Sarri e Juve, o início da parceria – ANÁLISE TÁTICA PARMA 0 x 1 JUVENTUS

Por Luiz Martins

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O jogo de Sarri e sua Juventus, contra o Parma, demonstrou alguns conceitos um pouco diferentes do que é habitual ao treinador, mesmo que tenha mantido sua formação preferida, o 4-3-3, utilizou algumas ações um pouco diferentes em relação ao que apresentou em suas passagens por Chelsea e Napoli.

Juve01Formação 4-3-3 com mobilidade entre os homens de frente e os interiores (Fonte: Instat/Edição: Juno Martins)

Nesta primeira participação na SERIE A, o time não buscou a utilização de um modelo mais posicional dentro de campo. Apostava bastante na mobilidade de seus jogadores, muito em função de possuir Cristiano Ronaldo e Douglas Costa em campo.

Por estes dois bons motivos, Sarri buscou dar mais liberdade a estes 2 jogadores, principalmente a estrela portuguesa, que atuava como um homem livre, podendo flutuar e potencializar cada vez mais suas características de construção. Ele flutuava bastante em campo, atuando como um segundo atacante muito móvel, partindo bastante do lado esquerdo, abrindo bastante o corredor para as investidas de Alex Sandro e as transições de Matuidi, assim transformando o lado direito como principal setor de criação e ocupação de jogo.

Juve02Cristiano não ficava posicionado na esquerda. Como homem livre, auxiliava Pjanic na construção, em zona aberta pelas subidas dos interiores  (Fonte: Instat/Edição: Juno Martins)

Outro ponto importante, foram as subidas dos dois interiores, que se juntavam a Higuain próximos a primeira linha defensiva, fazendo com que ela afundasse mais perto da grande área, arrastando também os volantes do Parma, abrindo assim da linha de meio para Pjanic e Cristiano, auxiliados muitas vezes por Chiellini e Bonucci, construírem o jogo. O Parma não realizava muita pressão na saída, se resguardando e marcando em uma pressão média (na linha de meio-campo), com isto a Juventus utilizava uma saída muito limpa com os dois zagueiros e Pjanic à frente, carregando a bola até o campo adversário, já com os demais jogadores buscando mobilidade, com Alex Sandro e Douglas Costa como principais homens para alargar o campo.

juve03Marcação da Juve em 4-3, com o apoio de Douglas Costa. O atacante era a válvula de escape em transições.  (Fonte: Instat/Edição: Juno Martins)

Sem sustos, a Juve tomava conta da partida, tendo sempre as principais ações ofensivas sem correr sustos, se dando ao luxo de realizar uma marcação com menos homens, tendo apenas Douglas Costa descendo para auxiliar, mas somente quando o lateral adversário se posicionava próximo ou passando a linha de meio. Douglas era um dos principais responsáveis por buscar jogadas em velocidade, quando a equipe retomava a bola. Desta forma surgiu o escanteio que originou o gol e também o gol anulado pelo VAR, de Cristiano.

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O time de Turim ainda contou com a estreia de Rabiot já neste primeiro desafio pelo italiano. Com ele em campo, acrescido com Cuadrado e Bernardeschi, a Vecchia Signora pareceu voltar aos tempos de maior posse e pragmatismo, algo ainda enraizado no clube e que é um fator histórico, mas já demonstra alguns indícios de renovação em seu modelo de jogo e já demonstrou alguns comportamentos que podem ser interessantes ao longo da temporada, para alçar a sonhada conquista da orelhuda tão cobiçada por times grandes do cenário europeu.

@ojunomartins

 

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