A teoria acaba na prática – O FUTEBOL NÃO É APENAS 90 MINUTOS

Por Breno Barbosa

WhatsApp Image 2019-08-03 at 16.16.54Imagem: Breno Barbosa/MW Futebol.
  • Toda a união e concentração dos jogadores do Votuporanguense

“É isso que você viu aqui, Breno. A teoria acaba na prática. A teoria acaba no apito inicial da partida”, essas foram às palavras que ouvi do ex goleiro Rafael Gatti e atual gerente de futebol do Clube Atlético Votuporanguense, após sua equipe perder fora de casa para o Comercial-RP, pela Copa Paulista 2019. São 6 partidas na competição, sendo 4 derrotas e 2 empates, os atuais campeões (O Votuporanguense foi campeão em 2018, em cima da Ferroviária) ainda não venceram na atual edição da Copa Paulista e vivem um momento de questionamentos, inseguranças e críticas por parte da imprensa e torcedores.A partir das horas que convivi com a delegação, resolvi expôs alguns relatos e acontecimentos dos bastidores.

Na última segunda-feira (22), através do grupo de WhatsApp do site Voa Goleiro, organizado por Valdir Bardi, treinador de goleiros e analista do MW Futebol, tive o prazer de iniciar uma conversa com o preparador de goleiros Wandomar Dionizio, no qual conversamos sobre uma possível entrevista para o quadro MW Entrevistas. Após alguns minutos,recebi a informação que o CAV, como o Votuporanguense é conhecido, iria disputar uma partida no final de semana contra o Comercial, em Ribeirão Preto, cidade aonde me localizo. Troquei mais algumas mensagens com o professor Wandomar e rapidamente surgiu a ideia de realizar uma gravação pessoalmente, trazendo um conteúdo de qualidade ao nosso público. Além de Wando, como é conhecido, resolvemos incluir mais membros da comissão técnica e da diretoria . Desta forma, convidei o técnico Rogério Mancini, o auxiliar-técnico Rainer de Oliveira e o gerente de futebol Rafael Gatti para participarem e todos aceitaram os convites.

WhatsApp Image 2019-08-03 at 16.25.17Imagem: Breno Barbosa.
  • MW Entrevistas com Rainer (auxiliar-técnico), Mancini (treinador), Gatti (gerente de futebol) e Wandomar (treinador de goleiros), membros da comissão técnica do Votuporanguense

Durante a semana, estudei muito sobre o CAV, um clube empresa, fundado no dia 11/12/2009 (existiram outras agremiações na cidade de Votuporanga, mas acabaram falindo)  e que vem sendo exemplo de administração em sua curta história. O Votuporanguense foi campeão da Segunda Divisão do Campeonato Paulista em 2012, vice-campeão da Série A3 do Campeonato Paulista em 2015 e campeão da Copa Paulista 2018. Nesta temporada, entretanto, o desempenho vem sendo questionado e o momento é de manter o equilíbrio e ajustar detalhes, pois o time foi apenas o 13° colocado (São 16 times, os últimos dois colocados fora rebaixados) na série A2 do Campeonato Paulista, foi eliminado na primeira fase da Copa do Brasil 2019, após perder por 1 X 0 para o Ypiranga-RS e está na penúltima colocação na Copa Paulista 2019.

