Empate moroso à beira do rio: ANÁLISE TÁTICA – INTERNACIONAL 2×2 FORTALEZA

Por Luiz Martins e Gera Lobo

Em jogo moroso e de certa forma tenso, Internacional e Fortaleza duelaram em Porto Alegre, tendo expectativas até próximas. Fortaleza pensando em se distanciar do rebaixamento e tendo oportunidade de somar pontos para entrar na briga por vaga a Libertadores. Já o Inter buscava se consolidar cada vez mais próximo aos líderes e garantir uma vaga direta a maior competição continental da américa do sul, após o título do Flamengo, diante do River Plate.

Um pouco de frustração de ambos os lados, pelo empate ocorrido em terras gaúchas, mas uma frustração maior pelo lado dos colorados, que saíram vaiados de campo, pelo resultado, que poderia ter sido pior se não fossem Marcelo Lomba, por defender um pênalti e os dois gols de Paolo Guerrero, que sacramentaram o empate.

Inicialmente o Leão da Piçi, se mostrou bastante compacto em seu bloco defensivo, tirando todo espaço das transições do Inter e principalmente tirando espaços de D’alessandro, quando ele tentava controlar o jogo. No ataque, buscou se organizar com trocas de passes, pra chegar até área adversária, algo costumeiro, dentro das idéias d Rogério Ceni.
Com estes mecanismos, o Inter se via sem alternativas inicialmente e lateralizava bastante o jogo, tendo muitas trocas de passe, através de uma saída de 3, com Cuesta, Moledo e Heitor, tendo participação de Lindoso, também D´alessandro e Edenilson em certos momentos.inter1Bloco bastante compacto do Fortaleza no início da partida, dificultava a construção do Inter. (Fonte: Instat /Edição: Luiz Martins)

Com estes comportamentos o Fortaleza abriu o placar em uma rápida transição, auxiliado pelo Juiz, que esbarrou em Moledo, que havia saído de seu setor em condução, cedendo campo para Osvaldo aplicar um belo drible e marcar.

Após sofrer gol, o time gaúcho acordou na partida, subiu seu bloco mais próximo à área, sendo mais incisivo e vertical, tendo os 2 laterais trabalhando em campo adversário, mantendo o lado direito como lado forte, através de D´alessandro e Edenilson, tendo Guerrero fazendo uma boa sustentação da linha defensiva. Com isto o lado esquerdo colorado tinha total liberdade, tendo Uendel sempre próximo ou pisando na área, alternando com Patrick o corredor. Inter conseguia atacar com quatro, cinco ou até seis jogadores na área, com ótimo volume ofensivo e assim conquistou seu gol, empatando a partida, com ótima jogada iniciada por Edenilson, sendo finalizada com uma bela assistência de Uendel para Guerrero.

inter3Lado direito do Inter como forte, tendo o lado oposto sempre com um homem-livre (Uendel com frequência), pisando na área. (Fonte: Instat /Edição: Luiz Martins)

Mesmo com uma boa chegada, os gaúchos demonstravam problemas com o bloco defensivo totalmente descompactado, além de dificuldades na transição ofensiva, que se fosse melhor explorada pelo Fortaleza, traria problemas ao time de Zé Ricardo, como ocorreu na segunda etapa, com ótima leitura da partida de Rogério Ceni, que retirou André Luis, que sofreu bastante para conter Uendel (que não é um jogador veloz), colocando Tinga para atuar no setor e assim, encaixando uma boa transição o time cearense se colocou a frente no placar novamente.

Com o placar adverso o time colorado buscou novamente o ataque, mas nitidamente sem organização, sendo mais imposição física e vontade do que com jogadas trabalhadas e sempre mantendo a sua estrutura inicial, apenas tendo alterações de jogadores. O técnico Zé Ricardo é pragmático e conservador em suas convicções e poderia ter alterado o sistema tático da equipe, até para buscar melhor organização e adequação de características (entradas de Parede e Neílton), mas manteve a estrutura, time continuou lateralizando jogadas, apostando em cruzamentos de média distância (D´alessandro abusou desta ação), também próximo a área, tendo 14 cruzamentos certos de 41 tentados, mesmo com menos pressão por dentro do adversário. Com este bombardeio de jogadas aéreas, o Fortaleza cedeu escanteio, muito bem cobrado por Guilherme Parede na cabeça de Paolo Guerrero, marcando o gol de empate. Nos acréscimos o time gaúcho contou com bela defesa de Marcelo Lomba em cobrança de pênalti de Bruno melo, sacramentando o empate sob algumas vaias ao time gaúcho, dentro de seus domínios.

@gerinhalobo_

@ojunomartins

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s