“100% Mano Menezes” – ANÁLISE TÁTICA FORTALEZA 0 x 1 PALMEIRAS

Por Breno Barbosa e Rafinha Santos

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O Palmeiras veio a campo no 1-4-2-3-1 que vem sendo usado habitualmente, porem a novidade ficou por conta de Zé Rafael atuando na vaga de Dudu que estava suspenso, porém no decorrer da semana especulou-se muito a possibilidade do colombiano Iván Ângulo atuar na partida levando em conta as características de jogo vertical e velocidade, entretanto o técnico Mano Menezes optou pela segurança escalando jogadores com mais rodagem.

Nos momentos em que o Palmeiras tinha a posse de bola, a equipe construía suas jogadas no 1-3-3-1-3 com Gustavo Scarpa atuando com suporte para os dois extremos, os laterais atuaram na segunda linha por dentro e um dos volantes recuava até a primeira linha para realizar a saída de bola. Nos jogos anteriores os laterais atuaram de forma agressiva e ofensiva, participando de quase todos os gestos ofensivos, porem contra o Fortaleza eles não tinha essa liberdade para avanças e explorar o corredor, eles ficavam preocupados com o balanço defensivo, isso fazia com que o Palmeiras mante-se a amplitude, mas perdesse a profundidade e associação próxima da linha de fundo. Desse modo, os volantes tinham maior liberdade para apoiar e participar do momento ofensivo, promovendo superioridade numérica na zona de bola e com associações rápidas atacando por dentro, porem ficou evidente a falta de velocidade pelos extremos levando em conta que William e Zé Rafael não têm essa característica e Diogo Barbosa que vinha atuando de forma vertical ficou mais preso e não participou dos lances ofensivos.

Durante os 90 minutos, o Palmeiras tentou construir pelo centro, com constantes mudanças do trio ofensivo, por diversas vezes Willian, Scarpa e Zé Rafael alternavam suas posições, porém com a mesma função: Os extremos davam um pouco de amplitude e afunilavam o tempo todo, ficando próximo de Luiz Adriano e ocupando a grande área do oponente. O meia-centralizado tinha como objetivo servir de suporte e opção ao portador da bola circulava em todas às zonas do campo, principalmente para se associar com os extremos e gerar superioridade numérica e qualitativa na zona da bola.

pal 2Saída com três jogadores, sempre um dos volantes recua até a base, enquanto o outro final na entrelinha, para servir como opção de passe e progredir com a bola.

O técnico Mano Menezes quer um time compacto, com mobilidade e aproximação, valorizando a posse de bola, o verdão teve 57% de posse, entretanto o time sofreu para ocupar os espaços e teve uma enorme lentidão com o domínio da bola. O adversário fez uma marcação intensa e impossibilitou que o Alviverde progredisse com liberdade no campo de ataque.

O primeiro tempo foi pouco intenso com raras chances de gol (apenas um chute no alvo) e muitos erros de passes, isso prejudicou a dinâmica da partida, a participação de Gustavo Scarpa ficou aquém do esperado, auxiliou sendo um dos poucos que tentaram finalizar, mas não conseguiu municiar seus companheiros, enquanto isso Luiz Adriano ficou isolado, levando em conta que William anteriormente vinha se aproximando muito, porem nessa partida isso não aconteceu.

Na segunda etapa, o Palmeiras foi um pouco mais agressivo, mesmo assim não teve tantas oportunidades, aproveitou a bola parada para garantir mais três pontos. O gol aconteceu na segunda etapa, após escanteio cobrado por Gustavo Scarpa, o atacante Willian Bigode aproveitou e marcou um gol fundamental para às pretensões do vice-líder do Campeonato Brasileiro. A entrada de Carlos Eduardo pela direita deu uma maior profundidade à equipe e fez com que o ímpeto do Fortaleza seja menor, a mudança foi assertiva e gerou situações de risco.

pal 1

Sem a posse de bola o Palmeiras se defendeu no 1-4-4-2 pressionando a saída de bola do Fortaleza impedindo que progredissem por meio de troca de passe. O objetivo era recuperar a posse no campo ofensivo, atrasar a transição do oponente, força-los ao erro de passe ou incomodar essa troca de passes para que os defensores pudessem vencer as disputas e recuperar a bola. A primeira linha de quatro do Palmeiras, formada por Marcos Rocha, Gustavo Gómez, Vitor Hugo e Diogo Barbosa era fixa e em pouquíssimos momentos se desfez, o treinador manteve a preocupação em tê-los próximos sem saírem da linha para impedir que os adversários explorassem esse espaço.

No decorrer da partida o Palmeiras produziu uma forte marcação pós-perda e isso fez com que a transição do Fortaleza sempre fosse “quebrada” e não tivesse aceleração, isso fez com que o dono da casa tentasse a ligação direta, porem a maior altura dos jogadores palmeirense foi o destaque.

O balanço defensivo com quatro jogadores é fundamental na organização defensiva do professor Mano Menezes, além de contar com os dois volantes fechando os espaços por dentro os extremos também foram importantes para realizarem aproximações com os laterais e proporcionarem igualdade numérica na marcação, além disso Gustavo Gomez e Vitor Hugo não permitiram que as ligações diretas voltasse para o centro, inibindo a segunda bola para o Fortaleza, a direção das rebatidas eram laterais ou acionavam o Weverton para que a saída de bola fosse feita, por inúmeros momentos o Palmeiras utilizou o goleiro na saída de bola.

pal 3Marcação pressão do Palmeiras. 1-4-4-2, com os dois mais avançados se alternando para pressionarem o goleiro do Fortaleza.

Durante toda a partida, o Fortaleza teve espaços apenas nas transições rápidas, mas não entrava na grande área, pois foi bem protegida pela primeira linha da defesa palmeirense. Precisamos destacar a partida defensiva de Felipe Melo que atuou muito pelo centro na recuperação dos poucos momentos em que o Fortaleza conseguiu articular suas jogadas pelo centro próxima da área, isso se deu ao fato que William e Zé Rafael precisavam participar de ambas as transições, porem a cobertura foi muito boa e conseguiu ser inibida pelo forte jogo técnico de Felipe Melo.

O Fortaleza teve poucas chances e praticamente não levaram perigo à meta de Weverton, enquanto isso o Palmeiras teve uma compactação exemplar para ocupar as zonas do campo. No final do duelo, com as mudanças feitas por Mano Menezes, o verdão defendeu-se no 1-4-1-4-1, isso inibiu que o Fortaleza tivesse sucesso no momento que tentou pressionar e buscar o empate. Apesar de não criar tanto ofensivamente, precisamos destacar e parabenizar todo o empenho, aplicação e dedicação dos jogadores palmeirenses defendendo-se e conquistando uma vitória importante. Com o triunfo, o Palmeiras segue com 100% de aproveitamento na “Era Mano Menezes”, após quatro partidas disputadas.

@brenobmarketing e @Rafinha_Esporte

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