Um River Plate Monumental – ANÁLISE TÁTICA RIVER PLATE 2×0 BOCA JUNIORS

Por Daniel Klabunde, Henrique Mathias e Ricardo Leite

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Um dos maiores clássicos do futebol mundial, marcou ontem a semifinal da Copa Conmebol Libertadores: River Plate x Boca Juniors se enfrentaram no Monumental de Nuñez, pela partida de ida do confronto, para reeditar a final da última competição continental. Um duelo de um Boca, atual líder do Campeonato Nacional, e River que vem desempenhando de acordo com o grande trabalho do seu treinador: Marcelo Gallardo.

Com início muito pegado e em jogo de grande intensidade, o pênalti marcado com auxílio do VAR, logo aos 7 minutos, deu ao River Plate a oportunidade de potencializar suas estratégias e colocar o Boca num dilema muito cedo na partida. O pênalti convertido por Borré, condicionou o resto do primeiro tempo, com o Boca buscando assumir o controle da posse de bola nos minutos posteriores ao gol e tendo o centro do campo como opção ofensiva. Capaldo e MacAllister centralizavam as ações, recebendo do Marcone e buscando achar Ábila e Franco Soldado com um passe em profundidade, utilizando muito os desmarques de ruptura. Mas o grande problema é que com uma equipe pouco associativa e com pouca capacidade de controle, buscava jogo direto para Ábila, sem conseguir preparar jogadas com qualidade para o último terço. Esse ímpeto pelo controle da bola do Boca, se confundiu com afobação em muitos momentos e a alta pressão e intensidade do River foi minando as principais ações ofensivas dos rivais. Pouco a pouco o time do Gallardo recuperou o controle da posse de bola e voltou a agredir.

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Sem a bola o Boca Juniors se revezava entre o 4-1-4-1 e o 4-4-2, alternando o companheiro de Ábila à frente, de acordo com o lado que o River tentava sair. Com alguns encaixes, boa agressividade, o Boca ora optava por bloco médio, e outras vezes subia a marcação, chegando a obrigar os defensores do River a buscar o jogo direto. Se a pressão na frente era boa, quando o adversário rompia a linha de meio campo o Boca demonstrava algumas dificuldades: Os homens de meio demoravam na recomposição e o lado direito cedia muito espaço para Ignacio Fernandez e Matias Suarez. Marcelo Weigandt por vezes quebrava a linha de marcação para encaixar mais à frente, e acabava cedendo ainda mais espaços por ali.

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Com sua habitual pressão pós-perda agressiva e efetiva, o time de MuñecoGallardo atacou muito pelos flancos, com Casco e Nacho Fernandez se entendendo por música pelo lado esquerdo, com o primeiro aproveitando os espaços criados por Nacho para chegar a linha de fundo. O River como controlava e buscava agredir ofensivamente, dava espaços para o rival contra-atacar, mas a equipe azul não contava com atletas com características que favorecessem a transição ofensiva em velocidade e pouco assustou nesse aspecto.

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Os minutos foram passando e apesar de uma partida de nível mediano na primeira etapa, o River dominava e controlava as ações. Não conseguia explorar as fraquezas claras do Boca para criar grandes oportunidades, mas apresentava boa movimentação à frente e muita tranquilidade para manter a posse e progredir para o campo de ataque. O Boca por sua vez era um deserto de ideias ofensivas e Alfaro parecia apenas torcer para o intervalo.

Para a segunda etapa, o cenário permaneceu o mesmo: River com controle, alternativas e ímpeto, e o Boca sem transição, poucas ideias e tentando apenas acertar seu sistema defensivo. Só que desta vez, o controle virou volume e pressão e o River começou a empilhar chances criadas. Alfaro, com dificuldade de ler bem o contexto optou pela entrada de Tevez, mas que logicamente acrescentou pouco à estratégia da equipe. Com De La Cruz e Nacho protagonistas e movimentações envolventes, River Plate massacrou seu maior rival na etapa complementar.

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O segundo gol saiu em jogada bem trabalhada, com Suarez fazendo pivô e puxando a marcação e um show de ataques ao espaço, terminando em cruzamento rasteiro e finalização de Nacho para coroar sua boa atuação. E ainda cabia mais, o abismo de desempenho foi assustador para uma semifinal do maior torneio do continente e a esperança do Boca, parece se limitar à pressão de sua torcida e peso da camisa, para o jogo de volta. Fato é que caso River confirme a classificação deverá ser um grande adversário para um dos brasileiros e promete um grande confronto na final da Copa.

@analisevasco, @DKtricolor e @RiqueMathias

 

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