Gigantes no Beira Rio – ANÁLISE TÁTICA INTERNACIONAL 0x1 VASCO

Por Ricardo Leite

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Neste domingo, após duas vitórias seguidas (contra Fortaleza e Botafogo), o Vasco tentava emendar uma inédita terceira vitória consecutiva neste Brasileirão. Mas pela frente, além de enfrentar o bom time do Internacional, que ainda não tinha perdido em casa no campeonato, o Gigante da Colina precisaria vencer tambpem um tabu de 12 anos sem vencer em Porto Alegre. O Inter por sua vez, ainda com treinador interino, vinha de vitória diante do Avaí na Ressacada.

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Ainda sem Talles Magno, que ainda ficará fora por um bom tempo devido ao Mundial Sub-17, e Raul, se recuperando de algumas dores, Luxemburgo optou por manter a mesma escalação do clássico e repetir o “ainda novo” esquema 4-2-3-1, com Bruno Gomes e Richard como dupla de volantes. Felipe Ferreira flutuando por dentro e encostando nos atacantes. Rossi e Marrony por fora e Ribamar de centroavante. Apesar das posições, o Vasco busca ataques rápidos, verticais e com muita movimentação dos homens de frente.

Com início de jogo equilibrado, o Vasco chegou a criar algumas boas chances, mas Ribamar teve alto índice de erros técnicos, comprometendo a qualidade dos ataques. O Inter ficava com a bola, e começou buscando atacar preferencialmente pelo lado esquerdo (direito de defesa vascaína). Por ali, Pikachu, Rossi e Henríquez, nas coberturas, estavam “dando conta” e levando a melhor nos duelos. Com isso, o Colorado passou a explorar mais o lado direito de ataque, e centralizou as ações ofensivas em D’Ale. O argentino foi o melhor jogador da primeira etapa e teve “passe livre” no meio campo vascaíno. Ora por fora, ora flutuando por dentro, ele conseguia encontrar espaços para criar e deu volume à pressão da equipe da casa. Esse espaço nas entrelinhas aconteceu,pois a equipe gaúcha conseguia superioridade numérica no meio campo e nos flancos de ataque. O Vasco, ainda acostumado a marcar no 4-1-4-1, vem se portando no 4-4-2 com a alteração no esquema. Isso ainda requer ajustes de posicionamento e leitura de jogo. Mesmo sofrendo, o Vasco criou boas chances de gol. Marrony e Rossi foram os destaques ofensivos, enquanto Felipe um pouco apagado e Ribamar bem abaixo tecnicamente, acabaram não influenciando positivamente.

Claramente era necessário Luxemburgo modificar pelo menos a disposição defensiva. Era preciso ocupar mais o setor de meio campo, ou retornar ao 4-1-4-1 para melhorar a ocupação, igualar em número de atletas no meio, e ser mais agressivo.  E o professor tomou as duas atitudes de uma vez (e mudou a partida). Com a entrada de Guarín na vaga de Ribamar, o treinador empurrou Marrony para “referência”, e usou o colombiano de forma estratégica para ganhar o meio campo. Agora no antigo sistema de marcação, Richard fazia o elo, a equipe estava mais compacta, e não sofria mais por dentro. Marrony, que já fazia boa partida, ainda melhorou seu desempenho. Segurando a bola no ataque e levando vantagem nos duelos em velocidade e nos dribles, o jovem era a peça mais importante do ataque, na retenção preparação e definição das jogadas. O experiente meio campo colombiano também deu mais qualidade técnica e sobriedade nas ações. Não precisou de muito tempo para o Vasco abrir o placar. Em bate, rebate, a bola sobrou pra Marrony, que oportunista, fez o gol da vitória.

Como esperado, o Inter buscou pressionar, mas com meio campo mais sólido, a equipe gaúcha explorava inúmeros cruzamentos, buscando principalmente Cuesta, Guerrero e Patrick. O Vasco foi pressionado, e correu risco de tomar o empate, mas se defendeu de forma inteligente. O pecado do Vasco acabou sendo não conseguir reter a bola no meio e ataque, e matar o jogo nos contra-golpes. Isso ficou ainda mais nítido com a saída de Rossi e Felipe Ferreira. Gabriel Pec e Marcos Jr. (os substitutos), ficaram muito isolados, e sofreram nos duelos com os defensores colorados. Marcos Jr foi ainda mais prejudicado, pois precisou jogar “fora de posição”, aberto pela esquerda. O meia até participou mais do jogo, mas cometeu alguns erros técnicos e desperdiçou duas boas chances de contra-ataque.

Sem conseguir pensar as jogadas e construir de forma inteligente, abusando dos cruzamentos, o Inter viu na entrada de Sarrafiore uma melhora nas suas ações ofensivas, buscando associações e jogadas individuais o jovem virou a nova dor de cabeça da defesa vascaína, com a queda (inclusive física) de D’Alessandro. A dupla de zaga do cruzmaltino teve desempenho excelente nos duelos aéreos e coberturas dos seus laterais. Com muitos cruzamentos (com bola rolando e escanteios), Fernando Miguel foi peça decisiva na vitória. Fez excelentes intervenções em cabeçadas, numa finalização desviada de Sarrafiore, e em 1×1 diante do Guerrero.

Com bela e suada vitória o Gigante da Colina, chegou a 37 pontos e a tão sonhada terceira vitória consecutiva. Uma vitória do coletivo, mas com destaques para Luxemburgo, Marrony e Fernando Miguel, pilares dentro do contexto da partida. O Vasco agora vai à campo para enfrentar o Ceará, novamente fora de casa.

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@analisevasco

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