Empate amargo – ANÁLISE TÁTICA INTERNACIONAL 0x0 SANTOS

Por Rodrigo Costa e Juno Martins

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Jorge Sampaoli escalou o Santos para enfrentar o Inter no Beira-Rio com algumas variações táticas, com várias inversões de posição e fluidez dentro do modelo. O time, no 4-3-3, teve Éverson; Veríssimo, Gustavo Henrique, Luan Peres e Jorge; Pituca, Ferraz e Evandro; Marinho, Sasha e Tailson.As variações aconteceram tanto no posicionamento de alguns jogadores quanto nos desenhos táticos. Já o interino Ricardo Colbachini preferiu manter o mesmo desenho tático utilizado por Odair Hellman por causa do pouco tempo no cargo, o 4-1-4-1, tirando apenas o Uendel para a entrada de Zeca na lateral esquerda.

WhatsApp Image 2019-10-14 at 09.24.10Fonte: LineupBuilder.com

A principal novidade foi Victor Ferraz jogando pelo meio ao lado de Pituca (primeiro homem do meio) e Evandro (terceiro homem do meio). Com isso, a saída de bola acontecia com Éverson + Gustavo Henrique e Luan Peres + Veríssimo pela direita, Pituca pelo meio e Jorge pela esquerda, mais avançado. Mas, em algumas vezes pudemos observar nessa saída Ferraz de lateral direito, com Veríssimo e Luan Peres como zagueiros e Gustavo Henrique como primeiro volante, dando então liberdade para Pituca mais à frente. Podemos salientar também que as vezes essa saída acontecia de forma assimétrica, com Veríssimo mais próximos aos zagueiros do que Jorge.

WhatsApp Image 2019-10-14 at 09.24.16Como aconteceu de costume: Gustavo e Luan + Veríssimo, Pituca e Jorge. Em alguns momentos a saída foi 2+4 com Ferraz ao lado de Pituca. No frame vemos troca de posições de Pituca, Jorge e Ferraz. Fonte: Premiere – Edição: Rodrigo Costa
WhatsApp Image 2019-10-14 at 09.24.22WhatsApp Image 2019-10-14 at 09.24.28Nas imagens acima podemos ver as variações que mencionei. Percebam os minutos do jogo. Mas, saliento que Gustavo nessa função não deve acontecer constantemente, sendo algo apenas de circunstancia desse jogo. Fonte: Premiere – Edição: Rodrigo Costa

Mais à frente, quando o Peixe se posicionava no campo de ataque, mais variações aconteciam: normalmente a equipe se postava num 3-2-5, com Veríssimo, G. Henrique e Luan Peres na linha de três, Pituca e Ferraz como armadores e, na linha de cinco, Jorge pela esquerda, Tailson, Sasha centralizado, Evandro (que se movimentou bastante no primeiro tempo, caindo pelos dois lados e buscando o espaço entre as linhas) e Marinho na ponta. Assim como também vimos Veríssimo mais avançado, assim o Santos atacando num 2-4-4/2-3-5. O Inter conseguiu se defender bem dos pontas santistas, destaque para a linha defensiva colorada, conseguido fechar bem a entrada área.

WhatsApp Image 2019-10-14 at 09.24.34WhatsApp Image 2019-10-14 at 09.24.40WhatsApp Image 2019-10-14 at 09.24.52Fonte: Premiere – Edição: Rodrigo Costa

Na fase defensiva, mais variações. O Peixe se defendeu inicialmente no 4-1-4-1, subindo o bloco de marcação em vários momentos com os encaixes característicosmas, logo depois, passou a se defender no 4-4-2, com Evandro pressionando ao lado de Sasha na primeira linha de marcação. E mais, em alguns momentos a equipe santista pressionava o colorado no 4-2-3-1, com Ferraz ao lado de Pituca, e a linha de três com Marinho, Evandro e Tailson. Sempre de maneira intensa (gol de Tailson após roubada de bola, mas corretamente anulado), sem deixar a equipe colorada jogar, principalmente os meias colorados (Patrick e Edenílson). Já Nico López conseguiu dar trabalho para a defesa santista, aparecendo em diversos espaços do campo, dificultando a marcação.

WhatsApp Image 2019-10-14 at 09.24.59Peixe no 4-4-2 defensivo em bloco médio/baixo quando o Inter tinha a bola no ataque. Fonte: Premiere – Edição: Rodrigo Costa
WhatsApp Image 2019-10-14 at 09.25.04Fim do 1T o Santos passou a pressionar no 4-2-3-1 com na imagem, subindo as linhas e marcando forte. Fonte: Premiere – Edição: Rodrigo Costa

Com isso, tivemos um jogo bastante equilibrado, com o primeiro tempo com domínio maior da equipe santista, criando algumas chances, principalmente após roubadas de bola, visto que as jogadas no último terço não estavam acontecendo, por causa de erros de passes e dificuldade de acelerar a troca dos mesmos. Tailson não conseguiu se sobressair em cima de Heitor, que foi muito bem pelo Inter e Ferraz parecia desligado do jogo, em uma rotação abaixo dos demais.

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O Inter voltou melhor do intervalo, com isso dominando a segunda etapa (inclusive marcando dois gols, corretamente anulados por impedimento), principalmente pela intensidade santista ter diminuído, reflexo disso foi Victor Ferraz, muito lento, tanto na parte defensiva quanto na ofensiva, saindo para dar lugar a Jean Mota. No gol anulado de Guilherme Parede, o Santos deixou muito espaço no meio, onde Edenilson dominou, girou e aproveitou para lançar a bola em profundidade. Lances como se tornaram mais comuns após as outras duas substituições: Uribe na vaga de Marinho e Alison na vaga de Tailson. Patrick se soltou mais, chegando mais à frente e criando chances.

Com essa formatação a equipe alvinegra não tinha mais pontas rápidos que poderiam puxar os contra-ataques que surgiriam, visto que o Inter tinha começado a se lançar ao ataque. Portanto, nesse 4-4-2 que tinha Jean Mota e Evandro (que cansou, errou tudo no segundo tempo) como meias mais avançados, a equipe perdeu muito em intensidade defensiva e principalmente ofensiva, pois os meias não conseguiam pressionar os jogadores colorados, com isso, passes em profundidade eram constantes para a defesa santista. Além de não ter nenhuma criação, sem conseguir ultrapassar a intermediária colorada, inclusive com muitos erros de passe e de tomada de decisão. Mas, percebemos o Inter cansado psicológica e fisicamente no fim do segundo tempo.

WhatsApp Image 2019-10-14 at 09.25.13Time do Inter teve bastante espaço pelo meio no segundo tempo. Fonte: Premiere – Edição: Rodrigo Costa

O empate no Beira-Rio não é um mal resultado para o Santos, mas da forma que aconteceu, sim. A equipe começou bem, teve chances mas esteve entregue ao colorado no segundo tempo, com queda na intensidade absurda. O modelo de Jorge Sampaoli prioriza e necessita dessa intensidade para dar certo, sem ela, a equipe sofre bastante.

@costarodrigosfc e @ojunomartins

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