Serra Dourada é o caldeirão – ANÁLISE TÁTICA GOIÁS 0 x 1 VASCO DA GAMA

Por Henrique Mathias e Ricardo Leite

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Em jogo válido pela décima quarta rodada do campeonato brasileiro, Goiás e Vasco se enfrentaram no Serra Dourada. O jogo acabou sendo bastante diferente entre o primeiro e o segundo tempo, com cada equipe dominando o jogo por 45 minutos.

Contando com o apoio massivo de sua torcida no estádio rival, o Vasco começou o jogo de maneira intensa e demonstrando uma compactação muito interessante. O time de Luxemburgo demonstra que está cada vez mais assimilando os pedidos do treinador e conseguindo colocar em prática uma marcação bem setorizada por exemplo.

Exemplo:

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O primeiro frame é de um lance que aconteceu logo no início da partida, com os jogadores descansados e com total intensidade para ocupar os espaços pelo lado direito, limitando a ação ofensiva do Goiás e deixando dois jogadores soltos a frente para acelerar em caso de recuperação. O segundo frame já mostra uma jogada na segunda etapa, com o Goiás já conhecendo melhor os mecanismos defensivos do Vasco, mas ainda assim a execução foi satisfatória, embora Rafinha, o camisa 25 do Goiás tenha acabado solto nas costas de Pikachu, o que poderia ser um problema em caso de inversão da jogada.

Além de realizar essa marcação bem compacta e eficiente quando nos metros finais do campo, o Vasco começou o jogo muito bem posicionado dentro do seu 4-1-4-1, com Marrony e Pikachu encaixados com os laterais do Goiás e Talles Magno cuidando do primeiro volante esmeraldino.

Quando recuperava a posse, a equipe cruzmaltina conseguia acelerar as jogadas através dos seus volantes, principalmente Raul e Marcos Jr. O primeiro pela direita oferecendo verticalidade e associando muito bem com Cáceres e Pikachu. E Marcos pela esquerda, acompamhando as jogadas, chegando para pisar ma area (como no lance do gol). E tudo isso sem deixar de cumprir seus papeis de suportes  defensivos.

Richard também teve sua importância. Jogador de bom posicionamento e que assimilou muito bem o modelo de jogo de Luxemburgo. É o ponto de equilíbrio. O balanço que permite o Vasco atacar, já preparado para se defender. Mas há de se destacar a demora na decisão do volante quando tem a bola. Por vezes oferece perigo ao sistema defensivo ao ser desarmado no início da construção. Fora isso, foi bem, dando inclusive 2 bons lançamentos para Pikachu, invertendo o lado da jogada, mecanismo interessante de ataque neste modelo de jogo.

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A saída de bola do Goiás se deu de maneira pouco efetiva no primeiro tempo, visto que apesar de toda qualidade individual de Léo Sena, a equipe não soube sair dos encaixes do Vasco e ficou muito engessada, mesmo alternando bastante entre sair em 3-2 e 2-3.

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Somou saídas apenas com Michael nas costas de Henrique, que mais uma vez recebeu pouco suporte defensivo do ponta/meia que joga pela esquerda. Marrony no primeiro tempo, Talles no segundo tempo.

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Outro ponto importante do jogo do Vasco é como a equipe cresceu com a entrada de Marcos Jr no lugar de Marquinho. Com um jogador mais intenso nas divididas e pressionando, o setor foi destaque no jogo cruzmaltino, sendo responsável direto pelo gol da vitória. Talles Magno, sempre buscando desmarques e jogadas em velocidade, partiu pelo flanco direito, eliminou dois rivais com o drible e a jogada terminou com Raul cruzando para Marcos Jr marcar.

Para o segundo Ney Franco trocou Leandro Barcia por Rafinha e sua equipe ganhou outro peso ofensivo. Com um jogador mais criativo em campo ofensivo, ocupou melhor os espaços, tirou o encaixe da marcação do Vasco e conseguiu criar chances para empatar a partida.

WhatsApp Image 2019-08-13 at 18.47.20 (1)Organização ofensiva do Goiás no segundo tempo.
WhatsApp Image 2019-08-13 at 18.47.20 (2)Henrique outra vez sem ajuda do ponta que joga pela esquerda.

Com a melhora do Goiás, o Vasco se perdeu na partida e Luxemburgo fez algumas trocas visando resolver os problemas de transição defensiva na segunda etapa, efeito o conseguiu inibir o ímpeto provocado pelas mudanças de Ney Franco. O Vasco continuou sem conseguir segurar a bola no campo de ataque, e atacava com poucos jogadores , o que prejudicava diretamente a eficiencia da transição. Essa queda no desempenho e na eficiência das ações teve influência direta do desgaste físico (justificado por Luxa pela umidadr) e pela falta de peças que estejam assimilando o modelo proposto assim como os titulares.

Para O clássico diante do Flamengo na próxima rodada, o Gigante terá a ausência de Marcos Júnior,suspenso e que fará falta pela sua intensidade e entendimento do modelo de jogo. Além disso não terá Marrony pelo mesmo motivo. O menino não vem em Boa fase técnica, mas possuir características interessantes e que difícilmente serão cumpridas pelo substituto. Vem aí mais um desafio para o professor.

@riquemathias e @analisevasco

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