ponto que merece destaque, é o modo como Pabon cresce em partidas decisivas e como seu poder de desequilíbrio pode ser fundamental para deslocar os marcadores rivais, desajustar as linhas de marcação do América e levar sua equipe ao sucesso.

PROVÁVEL ESCALAÇÃO:

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AMÉRICA

Buscando seu 18º título do Campeonato Mexicano, os comandados de Miguel Herrera chegam a grande final do Torneio Apertura depois de terem terminado a primeira fase do campeonato na sexta colocação e, já na fase final, terem superado as equipes de Tigres e Monarcas Morelia. Com essa caminhada, a equipe se apresenta para enfrentar o Monterrey acumulando 10 vitórias, 7 empates e 5 derrotas, com 39 gols marcados e 28 tentos sofridos.

Baseado num modelo de jogo bem ofensivo, com pressão na saída de bola adversária e utilizando linhas altas, Piojo Herrera costuma montar sua equipe no clássico 4-4-2, que aposta no toque de bola, desde a sua saída de bola.

monte2O América de Piojo Herrera utiliza o esquema 4-4-2 (Foto: Instat/Edição: Juliano Rangel)

Com a linha de defesa montada à frente do goleiro mexicano Guillermo Ochoa sendo composta pela dupla de zaga formada por Bruno Valdez e Emanuel Aguilera, e pelos laterais Paul Aguilar e Jorge Sánchez, a saída de bola da equipe sempre conta com apoio do volante argentino Guido Rodríguez.

monte3Saída de bola com o apoio de Guido Rodríguez (Foto: Instat/Edição: Juliano Rangel)

Nesses momentos, o camisa cinco chega a atuar entre a dupla de zagueiros, enquanto que os laterais tem liberdade para avançar em amplitude, com destaque, na esquerda, para descidas de Jorge Sánchez. Ainda no meio-campo, só que atuando com mais liberdade para ajudar na criação, o volante paraguaio Richard Sánchez se destaca pelo bom controle de bola e por sua facilidade para chegar ao ataque, por meio de infiltrações.

monte4Richard tem liberdade para chegar ao ataque (Foto: Instat/Edição: Juliano Rangel)

Renato Ibarra e Andrés Ibargüen na função de meias mais abertos geram amplitude, trabalham movimentos de entrada em diagonal e exploram a velocidade nos duelos de “um contra um”. Nesses momentos, os laterais também costumam atuar por dentro, com Jorge Sánchez sendo mais constantes nas descidas e Aguilar que, quando chega ao fundo, é uma importante arma para os cruzamentos.

monte-laterais.pngLaterais invertem de setor e chegam a trabalhar mais por dentro nas descidas ao ataque (Foto: Instat/Edição: Juliano Rangel)

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Contribuindo para mobilidade da equipe, Herrera trabalha com dois atacantes – Henry Martin e Federico Viñas – que se completam atuando mais por dentro: Henry é a figura que se destaca pelo controle de bola e por fazer movimentações de pivô esperando as chegadas dos meias; já Viñas pode fazer esses movimentos de “parede”, mas gera profundidade e é muito forte na bola aérea.

Transição Ofensiva: Sem a bola, os comandados de Miguel Herrera trabalham a marcação encaixada desde a saída de bola adversária. Fica nítido o avanço das linhas da equipe, que chega a atuar no bloco alto, só deixando a dupla de zaga postada no campo de defesa.

Com isso, a ideia é obrigar as equipes adversárias a saírem na bola longa, que, muitas vezes, voltam para o domínio de Las Aguilas nas recuperações de Guido Rodríguez ou da dupla de zaga.

monte7Marcação encaixada é uma das armas de Miguel Herrera (Foto: Instat/Edição: Juliano Rangel)

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Perigos: A equipe costuma sofrer susto quando os adversários conseguem vencer a marcação encaixada e avançam pelos lados. Nesses momentos, como a equipe só deixa a dupla de zaga mais recuada, os mesmos acabam ficando no “mano a mano” com adversários ou até em inferioridade numérica.

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Outro perigo que pode surgir acontece nos momentos de desequilíbrio da linha de defesa, muito por conta das falhas na cobertura dos laterais que saem nos encaixes e também nas infiltrações adversário, como visto no primeiro gol do Morelia, durante a primeira partida do confronto.

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Transições ofensivas: Mesmo trabalhando a bola desde o campo de defesa, a equipe sabe acelerar quando o adversário se encontra desequilibrado em seu campo de defesa, seja nas bolas longas para Henry ou Viñas, ou nas descidas em velocidade pelos lados.

Essa primeira alternativa para atacar foi utilizada no lance do segundo gol da equipe marcado por Vinãs, no duelo diante do Morelia, que selou a classificação da equipe para a grande final do Apertura. O camisa 24 recebeu uma bola pelo alto, conseguiu fazer a proteção da mesma, acionou Richard Sánchez, que tocou para o lateral Paul Aguilar, que atacava por dentro. O mesmo serviu Roger Martínez (substituindo Renato Ibarra) que, em amplitude, teve espaço para cruzar para Viñas já dentro da área. Reveja toda a dinâmica do lance:

Já o segundo formato de ataque pôde ser visto também no duelo diante do Morelia. A jogada começa com a bola ainda no campo de defesa, com Ibarguen roubando a bola, ganhando do adversário com um drible e avançando para o campo de ataque. Já próximo do último terço do campo, o camisa 11 muda a rota e interiorizando passando a bola para Renato Ibarra, que, em diagonal, chega para chutar e mandar para as redes de Sosa. Veja toda essa movimentação:

Como já visto no primeiro vídeo, a equipe também gosta de trabalhar o jogo aéreo, com bolas cruzadas pelos laterais que buscam Henry e Viñas, e também nas cobranças de bola parada, sempre com Richard Sánchez. Nesses momentos, Guido Rodríguez e a dupla Bruno Valdez e Emanuel Aguilera marcam presença nas áreas adversárias.

Opções de Herrera: No banco, Miguel Herrera ainda conta com o nome de Giovani dos Santos, que é uma opção para o esquema 4-2-3-1, trabalhando como um segundo atacante por trás do Henry, ou no 4-4-2, sendo uma opção pelo lado esquerdo nas chegadas ao fundo. Ainda para o lado esquerdo, Sebástian Cordova pode ser uma alternativa para dar mais segurança tanto atuando como um meia aberto ou como lateral. Para ataque, a opção são Roger Martínez, que pode atuar na direita ou como um segundo atacante para manter a velocidade da equipe. Para o comando de ataque, e readquirindo sua melhor forma, Nicolás Castillo pode ser uma opção de mais força dentro da área.

PROVÁVEL ESCALAÇÃO:

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NÚMEROS DAS DUAS EQUIPES:

monte13monte14monte15monte16Fonte: Centro de Innovación Tecnológica / @CITEC_Futbol

 

@julianords

@RiqueMathias

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