Oito sobreviventes e um mesmo sonho: o acesso à Série B – PRÉVIA MATA-MATA SÉRIE C

Por Felipe Holanda, João Pedro Pereira e Mathaus Pauxis

A Série C do futebol brasileiro chega à sua reta final. No mata-mata, os oito sobreviventes têm o mesmo sonho: subir para a Segundona. Entre os finalistas, alguns times são mais tradicionais, como Juventude, Paysandu, Náutico, e Sampaio Corrrêa, e outros são considerados “novatos”, casos de Confiança, Imperatriz, São José-RS e Ypiranga-RS.

Nesta publicação, a equipe do MW mostra um levantamento do que está por vir na disputa da Série C. Uma espécie de raio X de cada confronto do Hexagonal Final, repleto de números, observações táticas, além de jogadores a serem observados.

Náutico x Paysandu

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O clássico entre Náutico e Paysandu é uma das grandes promessas de emoção da fase de mata-mata. Embalado após a vitória acachapante em cima do Santa Cruz na última rodada da fase de grupos, o Timbu é o favorito para o confronto. Além disso, os alvirrubros têm a melhor pontuação se levarmos em conta, além de ser o time de melhor pontuação levando em conta os dois grupos de dez – com 33, foi líder do A, enquanto o Juventude, líder do B, somou três pontos a menos.

Em boa fase sob o comando de Gilmar Dal Pozzo, o Náutico costuma atuar num 4-2-3-1 variável para o 4-3-3. O grande destaque técnico do time é o atacante Thiago, artilheiro Timbu nesta Série C. Além dele, o meia-atacante Jean Carlos, melhor em campo diante do Santa Cruz, é outra arma para os alvirrubros. Na defesa, Camutanga e Diego passam por uma de suas fases mais seguras na temporada.

Do outro lado, Hélio dos Anjos foi uma benção na vida do Paysandu. Chegando no meio da Série C, o treinador ainda está invicto, mas também não venceu muito. O Papão empatou várias vezes e só conseguiu vitórias importantes na reta final, e fora de casa. É um dos piores mandantes do grupo e um dos melhores visitantes. Com variações do 4-2-3-1, 4-1-4-1 e 4-2-4, o time apresentou problemas para construir e principalmente para finalizar. Com isso, a bola parada foi extremamente importante para a classificação à fase de mata-mata.

Ao todo, 12 de 18 gols do time foram de bola parada (direta ou indiretamente) e bola aérea. Destaca-se o bom Tomás Bastos, autor de cinco gols e que participou de outros quatro, isso em cinco jogos. Além do volante Uchôa, peça importante para a saída de bola do time. Tem uma zaga boa, mas seu maior problema é quando atacado pelo lado. Porém, no primeiro jogo contra o Náutico não vai ter Micael e deve entrar Caique Oliveira ou Victor Oliveira.

Juventude x Imperatriz

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O Juventude de Marquinhos Santos foge um pouco do estereótipo de Gaúchos “retranqueiros”. É um time que gosta de ter a bola e busca sempre controlar o jogo e apertar seu adversários. Mas, também sabe jogar muito bem em contra-ataque. Fora de casa, foi bem e conquistou pontos importantes, mas dentro de casa é onde está seu maior mérito. É um time que pune adversários de qualidade abaixo. Marcou 13 gols, sofrendo apenas 4, em 18 pontos conquistados como mandante.

Dentro das quatro linhas, Joga muito no 4-2-3-1 e é talvez o que tem a melhor qualidade individual dentre os quatro classificados, destacando-se o experiente Renato Cajá e o jovem Denner, pontos importantes na construção da equipe, que usa muito da velocidade com ultrapassagens de seus laterais. Um dos pontos negativos do Juventude foi sofrer com a bola parada defensiva.

Da provável luta contra o rebaixamento para a série D até o mata-mata do acesso para a B, o que pode resumir essa campanha do Imperatriz na série C em 2019 além da regularidade, é o mando de campo. O imperatriz fez valer o seu mando de campo sendo o 2º melhor mandante do grupo A, ficando atrás apenas do líder Náutico. Com apenas 1 derrota e 4 gols sofridos nos 9 jogos em casa, o Cavalo de Aço aposta bastante na força do seu mando em busca da tão sonhada classificação.

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Ao contrário do que o senso comum diz, o Imperatriz é um time que durante toda a sua campanha buscou ter a posse de bola, sobretudo nos jogos nos seus domínios. Com média de 53% de posse por jogo ao longo da competição, o Imperatriz mostrou uma forma interessante de construção ofensiva, baseando seu ataque em muita movimentação pelo meio com o meia e os 3 atacantes. Os laterais permaneciam, abertos em amplitude, os volantes faziam a bola circular na base e os atacantes preenchiam os espaços por dentro, buscando sempre a área e a segunda bola, no máximo o ponta do lado da bola faz o movimento de aproximação para melhor circular a bola. Defendendo, o time tem um 4-4-2 com abordagens no setor da bola muito bem encaixado partindo do bloco médio para o baixo.

