Um tempo para cada – ANÁLISE TÁTICA CORINTHIANS 0X0 INTERNACIONAL

Por Jhonata Souza

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Na noite do último domingo (17), Corinthians e Internacional empataram em 0x0 na Arena Corinthians pela trigésima terceira rodada do Campeonato Brasileiro. O Corinthians foi a campo com: Cássio; Fagner, Gil, Manoel e Avelar; Ralf (Clayson), Urso, Sornoza, Mateus Vital (Vagner Love) e Janderson; Boselli (Gustavo). Já o Internacional foi escalado assim: Lomba; Heitor, Victor Cuesta, Moledo e Uendel; Lindoso, Edenílson e D’Alessandro (Nonato); Patrick, Pottker (Nico López) e Rafael Sóbis (Guerrero).

PRIMEIRO TEMPO

A primeira etapa foi abaixo do esperado com um jogo de poucas chances de perigo criadas e que teve o Inter superior. No momento defensivo, o colorado soube anular o jogo corinthiano subindo as linhas de marcação para pressionar a saída de bola e forçar os zagueiros rivais a lançarem. Um nome que se destacou foi Patrick que usou da sua imposição física para anular as subidas de Fagner ao ataque.

cor in 1Inter subindo a marcação (Fonte: Premiere / Edição: Jhonata Souza)

A tentativa do Timão em marcar a saída rival foi muito mal feita, pois a linha de defesa não subia junto, deixando assim um espaço em que o Inter achava sempre alguém livre para poder acelerar o jogo. D’Alessandro teve liberdade para poder se movimentar pelo campo e apareceu bastante no setor esquerdo. Mesmo com os espaços, o Inter teve dificuldades em entrar na área alvinegra, pois Sóbis não teve uma boa noite e a equipe acabou ficando refém de bolas áreas e chutes de longe para levar perigo ao gol de Cássio.

cor int 2Espaço entre as linhas de marcação do Corinthians (Fonte: Premiere  / Edição: Jhonata Souza)

Coelho manteve o padrão de organização ofensiva, mesmo com as mudanças de nomes. Ralf foi recuado para fazer a saída em 3 ao lado dos zagueiros e com Sornoza a frente, enquanto que Avelar jogou mais adiantado e Urso continuou fazendo a meia direita. Essa opção deixou algumas coisas claras:

  • Ralf não agrega em nada na saída de bola.
  • Avelar sem ser na saída de 3 é bem nulo.
  • Sornoza bem abaixo no primeiro tempo.
  • Urso aberto é um desperdício.

O jogo corinthiano se resumiu em tentar sair jogando, não conseguir e se livrar da bola com um lançamento direcionado pra ninguém. Fagner mal, Janderson com muita vontade e nada mais, Vital e Boselli participando pouco já que a bola pouco chegou em condições de ambos participarem de forma positiva e um Ralf que nem na defesa se salvou. Isso foi o primeiro tempo do Corinthians!

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SEGUNDO TEMPO

A segunda etapa foi bem melhor que a primeira. O Inter fez bons primeiros minutos, porém depois a equipe teve uma queda física, onde não conseguia mais pressionar a saída de bola adversária. Espaços atrás dos volantes começaram a aparecer e a faltou velocidade pelos lados. Os visitantes tiveram problemas para criar com D’Alessandro bem marcado e as substituições não surtiram efeito. A defesa foi bastante exigida e a dupla zaga formada por Cuesta e Modelo mais uma vez se destacou pela segurança.

Vendo os problemas da equipe Coelho decidiu voltar do intervalo com Clayson no lugar de Ralf. Mais do que apenas uma troca de nome, isso representou uma mudança de organização e postura. A saída em 3 foi deixado de lado, Urso e Sornoza passarem a sempre oferecer opção de passe no inicio das jogadas, os laterais subiram mais ao ataque e houve mais fluidez no jogo alvinegro com mais movimentação entre os homens de frente.

cor int 3Urso e Sornoza dando opção de passe na construção das jogadas (Fonte: Premiere / Edição: Jhonata Souza)

A mudança reviveu o jogo pelos lados de campo. Na direita, Janderson passou a ser mais efetivo nas jogadas e a sua presença trouxa Fagner para o jogo, pois o lateral passou a ter com quem se associar. Atuando no meio Urso passou a ter mais liberdade para infiltrar e se impor fisicamente. Na esquerda, Vital e Sornoza estiverem abaixo, enquanto que Clayson entrou bem, mas pecou demais na hora de finalizar as jogadas. Aliás, incrível a falta de inteligência na tomada de decisão que o Timão possui quando chega perto da área. Boselli apareceu mais pro jogo e desperdiçou a grande chance da segunda etapa.

A postura mais ofensiva significou correr mais riscos na defesa, porém o Corinthians soube lidar com o ataque colorado sendo mais intenso e pressionando bastante o portador da posse. Isso se deve bastante ao ótimo segundo tempo de Manoel e Gil, que se impuseram fisicamente e em vários momentos recuperam bolas no campo de ataque. Vagner Love e Gustavo entraram com muita vontade em campo, mas tecnicamente ambos deixam a desejar com diversos pequenos erros que atrapalham o ataque.

cor int 4Estatísticas do segundo tempo via SofaScore.

CONCLUSÃO

Cada time dominou um tempo, mas o empate é ruim para ambos. Ao Internacional fica o destaque a dupla de zaga e a preocupação sobre a queda física e técnica do time no decorrer do jogo. Enquanto que para o Corinthians o resultado foi pior ainda por ter sido em casa, mas é possível tirar lições para os próximos jogos, como por exemplo, a manutenção do que deu certo no segundo tempo.

@Jhonny14Souza

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