As vezes, é necessário sofrer – ANÁLISE TÁTICA CHELSEA 1×2 LIVERPOOL

Por Daniel Klabunde

placar

O Liverpool começa a partida executando uma marcação um pouco diferente do que vem apresentando, diferente não, mas com uma troca no posicionamento de Fabinho, o qual foi incumbido de perseguir Jorginho no meio campo.

Sabendo da qualidade na saída de bola do camisa 5 dos Blues, Klopp adiantou Fabinho e inverteu o tripé de meio campo, fazendo com que o camisa 3 dos Reds se adiantasse mais e deixasse um espaço a frente da zaga sabendo que Abraham não é acostumado à função de armador do time como Firmino é para o Liverpool.

Este espaço muitas vezes era preenchido por Katé, mas o camisa 7 não é treinado para esta função, o que acabou sendo presa fácil para Van Dijk e Matip.

liv1Imagem: InStat / Edição: Daniel Klabunde

Essa movimentação mais adiantada de Fabinho também o ajudava na construção das jogadas, trabalhando quase como um meia armador. Essa possibilidade pudemos ver logo aos 12 minutos de partida, onde o brasileiro recebeu a bola de Van Dijk e venceu dois marcadores avançando no campo de ataque e efetuando ótimo passe para Mané entre os zagueiros, que sofreu falta próximo a linha da grande área, convertida por Alexander-Arnold com perfeição. Mas esta movimentação ao mesmo tempo que ajudava o camisa 3 dos Reds, prejudicava Firmino, que perdia alguns espaços para se movimentar e acionar seus companheiros, ou até mesmo avançar no campo ofensivo construindo as jogadas.

Na transição ofensiva, pelo contrário, Fabinho recuava para a base da jogada dando opção de passe aos zagueiros, e esta movimentação com certeza o desgastaria muito, além da alta intensidade que o time imprime normalmente durante as partidas.

Aos 30 minutos ainda do primeiro tempo, uma cobrança de falta com perfeição de Robertson para Firmino ampliar o placar, uma boa jogada executada apesar da falha de Marcos Alonso na marcação.

Na imagem abaixo podemos ver que o Liverpool coloca apenas 4 homens dentro da área, sendo um deles Firmino, que não um dos mais altos do time, mas que é beneficiado pelo impulso que ganha vindo de trás e a falta de marcação de Marcos Alonso.

liv 2Imagem: InStat / Edição: Daniel Klabunde

Vale destacar também a marcação de lateral do Liverpool quando perto da grande área, com encaixes individuais e Van Dijk marcando a zona da cobertura/sobra nas costas de seus companheiros.

liv 3Imagem: InStats / Edição: Daniel Klabunde

E como eu havia comentado anteriormente, o desgaste de Fabinhonós pudemos ver no gol convertido por Kanté para os Blues no segundo tempo, onde o francês passou como quis pelo brasileiro e converteu com perfeição no ângulo de Adrián.

Um segundo tempo que seguiu os passos do primeiro, com o Liverpool tirando a zona de ação do meio campo do Chelsea, mas que viu o rival de Londres crescer na partida muito pelo desgaste do brasileiro que não conseguia mais acompanhar Jorginho e Kanté pelo campo.

As vezes é necessário sofrer para se conseguir uma vitória, isso faz com que o time evolua ainda mais.

@dktricolor

 

 

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