Vitória da defesa – ANÁLISE TÁTICA DE ATLÉTICO-MG 0 x 2 CHAPECOENSE

Por Daniel Klabunde

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Atlético-MG e Chapecoense se encontraram no Horto nesta quarta-feira pela 29º rodada do Campeonato Brasileiro, com ambas brigando contra o rebaixamento, Atlético com 6 pontos a frente do primeiro time que está na zona e a Chape na vice lanterna.

Vagner Mancini assumiu a poucos jogos e tenta dar um ânimo e cara nova para o time postando seus jogadores no 4-1-4-1 com uma variação para um 4-1-2-3, pois seus dois meias, Otero e Luan, se adiantavam e faziam companhia a Ricardo Oliveira que voltou a ser titular. Réver sendo escalado como o homem base dando proteção à zaga e iniciando as jogadas, mas ai já está o primeiro erro, o camisa 4 atleticano está longe de ter habilidade para distribuir as jogadas e velocidade para dar combate no adversário.

galo 1Atlético variando para o 4-1-2-3 em momento ofensivo. Imagem: InStat / Edição: Daniel Klabunde

E foi com este pensamento que Marquinhos Santos mandou seus comandados a campo, sendo muito aplicado na defesa e investindo nos contra-ataques, principalmente com Henrique Almeida e Dalberto, enquanto Everaldo fazia o pivô na saída.

A partida inicia com os atleticanos sendo superiores em todos os quesitos, com mais de 70%de posse de bola os comandados de Vagner Mancini não conseguem produzir oportunidades de gol, ficavam circulando a bola na intermediária, mas sem objetividade, muito pela falta de Luan, não por não se apresentar para o jogo, mas por estar em uma noite infeliz, não acertou nenhum dos 6 cruzamentos tentados e finalizou apenas 2 vezes, uma pra fora e uma bloqueada durante toda a partida.

A saída de bola do Atlético era mais qualificada quando Réver se juntava a Igor Rabelo e Leonardo Silva para fazer a saída Lavolpiana (saída de 3), com isso Elias recuava e ficava na base para distribuir as jogadas, ai entrava Nathan, o melhor em capo pelo lado do Atlético, o mais lúcido e que arriscava algumas jogadas mais decisivas, a melhor chance de gol saiu de seus pés, um belo chute na trave.

galo 2Saída de 3 com Réver junto dos zagueiros e Nathan sendo base. Imagem: Instat / Edição: Daniel Klabunde

O primeiro gol da Chapecoense sai de uma cobrança de escanteio marcado por Henrique Almeida, um jogador extremamente baixo para ter liberdade dentro da área e cabecear, mesmo estando marcado pelo Guga que também é um jogador baixo, mas em uma equipe que está com três jogadores extremamente altos como Réver, Igor Rabelo e Leo Silva, isso não pode acontecer.

galo 3Henrique consegue de desvencilhar da marcação e abrir o placar. Imagem: InStat / Edição: Daniel Klabunde

Com o gol sofrido logo aos 6 minutos de partida a tensão aumenta ainda mais e o fator psicológico é ainda mais importante, pois você está jogando em casa e precisando do resultado.

A Chape só teve o trabalho de manter a sua marcação bem compacta como vinha fazendo, e no segundo tempo não foi diferente, marcando no 4-1-4-1 conseguiu anular as zonas de ação de Luan e Otero pelos lados e de Nathan pelo centro.

Já pelo lado do Atlético, Vagner Mancini tirou Leo Silva, recuou Réver para a zaga e colocou Nathan ao lado de Elias mandando para campo Cazares no segundo tempo, o que acabou prejudicando ainda mais o seu time, pois Nathan era o jogador que mais criava no ataque do Galo e com essa movimentação ele passou a ter mais preocupação em defender que atacar.

Com o segundo gols marcado logo aos 4 minutos da segunda etapa, a Chapecoense desestabiliza ainda mais o time do Galo, que não teve forças para buscar pelo menos o empate contra uma Chape bem mais organizada defensivamente do que vinha sendo durante todo o campeonato.

Uma partida onde a defesa bem postada e investindo nos contra-ataques venceu um time que atacava muito mas não conseguia produzir situações de gol. Em toda a partida foram 20 finalizações do Atlético com apenas uma no gol, muito pouco para quem precisava buscar a virada. E pelo lado da Chape foram 10 finalizações e 3 no gol, marcando duas vezes.

A Chape reage um pouco mas ainda esta muito longe de sair da zona de rebaixamento, enquanto o Atlético começa a correr sérios riscos de entrar.

@dktricolor

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