Muitos questionam e tentam entender como o atual campeão do torneio vive um momento péssimo e sem ao menos uma vitória na competição. Falta de planejamento?, estrutura?,técnico?, elenco? Não! A reposta é clara e objetiva, o problema não está nesses aspectos e explicarei nos próximos parágrafos, é difícil ter frieza e sensibilidade para avaliar essa atual situação, inclusive Gatti me disse que nesses momentos é melhor escutar e absolver. O técnico Rafael Guanaes, campeão em 2018, acabou aceitando o convite do Athletico e assumiu o sub-20 do time paranaense. Alguns técnicos passaram nesse período, até a contratação de Rogério Mancini, treinador experiente e acima de tudo, com conceitos e metodologias similares ao antigo comandante. Pois, o CAV tem muito claro a ideia de identidade, manter uma filosofia independente das mudanças e ter um padrão estabelecido dentro da instituição. Diferente da maioria dos times no país, às contratações são dentro das ideias e para darem sequência ao processo de padronização de conceitos, o Votuporanguense tem em sua essência, a visão de desempenhar um bom futebol, vistoso e prazeroso, trazendo felicidade para quem acompanha suas partidas. Através disso, o time se movimenta no mercado e trás às peças que encaixam na metodologia do clube, seja jogador, membros da comissão técnica ou diretoria, todos tem que trabalhar para deixarem legados e contribuírem para manterem a filosofia do CAV. Após apresentar esses argumentos, tenho a convicção que a escolha do comandante e montagem do elenco foram dentro dos padrões estabelecidos. Nesses últimos dias chegaram três reforços experientes, o zagueiro Gladstone e o atacante Caio Mancha, ambos com passagem pelo Palmeiras, além do volante Gercimar. O trio destaca-se pela experiência, liderança e qualidade, são reforços pontuais e aumentam o nível de competitividade dentro do grupo. O planejamento é questionado, mas foi executado com clareza e traçando os objetivos, porém esse é o primeiro momento que utilizarei o título do texto “A teoria acaba na prática”, pois todo o planejamento desenvolvido não está trazendo resultados na prática. Inclusive, alguns jogadores foram negociados com equipes de maiores expressões, pois o elenco tem peças de extrema qualidade e são potencializados o tempo todo.

Outro fator que os críticos podem citar como um dos motivos dessa fase ruim seria a estrutura, mas poucos clubes da Copa Paulista tem a mesma organização e estrutura do Votuporanguense. A alimentação é balanceada, os hotéis que ficam hospedados são luxuosos, os atletas tem todo o auxílio e aporte da diretoria, dentro dos padrões de um time da proporção do CAV, é incrível ver a infraestrutura da equipe. Vocês podem questionarem como falo com tanta convicção sobre esses assuntos e a minha resposta é simples: Horas de conversas, histórias e observando muito os momentos. Pois, no sábado (27), a delegação chegou a Ribeirão Preto, por volta das 17h35, a entrevista estava marcada para às 19h00, entretanto cheguei em torno das 18h00, para organizar os últimos detalhes. Nesse período de uma hora, pude perceber a concentração dos atletas e comissão técnica, como todos mantinham o foco no jogo do dia seguinte. Desde o momento que pisei no hotel, fui bem recepcionado por todos e o assessor de imprensa demonstrava-se empolgado com a entrevista e prestou todo o suporte necessário. Às 19h10, os convidados entram na sala e após uma pequena descontração, realizamos a gravação até 20h50, com pequenos períodos de pausas e um tom alegre dentro da sala, o resultado desta entrevista sairá em breve no YouTube do MW Futebol, um excelente conteúdo e um material riquíssimo. Ao término da gravação, o professor Wando me convidou para um café e por ali ficamos durante um longo período, era quase uma entrevista, mas sem câmera e assuntos estabelecidos, esses detalhes fizeram fluir naturalmente o bate-papo e foram contadas diversas histórias sobre o mundo da bola. Ao meu lado, além do treinador de goleiros Wandomar, estava o assessor de imprensa Rafael, meu irmão e a todo instante membros da comissão técnica sentavam-se conosco e contavam histórias vividas por eles durante seus anos dedicados ao futebol.

Os jogadores tinham uma reunião com a comissão técnica, no qual foram passados vídeos, orientações e dados sobre o próximo compromisso. Nesse momento, a maioria foi para a sala de vídeo, mas continue na mesa do hotel, com o assessor, meu irmão, o supervisor Thiago e o massagista Pedro. Ali aprendi sobre dos profissionais fundamentais no clube, mas que não tem reconhecimento perante a imprensa e torcedores. Thiago é responsável pela logística e inscrições dos jogadores para às competições, caso tenha alguma falha ou não consiga cumprir a demanda dentro do tempo, algum jogador importante pode ficar de fora do campeonato, por isso é necessário concentração e agilidade na sua função. “Seu Pedro”, como é conhecido o massagista Pedro, um senhor simpático e bem simples, me contou um acontecimento incrível que tinha vivido anos atrás. Ele relatou sobre um jogador que vinha sendo observado por um time grande do futebol brasileiro, os olheiros estiveram atentos aos últimos cincos jogos do atleta, mas no treino preparatório para a última partida, o jogador torceu o tornozelo e corria sérios riscos de não ficar a disposição do técnico e consequentemente não ser contratado. “Seu Pedro”, teve poucos dias e muito trabalho para recuperar o atleta, passou madrugadas e dias inteiros cuidando desse garoto, dedicou-se integralmente para recuperá-lo e teve êxito, pois o atleta foi a campo e marcou dois gols, ao término da partida foi contrato por esse grande time brasileiro. Semanas depois, todos os envolvidos indiretamente foram presenteados pela negócio que rendeu altas cifras, mas “Seu Pedro” conta que nem sequer teve esse reconhecimento e viu todo seu trabalho árduo não ser recompensado. Porém, me disse que o maior orgulho e recompensa foi saber que fez parte da recuperação de um jogador e ser responsável pelo atleta entrar em campo. Essas histórias poucos sabem, apenas os que vivem o dia-a-dia do futebol, mas são fundamentais para montarmos o quebra-cabeça de uma simples partida, todo o processo, mecanismos e fragmentos que antecedem o espetáculo.

