O Corinthians em 2019!

Por Jhonata Souza

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Primeiro semestre: Venceu e não convenceu!

O torcedor corinthiano começou 2019 animado com a volta de Fábio Carille e a chegada de vários reforços. O técnico tinha a missão de recuperar a força defensiva perdida no segundo semestre de 2018 e dar um passo a mais no seu trabalho fazendo uma equipe com mais alternativas ofensivas. O que se viu até a chegada dos mata-mata no estadual era um time engessado no ataque que dependia demais do lado direito, com Fagner e Pedrinho, para criar e que sofria na defesa quando o adversário explorava as costas da defesa, seja em bolas paradas ou com bola rolando, já que existia pouca pressão ao portador da posse na hora dos cruzamentos.

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A chegada das partidas decisivas do Paulistão e com o começo do Brasileirão houve melhoras no desempenho. Na defesa, Manoel e Henrique subiram de nível oferecendo mais segurança e o 4-1-4-1 se firmou, onde se destacava pela forma como o Timão protegia o meio campo e os pontas recuavam até o fim para marcar, em alguns casos formando uma linha de 6. A novidade ficou pela maior utilização da marcação na saída de bola rival, mas que muitas vezes se mostrou fácil de ser superada, por não ser muito bem organizada.

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No ataque era um time que usava bastante das triangulações pelos lados e da bola parada de Sornoza para levar perigo. A melhora de Clayson foi fundamental, pois a equipe passou a ter uma opção de velocidade, drible, que oferecesse profundidade e vida ao lado esquerdo. As idas de Fagner e Pedrinho para a seleção deixou ainda mais evidente a dependência do time. Os últimos jogos antes da parada foram horríveis, onde a equipe se restava a se defender e sofria com a falta de ideias e qualidade no ataque.

A ilusão e a queda de Carille!

Após a tão desejada pausa para a Copa América vimos um Corinthians diferente. Continuava sendo uma equipe sólida na defesa, mas agora também se via um ataque mais fluído. Essa melhora passa pela chegada ao time titular de Gil, Gabriel e Everaldo, além de Pedrinho, Vital, Sornoza e Boselli que subiram o próprio nível de desempenho. Foram jogos que deram esperança ao torcedor corinthiano sobre titulo na Sula e briga pelo G-4 no Brasileiro. O ápice foi à vitória por 2×0 contra o Botafogo na Arena Corinthians. Uma atuação convincente, solidez na defesa e domínio no ataque. Combinação perfeita para a ilusão alvinegra.

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Toda ilusão chega ao fim com um grande choque de realidade. O Corinthians já vinha em queda de desempenho, mas os duelos contra o Del Valle, na semifinal da Sul-Americana, só escancarou os problemas como a falta de ideias ofensivas, defesa exposta, jogadores em má fase e o total desconhecimento da equipe adversária, além de uma entrevista pós-jogo que iniciou o processo de destruição do bom relacionamento entre técnico e jogadores.

A cada jogo o Timão só regredia no desempenho. Antes pelo menos tinha os resultados para se escorar, agora nem isso. Era um time engessado no ataque que dependia de brilhos individuais para fazer algo e que se resumia em se defender, e nem isso vinha fazendo tão bem. Junte o péssimo desempenho, a insistência sem fundamento em alguns jogadores e num esquema que não dava mais certo, problemas internos, má fase de vários jogadores e a insatisfação da torcida que você tem os motivos que levaram a queda de Carille no dia 3 de novembro de 2019, após derrota de 4×1 para o Flamengo.

Novas ideias, classificação sofrida e uma perspectiva para 2020!

O Corinthians precisava de um fato novo após a saída de Carille, pois a vaga na Libertadores estava escapando. Dyego Coelho assumiu até o fim do Brasileirão e promoveu significativas mudanças na equipe como efetivar Gabriel, Janderson e Boselli como titulares e passou a apostar em Pedrinho centralizado. A mentalidade defensiva deu lugar a uma ideia de posse, intensidade e busca pelo gol, claro que esse tipo de mudança exige tempo e acabou rendendo num time que corria mais riscos na defesa, mas que eram necessários.

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A equipe alvinegra continuou sendo bastante irregular nos resultados, mas o objetivo foi conquistado e o Corinthians se classificou para a pré-libertadores em 2020. O trabalho de Coelho serviu como uma preparação de terreno para Tiago Nunes, pois introduziu conceitos como saída em três, amplitude, pressão pós-perda e movimentação no ataque.

A vinda de Tiago Nunes traz a esperança de um ano melhor, com um time que possua mais consistência, regularidade e um desempenho mais alto. Acima de tudo, a escolha por Tiago mostra a busca por uma mudança no chamado “DNA Corinthiano” presente nos últimos 10 anos, onde existe o objetivo de ter um time que dentro da sua estratégia tente se impor sobre os seus adversários, seja fora ou dentro da Arena Corinthians.

Estatísticas da temporada 2019:

  • 74 jogos oficiais
  • 29 vitórias
  • 26 empates
  • 19 derrotas
  • 51% de aproveitamento
  • 82 gols marcados (1,1/jogo)
  • 64 gols sofridos (0,86)
  • 29 jogos sem sofrer gols
  • 21 jogos sem marcar gols
  • Campeão Paulista de 2019
  • 8° no Brasileirão
  • Semifinalista da Copa Sul-Americana
  • Oitavas da Copa do Brasil
  • Único dos 4 grandes de SP a comemorar um título ano

@Jhonny14Souza

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