Brilha, Alexandre Pato – ANÁLISE TÁTICA SÃO PAULO 3 x 2 SANTOS

Por Rodrigo Costa e Pedro Galante

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Depois dos badalados anúncios de Daniel Alves e Juanfran, o São Paulo voltou a campo, enfrentando o Santos, no Morumbi. O clássico prometia muito, uma vez que as duas equipes precisavam da vitória para continuar na parte de cima da tabela.

O São Paulo veio a campo em um 4-2-3-1 com Toró e Everton como novidades, compondo o trio de meias ao lado de Pato. A estratégia do técnico Cuca era usar a intensidade e a marcação alta para apertar a saída de bola e tirar o Santos da zona de conforto.

WhatsApp Image 2019-08-11 at 11.41.19Pressão tricolor. (Foto: Instat/ Pedro Galante)

Jorge Sampaoli escalou o time no 4-3-3, com Éverson; Veríssimo, Aguilar, Gustavo Henrique e Jorge; Pituca, Sánchez e Felipe Jonatan; Derlis, Sasha e Soteldo.

Sem a bola, o Santos se organizava defensivamente no 4-4-2, tendo Soteldo e Sasha na primeira linha, Derlis (direita), Sánchez, Pituca e Felipe Jonatan (esquerda) na linha de meio campo e Veríssimo (lateral direito), Aguilar, Gustavo Henrique e Jorge. Sánchez subia metros no campo para realizar encaixes constantemente. Esse desenho facilita os contra-ataques buscando a velocidade e qualidade técnica de Soteldo, mais perto do gol.

WhatsApp Image 2019-08-11 at 11.41.38Santos se defendendo em 4-4-2, deixando Soteldo mais avançado para os contragolpes. (Foto: Instat/ Pedro Galante)

Lucas Veríssimo atuou mais uma vez como lateral direito (como tem acontecido em jogos fora de casa mais complicados e clássicos), mas desta vez na criação ele não se juntava aos zagueiros mantendo assim o 2-3-5 característico com a bola, mas, sendo mais contido que Jorge, que teve mais liberdade do que em jogos anteriores. Não agrega muito com a bola nos pés, Santos praticamente não atacou pela direita.

Pelo meio, mais uma vez destaque para Felipe Jonatan atuando mais pela esquerda. O jogador conseguiu roubar algumas bolas e criar duas chances de gol. O Santos não teve tanta eficiência no perde pressiona, sendo mais precavido após a perda de bola, buscando recompor as posições em alguns momentos, geralmente se postando em bloco médio.

E de fato, o tricolor fez uma partida sob medida para neutralizar Sampaoli. Não cedia espaço para criação e era agressivo para recuperar. Por vezes, em função da pressão, ataque e defesa se separavam em dois blocos e, quando vencia a pressão, o Santos encontrava a linha de defesa exposta. Ainda assim, os defensores foram muito bem nos duelos individuais, em especial Igor Vinicius que controlou muito bem os esforços do ponta Soteldo.

WhatsApp Image 2019-08-11 at 11.41.53Toda vez que a pressão falhava, a defesa ficava exposta. Não houve grandes danos, pois, os defensores souberam lidar com as situações. (Foto: Instat/ Pedro Galante)

Quando tinha a posse da bola, o Tricolor partia para o ataque de forma vertical. O trio de meias se aproximava do atacante e jogava no limite da linha de impedimento, buscando explorar um passe nas costas dos zagueiros santistas. Os laterais atacavam por dentro, sustentando o ataque ao lado de Luan enquanto TchêTchê ligava os setores.

WhatsApp Image 2019-08-11 at 11.42.03Organização ofensiva do São Paulo: ideia era explorar as costas da defesa. (Foto: Instat/ Pedro Galante)

Aos 43, o Santos marcou com Sasha no rebote de um lindo chute de Diego Pituca.

Perdendo, Cuca voltou para o intervalo com Hernanes na vaga de Luan, uma mexida ousada. TchêTchê e Everton formaram a dupla de volantes para o Profeta jogar mais adiantado. A alteração foi muito positiva, principalmente no âmbito mental da equipe.

WhatsApp Image 2019-08-11 at 11.42.14Cuca voltou para a segunda etapa com Everton como volante e Hernanes adiantado. (Foto: Instat/ Pedro Galante)

Apesar de não conseguir dar sequência às jogadas, o São Paulo foi empurrando o Santos e forçando principalmente com jogadas de bola parada. Em menos de 12 minutos, o placar era 2 a 1 com dois gols oriundos de bola parada: Pato, após cobrança de escanteio e Reinaldo, de pênalti.

Com a vantagem, cabia ao São Paulo administrar. Mais uma vez os encaixes individuais funcionaram muito bem, neutralizando a posse adversário. O Santos não conseguia chegar ao último terço em boas condições de finalização. Aos 16, Hernanes saiu machucado para entrada de Hudson, o que reforçou o poder de marcação.

Apesar de se defender em um bloco mais baixo, a pressão nos defensores foi mantida. Aos 26, Pato roubou a bola no meio-campo, arrancou e marcou o terceiro na saída do goleiro.

O fator chave foi o domínio psicológico imposto pelo São Paulo. O Santos passou a errar vários passes, erros em tomadas de decisão e criação de jogadas inexistente, além de não conseguir iniciar contra-ataques. O gol santista saiu apenas de uma bola parada, que vem sendo mais um trunfo da equipe na temporada, dessa vez na batida de Jean Mota.

As entradas de Jean Mota (Felipe Jonatan), Marinho (Derlis) e, principalmente, Evandro (Sánchez) não surtiram efeito. Os desenhos se mantiveram os mesmos, sem alternativas de mudança, algo que é característico de Sampaoli na temporada. Talvez Ferraz pudesse entrar pela direita na vaga de um dos zagueiros (Veríssimo ou Aguilar), para melhorar saída de bola, criação das jogadas e fazer ultrapassagens.

A derrota liga o alerta, novamente, para as bolas paradas defensivas e para a questão psicológica e mental. O nível de concentração deve ser alto em todos os jogos. Peixe segue líder e enfrentará o Cruzeiro na próxima rodada, em Minas.

O São Paulo conseguiu uma vitória gigantesca. Ganhou um clássico – o que não acontecia desde julho do ano passado – contra o líder, e se manteve na briga da parte de cima. O time volta a campo no domingo (18) contra o Ceará e deve contar com estreias de Daniel Alves e Juanfran. Veremos como Cuca montará a equipe.

@pedro17galante e @costa_rodrigo95

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