Após a reunião com os atletas, o professor Wando voltou a mesa e conversamos durante horas, foram diversas histórias, conselhos e muito aprendizado. Se fosse citar todo o teor da nossa conversa, daria páginas e páginas de um livro, mas o principal conselho foi “Seja como um camaleão, adapte-se aos momentos. Tudo tem seu tempo”. Aprendi também sobre o processo de comunicação que os profissionais têm entre si, a tal “rede de contato”, a maioria se conhecem, pois dedicaram anos ao esporte e amizades nasceram dentro desse processo. Por isso, outra lição que pude aprender, foi ter sempre ética, caráter e manter a índole, independente da situação que for imposta em meu caminho, pois esses profissionais são raros e muito reconhecidos perante aos demais.Foram várias xícaras de café, pão de queijo e muito diálogo, até encerrar meu dia e me despedi do treinador Wando, poisestava quase amanhecendo e a partida contra Comercial era às 10h00. Horas depois, estava de pé e fui ao estádio Palmas Travassos, no qual tive o privilégio de ter acesso ao vestiário do CAV, ao entrar os atletas estavam em aquecimento no campo. No vestiário, encontrava-se o treinador Mancini, sentado em um banco, demonstrava concentração e tranquilidade, o gerente de futebol Gatti, em pé e claramente ansioso para o contrato, o supervisor Thiago, que foi quem me recepcionou na chegada ao estádio e o assessor de imprensa Rafael, que preparava seu material para utilizar na cobertura da partida próximo ao gramado. Minutos depois, chegaram o presidente e membros da diretoria. Passaram alguns instantes e os jogadores voltaram do aquecimento. Tive o prazer de acompanhar toda a mística e últimos momentos que antecedem ao jogo, observei de perto a concentração dos atletas, a liderança de alguns deles, o volante Gercimar gritava a todo instante: “Não podemos ficar nessa situação, vamos ganhar. Se tiver que ralar a bunda no chão, vamos ralar. Vamos ser superiores na vontade. Se não der na técnica, não pode faltar empenho”, era nítida a tenção e adrenalina tomando conta daquele vestiário. Os atletas formaram um círculo para rezarem, o zagueiro Gladstone incentivou e motivou o restante dos companheiros, com muita vibração eles subiram às escadas em direção ao gramado. Eu, ao lado do pessoal da diretoria, nos deslocamos aos camarotes do estádio e assistimos por lá os 90 minutos do duelo.

Vídeo: Breno Barbosa

  • O defensor Gladstone chamando a responsabilidade e colocando em prática seu papel de liderança dentro do elenco

