Como em um sonho de criança… – ANÁLISE TÁTICA BOURNEMOUTH 1×1 SHEFFIELD U

Por Ítalo Amorim

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Billy Sharp, autor do primeiro gol do Sheffield na volta para a Premier League, mais novo nas divisões de base do clube (Foto: conta oficial do Sheffield United no twitter).

Na manhã desse sábado (10.08), Bournemouth e Sheffield United se enfrentaram no Vitality Stadium em jogo válido pela primeira rodada da Premier League 19/20.

O jogo marcou um duelo muito interessante, do lado dos mandantes havia a expectativa de como se portaria o Bournemouth de Eddie Howe após a regular temporada 18/19 (a equipe foi 14ª colocada, 11 pontos acima da zona de rebaixamento), enquanto do lado dos visitantes havia a expectativa de como se portaria o Sheffield United de Chris Wilder, equipe que foi econômica na janela inglesa (gastou cerca de £ 43.500.000) e preservou o time-base que conseguiu o acesso para a primeira divisão do futebol inglês.

FORMAÇÕES:

Bournemouth (3-4-2-1):

WhatsApp Image 2019-08-13 at 13.41.06Foto: Choosen11.

Sheffield United (3-5-2):

WhatsApp Image 2019-08-13 at 13.41.14Foto: Choosen11.

PRIMEIRO TEMPO:

As equipes vieram com ideias diferentes e bem postadas: os mandantes construíam seu jogo pela esquerda com Nathan Aké e Diego Rico, liberando o Adam Smith para se aproximar do Joshua King e segurar o Enda Stevens (ala defensivo esquerdo do Sheffield United), além de barrar a construção do John Fleck.

Já os visitantes buscaram um jogo mais físico, com uma linha de três bem postada, os comandados de Chris Wilder sofreram para subir no lado esquerdo, mas por vezes sobraram no lado direito com uma boa partida de John Lundstram (melhor em campo do Sheffield, ao meu ver). Entretanto a equipe não contou com uma manhãiluminada de Callum Robinson e David McGoldrick (marcado de perto por Steve Cook).

WhatsApp Image 2019-08-13 at 13.41.22Picos de pressão da partida segundo o aplicativo SofaScore.

Sem David Brooks e Lewis Cook (lesionados), Eddie Howe preferiu por atletas mais físicos na sua linha de quatro (Philip Billing, estrando pelos Cherries, é um bom exemplo disso) mas acabou não dando tanto resultado nesse quesito, o recuo dos atacantes dos Blades (Robinson e McGoldrick) acabou se sobrepondo frente aos interiores do Bournemouth (Billing e Lerma).

O primeiro tempo acabou como começou: 0-0, até esse momento a parte defensiva do Sheffield era louvável, mesmo com o jogo ruim dos alas (Stevens e Baldock) até então. No outro lado, vale destacar as construções da dupla Aké-Rico, que acabou surpreendendo a marcação de Robinson-Lundstram/Baldock.

SEGUNDO TEMPO:

A segunda etapa começou muito semelhante ao primeiro tempo, o Bournemouth tentando construir pelo lado esquerdo e escapar pelo lado direito enquanto o Sheffield tentava abrir o Sheffield com um jogo mais físico. A única diferença foi na posse, antes absoluta para os mandantes (que acabaram o primeiro tempo com 60%) e agora mais equilibrada (variando entre 48%-52%).

Uma inteligente leitura do Eddie Howe fez os Cherries crescerem no jogo: inverter Fraser e King em jogadas pontuais.Baldock (ala defensivo direito do Sheffield) estava mal na partida, mas conseguia repor os ataques dos mandantes com seu porte físico, enquanto pelo outro lado o Enda sofria bastante quanto a isso.

Coloque um dos principais dribladores da temporada 18/19 em cima de um ala numa manhã nada agradável e veja o resultado: gol. Em meados dos 15 minutos o Fraser parte em velocidade após uma recuperação de bola e sofre uma falta lateral, bola na área do Sheffield e depois de uma bicicleta do Nathan Aké e boa recuperação do Dean Henderson, a bola se ofereceu livre para Chris Mepham marcar o primeiro gol do jogo.

A partir disso o Sheffield precisou mudar, diminuiu seu jogo físico e liberou mais a equipe, espelhando a construção do Bournemouth (4-2) colocando um atacante (Billy Sharp) no lugar de um defensor (Chris Basham), “abraçando” uma espécie de 4-4-2/4-2-3-1.

A mudança deu o resultado esperado e depois de um bom volume de jogo a equipe conseguiu o gol, em um lance bem semelhante ao do primeiro gol do jogo: recuperação, falta lateral boba e gol depois de uma confusão aérea.

Prémio para o grandioso Billy Sharp, que já viveu todas as etapas possíveis com o seu clube de coração.

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Para uma equipe que visivelmente entra na Premier League para sobreviver, um empate contra um estável Bournemouth tem que ser visto com ótimos olhos, porém de nada vai valer se os Blades não fazerem valer o mando de campo.

Por outro lado, são dois pontos perdidos que os Cherries devem lamentar, era essencial começar a competição vencendo e mostrando que não depende da criatividade de David Brooks para abrir defesas bem postadas.

PRÓXIMOS JOGOS:

Bournemouth (8°): Aston Villa (fora, 17.08).

Sheffield United (9°): Crystal Palace (casa, 18.08).

@italoamorim08

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