Muita festa, pouco futebol – ANÁLISE TÁTICA BOCA JUNIORS 1×0 RIVER PLATE

Por Pedro Galante e Daniel Klabunde

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Boca Juniors e River Plate se encontraram no pulsante La Bombonera para decidir quem seria o primeiro finalista da Libertadores 2019. Os visitantes tinham a vantagem, 2 a 0 em uma ótima partida no Monumental de Nuñez. O Boca apostava muito no calor de sua torcida, que fez uma grande festa. Apesar de todos os ingredientes para um grande jogo o nível da partida foi bem mediano para os jogadores a disposição.

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No primeiro tempo o Boca Juniors iniciou com uma pressão na equipe do River, mas uma pressão com bolas longas onde a ideia era fazer com que Ábila disputasse com os zagueiros e acionasse Carlitos Tevez, que inciou como titular a partida na função de segundo atacante na formação 4-2-2-2 de Gustavo Alfaro.

WhatsApp Image 2019-10-23 at 19.48.57O 4-2-2-2 do Boca: Tévez se movimentando bastante. (Foto: Instat/ Pedro Galante)

Sem meio campo de criação, as jogadas pelo chão ficaram por conta de Salvio e Mac Allister, que em certos momentos conseguiram circular bem a bola, mas paravam nas tomadas de decisões equivocadas de Ábila e dos dois laterais, Emmanuel Más e Buffarini, este segundo o mais acionado da primeira etapa mas com muitos erros de cruzamento (apenas 1 certo).

Escalado em um 4-4-2 com a proposta de aproveitar os espaços deixados pelos lados, o River só tinha o trabalho de colocar a bola no chão e administrar a partida, quando isso acontecia levava muito perigo ao gol de Andrada, em duas oportunidades poderiam ter aberto o placar facilmente.

WhatsApp Image 2019-10-23 at 19.49.03Sem bola, o River fazia uma linha de quatro no meio, com ela, Palacios se adiantava um pouco. (Foto: Instat/ Pedro Galante)

O River Plate forçava os ataques pelo lado direito com Montiel, mantendo Más mais recuado e se preocupando com a defesa, assim ficava com Buffarini a responsabilidade de cruzamentos para a área, sempre dobrando os avanços ao ataque com o meio campista Eduardo Salvio ou até mesmo com Calitos Tevez, que teve boa atuação.

WhatsApp Image 2019-10-23 at 19.49.10Más mais recuado, enquanto Tévez e Sálvio buscam se aproximar de Buffarini. (Foto: Instat/ Pedro Galante)

Apesar de um ritmo forte, com muita intensidade no primeiro tempo, não houve finalização à gol de nenhuma das duas equipes, muitas bolas alçadas para o ataque com muitas disputas físicas pelo chão, essa foi a tônica o primeiro tempo.

As equipes voltaram sem alterações para a segunda etapa e os primeiros quinze minutos foram bastante parecidos com o primeiro tempo: o Boca buscando o ataque constantemente, sem muita elaboração, mas também sem precisão. O River mais focado em se defender, sem grandes pretensões com a bola no pé.

Aos 16, entraram Zárate e Hurtado nos lugares de Almendra e Ábila. O Boca deixou o 4-2-2-2 e foi para um 4-2-3-1 com Salvio, Tevez e Zárate atuando atrás de Hurtado. Mac Allister virou volante ao lado de Marcone.

WhatsApp Image 2019-10-23 at 19.49.16Boca no 4-2-3-1. Muita qualidade técnica atrás do centroavante Hurtado. (Foto: Instat/Pedro Galante)

As alterações adicionaram qualidade técnica no último terço, de modo que o Boca conseguiu finalizar no gol, mesmo sem grande perigo. As subidas – e os erros – de Buffarini se mantiveram pelo direito do ataque mandante. Quase sempre cruzamentos precipitados, sem uma boa posição do lateral e dos atacantes na área.

Gallardo colocou Pratto na vaga do machucado Borré e Paulo Diaz na vaga de Milton Casco, para reforçar a marcação pelo lado esquerdo. Precisando do resultado, o Boca se lançou ao ataque, embalado por sua torcida, e consequentemente sobravam espaços para o contra-ataque do River. No entanto, Izquierdoz e López fora muito bem defendo em transição e não permitiram a criação de nenhuma grande chance.

Desde o primeiro minuto estava claro como a bola parada seria fundamental para o time de Alfaro, que sempre dava o último toque, apesar de não acertar o gol. Aos 80, bola alçada na área que sobra nos pés de Jan Hurtado. O sonho estava vivo!

Na sequência do gol Villa entrou no lugar de Mac Allister, dando mais velocidade e lançando o time em busca do segundo gol. Mas do outro lado havia um River muito sóbrio e frio, que soube cozinhar o jogo e administrar sua vantagem. Mesmo com cinco minutos de acréscimos o ímpeto do Boca não foi suficiente e o River se classificou para sua terceira final com Marcelo Gallardo.

@pedro17galante e @DKtricolor

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