+3 pontos – ANÁLISE DE CHAPECOENSE 0 X 3 SÃO PAULO

Por Pedro Galante

Depois do revês no clássico choque-rei, o São Paulo foi a Chapecó enfrentar a Chapecoense. A expectativa era de uma partida dura contra uma equipe que luta contra o rebaixamento e costuma dificultar a vida dos adversários quando atua dentro de casa.

Fernando Diniz fez algumas mudanças na escalação: Jucilei, que não atuava desde a final do Paulistão, foi o primeiro volante e Raniel assumiu o comando do ataque. Com Liziero ainda machucado, Tchê Tchê compôs o meio-campo ao lado de Igor Gomes.

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Os primeiros minutos anunciavam uma partida que seria dura: o São Paulo com a bola não conseguia chegar ao ataque, enfrentando uma forte marcação no meio campo. No entanto o gol de Bruno Alves, logo aos sete minutos, mudaria esse panorama.

Tudo começou na ótima cobrança de falta de Dani Alves. O lateral direito cruzou a bola longa na segunda trave, eliminando a maior parte dos defensores da Chapecoense, que não fizeram linha de impedimento, e assim Bruno Alves conseguiu subir sozinho para marcar.

spfc-1.pngCruzamento na segunda trave elimina a maioria dos defensores. (Foto: Instat/ Pedro Galante)

Com o gol, a Chape precisava mudar de postura e procurar o resultado. Inteligentemente, o São Paulo “escondeu” a bola e forçou o adversário a pressionar alto para recuperar. No entanto, a pressão da Chapecoense era desordenada e facilmente vencida com a troca de poucos passes.

Jucilei foi muito importante na saída de bola nesse momento, pois, recuando entre os zagueiros, criava superioridade numérica. E quando a Chape fechava o jogo por dentro, o São Paulo conseguia escapar pelos lados, com Reinaldo e Dani Alves, que continuou tendo a função de um armador, mas atuando menos por dentro. Com os laterais abertos, Antony e Vitor Bueno tinham liberdade para circular e aparecer nas costas dos volantes, e sempre que recebiam aceleravam o jogo atacando a última linha.

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Jucilei entre os zagueiros e os laterais bem abertos. A Chape fecha o meio, mas o time ainda consegue progredir. (Foto: Instat/ Pedro Galante)

O segundo gol tricolor, aos 24 minutos, saiu em função dessa estratégia de esconder a bola e dos mecanismos mencionados. Ao contrário do que parece vendo os segundos antes do gol, a jogada não foi de contra-ataque, mas na verdade de quebra da pressão da Chape.

O São Paulo cobrou lateral no campo de defesa e os mandantes fizeram uma pressão alta. Dani conduziu, abriu na direita com Antony que acionou Raniel no pivô – jogada que a equipe não tem com Alexandre Pato de centroavante – que deixou com Dani para dar um passe açucarado para a infiltração de Antony. Antony carregou a bola e próximo do gol tocou para Vitor Bueno driblar o goleiro e marcar.

Os vinte minutos restantes do primeiro tempo mostraram a mesma dinâmica: a Chapecoense dando espaços ao tentar pressionar e o São Paulo acionando seus meias, especialmente com os passes de Jucilei.

Na segunda etapa, Juanfran entrou no lugar de Dani Alves pelo São Paulo e Elicarlos no lugar de Eduardo, pela Chape. O tricolor se mostrou satisfeito com o resultado e passou a se defender em um bloco baixo. A Chapecoense, reforçada com a entrada do atacante Arthur Gomes, partiu para cima e exigiu boas defesa do goleiro Tiago Volpi.

Os vinte minutos iniciais do segundo tempo foram de bastante sufoco para o torcedor são-paulino. A equipe se defendia muito próxima ao gol e tinha dificuldade de recuperar a bola e acelerar em contragolpe. A situação começou a melhorar depois da entrada de Luan, na vaga de Jucilei, aos 23.

Se defendendo melhor e ensaiando contra-ataques o São Paulo conseguiu se reestruturar. A Chape tinha muita dificuldade em criar chances e apostava em cruzamentos, que raramente eram aproveitados.

Aos 35, Juanfran fez lançamento para Antony que carregou até a entrada da área e acertou um belo chute. Na comemoração, o camisa 39 desabou em lagrimas. Depois de oscilar em algumas partidas, Antony foi fortemente cobrado pela torcida, chegou até a ser vaiado. O gol é um alivio para um garoto de muito talento que busca regularidade. No entanto, somando Paulistão e Brasileiro, Antony cria (assistência ou finalização) um gol a cada quatro partidas, uma média interessante para um jogador tão jovem, destaque em uma equipe que esteve desorganizada na maior parte do tempo.

O São Paulo garantiu três pontos com facilidade, contra um adversário que costuma impor dificuldade. O gol no começo condicionou o jogo, mas mesmo assim a equipe mostrou qualidade em “esconder” a bola e aproveitar os espaços deixados. Ainda assim, teve Tiago Volpi como melhor em campo, graças a um segundo tempo de conformismo com o placar.

A passos curtos, a equipe mostra avanços dentro do modelo de Fernando Diniz.

@pedro17galante

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