Foi assim que o Imperatriz conquistou sua vaga para o derradeiro confronto, e não deve fugir dessa realidade a forma com que o time deve atuar neste confronto buscando o acesso para a tão sonhada série B.

Confiança-SE x Ypiranga-RS

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O Ypiranga de Fabiano Daitx parece ser o mais Gaúcho dos times Gaúchos. Sendo muito sólido na defesa, é uma equipe difícil de ser batida. Sofreu apenas 10 gols em 18 jogos e perdeu quatro vezes, curiosamente três em casa por 1×0 e uma fora por 2×1 (para o Boa). Este sendo o único jogo em que o time sofreu mais de um gol. Nesse estilo mais reativo, o time conseguiu muitos pontos fora de casa, sendo o melhor visitante do grupo. Seus contra-ataques são “enjoados” e é um time que não tem vergonha de lutar pelo 0x0, se fechando muito bem. Porém, têm alguns problemas para construir e dependeu muito da bola parada para vencer ou até mesmo buscar alguns resultados.

A equipe joga basicamente em 4-1-4-1, mas é muito móvel e muitas das suas peças atuam em posições variadas, fazendo o esquema também variar muito. Jackson, por exemplo, é um centroavante e também um ponta. Assim como Henrique Ávila já jogou de volante, meia e atacante.

Começo instável (1 vitória em 5 jogos), meio de competição muito forte (6 vitórias em 8 partidas entre a 6ª e a 13ª rodada) e queda de rendimento no final (apenas 2 pontos conquistados nas últimas 5 rodadas). Esse é um resumo da campanha do Confiança comandado por Daniel Paulista nesta série C de 2019.

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Sendo um time um pouco mais reativo (média de 18 contra-ataques por jogo), defendendo com variações do 4-1-4-1 pro 4-4-2 com encaixes no setor da bola e com muita força ofensiva pelas laterais, principalmente pela ala direita com a dupla Thiago Ennes e Marcelinho, esse é o Confiança que chega para enfrentar o Ypiranga-RS neste mata-mata pelo acesso. Vale mencionar que mesmo durante a ótima fase durante a competição, a equipe careceu de ideias ofensivas na criação do seu jogo, mas compensou isso tendo uma fortíssima bola parada, sendo essa a principal arma da equipe durante a competição.

Para o derradeiro confronto do acesso, vindo de uma fase não regular e com desfalques por lesão e cartões, o treinador Daniel Paulista vem buscando fazer mudanças na sua equipe.

Tito deve ser o camisa 9 no lugar de Gorne fazendo dupla com Ítalo, Michel e Ari treinam no lugar dos lesionados Altemar e Flávio e Luan ganha a vaga na zaga no lugar do suspenso Anderson, por isso a expectativa é que a equipe atue mais buscando o 4-4-2.

Sampaio Corrêa x São José

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O Sampaio Corrêa de João Brigatti quer se recuperar após perder a liderança de sua chave no clássico com o Imperatriz. Para vencer o São José e chegar ao acesso, deve atuar no característico 4-2-3-1, com muita referência no comando de ataque. O grande destaque para o embate com os gaúchos fica por conta do volante Lucas Hulk, suspenso. Em sua vaga, entre o experiente Diones.

Como já foi citado, o Sampaio tem o seu ponto forte no ataque, tendo marcando 22 vezes na primeira fase. Na defesa, o time costuma ser bem seguro, marcando com quatro ou cinco homens na linha defensiva.

O São José de Rafael Jacques é o melhor mandante da Série C e não é atoa. Sabendo usar muito bem da grama sintética, a equipe não perdeu em casa, tendo quase 80% de aproveitamento. Porém, não venceu nenhum jogo longe de seu tapete, sendo um dos piores visitantes.

Mesmo assim, usou seu estilo de buscar muito da velocidade pelos lados, com seus laterais e pontas no 4-2-3-1, para marcar gols (25 ao todo). É mais frágil defensivamente que seus compatriotas, muito por seu estilo agressivo, mas também não tem tantas qualidade individuais. Destaca-se, principalmente, Luiz Eduardo, o centroavante que é o alvo dos cruzamentos e já marcou 8 gols na Série C.

Buscam quatro vagas de acesso à Segundona. Dentre os sobreviventes, alguns têm mais tradição como Juventude, Paysandu, Náutico, Remo e Sampaio Corrrêa, enquanto outros são considerados “novatos”, casos de Confiança, Imperatriz e Ypiranga-RS

O início de sua reta final com grandes times do futebol brasileiro.

@holandafelipee, @Joao_PPereira e @mathauspauxis

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