É isso ai, Raí – ANÁLISE TÁTICA DE VITÓRIA 0 X 1 LONDRINA.

Por Ítalo Amorim e Rafael Santos

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Vitória e Londrina se enfrentaram na noite dessa sexta-feira (18.10) pela trigésima rodada da Série B em um jogo que marcava o confronto de equipes instáveis, mas com momentos aparentemente distintos.

O Vitória vinha de quatro jogos sem perder (Sport, Oeste, Cuiabá e Criciúma) e de apenas uma derrota nas últimas seis rodadas (período da chegada de Geninho), enquanto o Londrina vinha de três jogos sem vencer (derrotado contra Ponte Preta e Operário e um empate com o, na época lanterna, Figueirense) e duas vitórias nas últimas nove rodadas (seis derrotas, duas vitórias e empate).

Quando o Mazola Júnior chegou ao Londrina ele foi bem claro quando disse que conhecia todo o elenco do clube (com exceção da base), apesar do pouco tempo de treino ele manda a campo uma equipe bastante modificada. A equipe tinha inúmeros desfalques: Os volantes Anderson Leite e Pedro Cacho, além do atacante Léo Passos se recuperam de lesão na coxa. O zagueiro Léo Rigo e o lateral esquerdo Felipe Vieira se recuperam de lesão no joelho. O meio campista Higor Leite com Pubalgia.

Vitória (4-2-3-1/4-3-3):

Rodriguez; Van, E. Sena, Ramon e T. Carleto; L. Gomes, Romisson e F. Garcia; F. Gedoz, Wesley eJordy.

Londrina (4-3-1-2):

César; Alemão, Dirceu, L. Costa e Raí Ramos; Germano, M. Bertotto e M. Bianqui; A. Moritz; Paulinho e Matheuzinho.

Apesar do momento das equipes, o confronto na área técnica se mostraria interessante: de um lado Geninho, que chegou ao Vitória com um espaço curto de tempo e rapidamente identificou os problemas organizacionais da equipe; debutou jogadores (como o Romisson e Dedé), aumentou o “tamanho útil” do elenco e apaziguou o clube com o seu discurso, enquanto do outro lado tinha Mazola Júnior, que quando chegou ao Londrina foi bem claro quando disse que conhecia todo o elenco do clube (com exceção da base).

JOGO

Dessa forma o lateral direito Raí Ramos atuou pelo lado esquerdo improvisado, Germano voltou à equipe no lugar de Charles e a principal novidade foi à retirada do centro avante, Mazola apostou em Matheus Bianqui e André Moritz atuando junto

O técnico Mazola Junior apostou na velocidade ao escalar Paulinho Moccelin e Matheuzinho, porem abandona a referencia de ataque escalando Matheus Bianqui e André Moritz, o meio-campista André Moritz vem atuando bem desde sua chegada, agora com a volta de Germano essa dupla auxiliou na criação de jogadas.

WhatsApp Image 2019-10-19 at 19.38.00Matheuzinho e Paulinho abertos, André Moritz centralizado e os jogadores de meio-campo aproximando-se.

Enquanto do outro lado vimos o técnico Geninho apostando na capacidade de escape dos seus jogadores de ataque; tendo normalmente o Romisson na base da jogada ao lado de Éverton Sena e Ramon, os laterais mais avançados, Léo Gomes e Felipe Gedoz oferecendo linha de passe nas entrelinhas e por fim, os pontas mais por dentro.

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O problema foi que por vezes faltou leitura de jogo aos atletas na entrelinhas, o Londrina fechava a opção de passe do Ramon (atleta responsável por executar o passe vertical nessa saída em três) e ofereceu espaço para Romisson (desacostumado com a função, mesmo tendo feito algumas vezes no Guarani de Osmar Loss no começo da temporada) e Éverton Sena (que não tem essa capacidade, raras vezes arrisca e, mais raramente ainda, acerta). Sem Lucas Cândido (vetado), o Vitória não tinha sua outra válvula de escape e se via obrigado a forçar bola em Ramon para esse achar os atletas nas entrelinhas.

