De Bruyne no comando – ANÁLISE TÁTICA MANCHESTER CITY 3×1 LEICESTER CITY

Por Ícaro Caldas Leite 

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Enfrentar o vice líder do campeonato certamente não era algo que os Citizens queriam neste momento técnico ruim da equipe, porém o time vem mostrando uma evolução  diferente dos outros jogos. O jogo era duro, difícil e com um roteiro perfeito para se distanciar ainda mais do Leicester e do Liverpool. A equipe de Guardiola precisava da vitória e, jogando em casa, era meio óbvio que o time iria atacar, atacar e atacar. 

O primeiro tempo inteiro do jogo, o Manchester conseguiu anular a saída de bola do Leicester. A equipe de Brendan Rodgers foi anulada com a marcação pressão na saída. O que os Citizens fizeram para anular: cada jogador marcando um adversário (encaixe individual), físico em dia para poder aguentar correr e pressionar os zagueiros, fechar a linha de passe para o Ndidi, o responsável pela saída de bola do Leicester, e com Jesus e Kevin à frente não deixando que a bola chegasse até ele (caso ela chegasse, já tinham dois jogadores em cima del). Com isso o Leicester foi ficando nervoso e o City conseguia chegar à meta do goleiro, que fez uma bela partida. 

Os visitantes vieram para se defender, pois sabiam que seria impossível trocar golpes com o City nos 90 minutos. Os mandantes encontravam alguns espaços pelo lado esquerdo do Leicester, com Mahrez muito bem no confronto contra o Chilwell. A bola chegava até o Mahrez através de lançamentos dos zagueiros, passes diretos do Fernandinho ou tabelas entre Walker e Kevin. Mesmo recuado e se defendendo no 4-1-4-1, o Leicester não conseguiu ser seguro defensivamente.

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Entretanto por mais que você tenha o controle do jogo, o futebol é cruel e pune severamente quem não executa as chances que tem. Em um contra ataque, o Leicester abriu o placar do jogo. A equipe ainda não havia criado chance alguma e nem levado susto ao goleiro brasileiro, mas foi letal na sua única chances. 

Mas dessa vez o mental do Manchester não desabou e o time conseguiu ser tranquilo para buscar a virada do jogo. O gol sair era questão de tempo e, novamente com Mahrez pelo lado esquerdo, conseguiu abrir o placar após um leve desvio em Soyuncu. Com o empate, já era esperada mais pressão ainda até conseguir a virada e numa cavada bem antiética do Sterling, o árbitro deu uma penalidade que não existiu mesmo com o auxílio do VAR. Gundogan cobrou e virou o jogo para o City.

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Basicamente o segundo tempo se desenvolveu da mesma maneira que o primeiro. A equipe de Pep Guardiola continuou controlando todas as ações com e sem a bola do jogo. A equipe de Brendan Rodgers se segurava como podia, com o goleiro Schmeichel pegando até pensamento e livrando o Leicester de uma goleada. 

Aos poucos os Citizens estão voltando a jogar bem e controlar as partidas, agora é a hora de poupar alguns jogadores porque o Boxing day está na porta e o bicho vai pegar. É torcer para que o Leicester e Liverpool tropecem e continuar fazendo a sua parte para a classificação diminuir e buscar o tri da Premier League. 

@icaroanalises

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