O necessário para vencer – ANÁLISE TÁTICA DE LIVERPOOL 2×1 GENK

Por Daniel Klabunde

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Nesta semana tivemos a 4ª rodada da Uefa Champions League e o Liverpool recebeu a equipe belga do Genk em Anfield para tentar buscar a classificação antecipada para as oitavas de finais, caso o Napoli vencesse a equipe do RB Salzburg.

Klopp mandou a campo uma equipe bem modificada, poupando 5 titulares, se considerarmos que hoje Lovren é titular com a lesão de Matip. Mas uma substituição chamou a atenção em especial, Oxlade-Chamberlain no lugar de Firmino, o que não é comum de acontecer pois quando Ox entrava nas partidas era pelo lado de ataque ou sendo um dos meio campistas pelo lado, e ainda tendo Origi em campo que já desempenhou este papel. As características de Ox o credenciaram para esta escalação, pois é um jogador de armação e a função do “camisa 9” hoje no time de Klopp é praticamente trabalhar de armador, fazendo o recuo para distribuir as jogadas.

Vamos ao jogo.

O primeiro tempo é de total domínio da equipe inglesa, principalmente pela liberdade que seus homens de meio campo possuíam para circular a bola, com muitos espaços entrelinhas, Fabinho e Keïta se movimentavam como queriam de um lado para outro sem nenhuma aproximação da equipe belga, onde sua defesa se postava em um 4-4-2, mas com muita folga e espaço na marcação.

liv 1Liberdade de Fabinho e Keïta no meio campo. Imagem: InStat / Edição: Daniel Klabunde

Além dos espaços, a marcação quando era executada era muito lenta, propiciando um fácil domínio e raciocínio para executar as jogadas por parte dos comandados de Klopp. E se você deixar Fabinho e Keïta pensar o jogo o risco de você levar um gol aumenta consideravelmente.

Foi o que aconteceu aos 13 minutos de partida, em uma investida pelo lado esquerdo de ataque e uma boa triangulação de Keïta, Origi e Milner, onde conseguiram ludibriar muito bem a defesa belga com uma ultrapassagem de Naby e uma movimentação de Origi que ficou livre para receber e lançar Milner na linha de fundo para efetuar o cruzamento concluído por Wijnaldum.

liv2Imagem: InStat / Edição: Daniel Klabunde

O gol já mostrava o quão frágil estava a defesa do Gek pelo lado direito, que se preocupava mais com as subidas do outro lado onde tinham Arnold e Salah para o ataque, assim facilitando a vida de Origi e Milner.

Além destas liberdades cedidas no meio e no lado direito da defesa, não víamos os marcadores efetuar perseguições aos homens livres com possibilidade de receber um passe, no caso mais específico, Fabinho no meio campo. O brasileiro se movimentava e dava opção de passe com tranquilidade, sem precisar se preocupar com algum marcador que estava na sua cola tentando bloquear as linhas de passe, e assim conseguia circular bem a bola.

liv3Sander Berge não efetua a perseguição em Fabinho Imagem: InStat / Edição: Daniel Klabunde

Outro erro de marcação era enquanto o Liverpool estava na organização ofensiva, trabalhando a bola e o homem que ficava na ponta da primeira linha de 4 se aprofundava de mais, deixando o lateral do lado contrário livre, fazendo com que o homem da segunda linha de marcação tivesse que sair e marcar o lateral, deixando um espaço enorme nas suas costas para Salah ou Origi atacar.

liv4Linha de 4 do Genk atuando muito por dentro, fazendo o lateral da segunda linha ter que sair para marcar o lateral do Liverpool. Imagem: InStat / Edição: Daniel Klabunde

O gol de empate vem de uma falha na marcação de Fabinho, que marcava Samatta e o largou para na primeira trave, deixando-o livre para pegar impulsão e cabecear com força para o gol de Alisson. O gol e mais 5 finalizações foram as únicas da equipe belga na partida, tanto era o domínio da equipe dos Reds.

No segundo tempo o Liverpool volta implantando um pouco mais de intensidade, pressionando mais a saída de bola e colocando mais velocidade na transição ofensiva tentando pegar a defesa do Genk desarrumada. Em uma recuperação de segunda bola pelo Fabinho, Salah deu uma bela assistência para Chamberlain colocar os Reds novamente a frente do placar. A partir dai o jogo era manter a posse de bola para não correr riscos e se poupar para o clássico deste domingo contra o Manchester City pela Premier League.

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Uma partida onde o Liverpool atuou com o “freio de mão puxado”, jogando o necessário para vencer, mas sem se esforçar muito, onde manteve 71% de posse de bola e realizou 27 finalizações (8 certas).

A próxima partida é contra o Napoli em Anfield, em caso de vitória poderá sair classificado para as oitavas de finais.

@dktricolor

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