Felipe Gedoz terminou o primeiro tempo com apenas oito toques na bola ao decorrer dos 50′, em média o camisa 10 levou 6.25′ para dar um toque. Foi o com menos participações da primeira etapa.

WhatsApp Image 2019-10-19 at 19.38.08Indice: SofaScore de Felipe Gedoz.

A falta do Cândido foi tão sentida que o lado esquerdo pouco se entendeu, seja com Carleto buscando a infiltração do Wesley ou com Wesley buscando tabelar com Carleto.

Novamente o zagueiro Lucas Costa falhando, ele erra o tempo de bola e permite que o atacante do Vitória entre na área com total liberdade, por sorte o goleiro César foi bem ao lance. O sistema defensivo se portou bem no decorrer da partida, mas como sempre as falhas individuais prejudicam o andamento da equipe e isso é algo a ser visto de forma eminente.

WhatsApp Image 2019-10-19 at 19.38.14Lucas Costa falha ao não conseguir o corte e propicia ótimo ataque ao adversário.

O Londrina conseguiu o seu primeiro contra-ataque utilizando os seus três jogadores de frente apenas aos 27 minutos, mas o goleiro Martin Rodriguez soluciona bem a jogada. Os atacantes Paulinho Mocelin e Matheuzinho não são finalizadores, isso faz diferença em lances como esse, por que a velocidade faz com que a equipe chega na área, mas propicia lance de risco ao adversário.

WhatsApp Image 2019-10-19 at 19.38.20O trio ofensivo usa velocidade para atingir profundidade e agredir o adversário.

Depois desse contra-ataque dos visitantes o jogo se equilibrou mais, ainda que não fosse traduzido em oportunidades. Chances mesmo apenas duas do rubro-negro: uma com Garcia arrancando em um contra-ataque após escanteio e encontrando de novo Jordy (que de novo finaliza mais) e outra com Jordy (após Éverton Sena ‘rifar’ a bola sem objetivo e a defesa do Londrina parar) lançando Wesley no centro da área.

Para o segundo tempo o Vitória voltou com uma mudança: Anselmo Ramon no lugar de Jordy (que sentiu algum incômodo), essa mudança marcaria uma organização diferente do ataque rubro-negro. Wesley virou praticamente um SA, Garcia recuou um pouco mais e os laterais tiveram o corredor para atacar.

O mapa de calor do Felipe Garcia expõe esse recuo, poucas vezes o camisa 7 pisou na área para finalizar ou até incomodar os defensores do visitante. Para uma equipe que explorou tanto bola nos laterais, tem um jogador como o Felipe mais participativo no jogo aéreo seria bom.

WhatsApp Image 2019-10-19 at 19.38.27Indice: SofaScore de Felipe Garcia.

Anselmo se movimentava bastante e tornava as infiltrações mais constantes, mas ainda faltava o lançador. Romisson e Léo Gomes até tentaram (juntos fizeram 19 lançamentos), porém poucos encontraram com suas bolas em profundidade, o que gerava contra-ataques rápidos dos visitantes com seus laterais + alas (principalmente no lado esquerdo ofensivo, Matheuzinho e Raí conseguiram um ótimo domínio naquela região).

No decorrer do segundo tempo o Londrina se reforçou defensivamente, Matheus Neris entrou na vaga de Matheus Bianqui e fez com que o time jogasse com três volantes, isso deu maior segurança e inibiu os ataques do Vitória, após o gol de Raí Ramos a equipe foi obrigada a trocar Paulinho Moccelin pelo forte desgaste, entrou em sua vaga Arthur Caculé que um meio-campista de organização, em seguida Charles entrou na vaga de André Moritz.

Dessa forma o Londrina passou do 4-3-1-2 para o 4-4-2 defensivo.

@italoamorim08 e @Rafinha_Esporte

 

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