Poderia fazer uma análise tática do embate, mas ficaria enorme e não é o objetivo desse texto. Minha ideia é mostrar um pouco dos bastidores e místicas de uma partida de futebol, mesmo assim falarei rapidamente sobre o jogo. O Comercial iniciou melhor, iniciava os lances por dentro, porém tinha superioridade pelos lados e contava sempre com jogadores em amplitude, desta forma achava espaços para serem explorados. Entretanto, o Votuporanguense igualou às ações e foram 45 minutos de muitos embates físicos e algumas chances para ambos os lados, o equilíbrio marcou a etapa inicial. No segundo tempo, o CAV criou às melhores oportunidades e obrigou o goleiro adversário a trabalhar e realizar diversas defesas, o gol poderia ter acontecido em qualquer um desses momentos. Os visitantes atuaram com muita intensidade ao realizar às pressões, recuperava a posse e iniciava a transição de forma vertical e bem veloz, até chegar a meta adversária. Porém, o oponente era perigo e assustava em alguns momentos. Em uma cobrança de falta no campo ofensivo, a bola bateu na barreira e o Comercial iniciou sua transição ofensiva com velocidade e explorando os espaços, o Votuporanguense, apesar de estar com a primeira linha desorganizada, conseguiu recuperar a posse próximo da sua grande área, porém o zagueiro tentou sair associando com seu companheiro pelo meio, o Comercial agiu rápido e pressionou o receptor da bola, recuperou a posse e com alguns passes, abriu o placar dentro de casa e levou os torcedores ao delírio. O técnico Mancini realizou algumas mudanças, o CAV até criou mais chances, porém não foi eficaz para furar o sistema defensivo do “Bafo”, como é conhecido o Comercial.

No camarote, o clima era péssimo, todos se olhavam e não entendiam como após seis rodadas, o time ainda não obteve sequer uma vitória e com um péssimo sentimento, escutamos o árbitro apitar o final do duelo. Rapidamente descemos em direção ao vestiário com uma profunda tristeza e cabisbaixo. Ao chegar no vestiário, todos estavam de cabeça quente e um clima de velório, um ambiente de profunda incerteza e tristeza, o técnico Mancini falou algumas palavras de motivação e tentou reanimar seus comandados. Mais uma partida passou e a situação piorou, os atletas tomaram banho, alguns demoraram mais e através das suas expressões, era fácil perceber o quanto estavam abalados pelo atual momento do clube. Estava no canto observando os atletas e seus comportamentos, não se escutavam vozes, o silêncio era profundo e acompanhado de uma sensação horrível. Particularmente, estava triste com toda aquela situação, pois acompanhei de perto toda a dedicação, concentração e empenho dos jogadores e comissão técnica, para no fim não ter conseguido o principal objetivo, parecia que todo o esforço tinha sido jogado no lixo.

Foi nesse momento que Rafael Calil, analista de desempenho, juntou-se a nós nos vestiário e quando fui questiona-lo sobre o sentimento naquele momento, o gerente de futebol Gatti aproximou-se e iniciamos uma conversa que durou em torno de dez minutos. Nessa hora, Gatti desferiu essa frase “É isso que você viu aqui, Breno. A teoria acaba na prática. A teoria acaba no apito inicial da partida”, sem que eu conseguisse falar alguma coisa, Rafael Calil, analista de desempenho, fez um gesto concordando com Gatti e saiu cabisbaixo. Essas palavras do gerente de futebol dão o nome ao título desse texto e fizeram de inspiração para que eu descrevesse esses dois dias ao lado da delegação do clube. Gatti relatou que ainda não tinha passado nada semelhante, estava tendo uma situação nova e aprendendo naquele momento, nunca algum time que passou ficou sem vencer uma partida em qualquer campeonato que fosse, claramente essa situação incomodava-o. Gatti contou-me que nesse momento você coloca tudo em xeque, pensa em todo o processo, tenta saber aonde errou, fica se questionando sobre às decisões e como sair daquela situação. Por mais que pareça tudo perdido, o momento é de equilíbrio e trabalhar, acertar para colocar em prática no próximo jogo, pois na teoria você pode imaginar diversos cenários, porém na prática uma tomada de decisão do atleta faz total diferença ao sentido do jogo, é preciso fazer os jogadores pensarem e desenvolverem mecanismos para facilitarem suas tomadas de decisões, entretanto quem tem o controle desses atos são os próximos atletas. Gatti, claramente, demonstra temer o pior e não esconde a insatisfação, frustração e tristeza por todo o planejamento não está tendo os resultados esperados. Mas, apesar de todo esse clima e situação delicada, Rafael Gatti mostra convicção em querer manter a metodologia do clube e os conceitos que acredita, sabe das responsabilidades de cada um e das cobranças que serão ainda mais pesadas, porém tem a consciência que alguns jogos não podem decidir a mudança drástica de toda a estrutura desenvolvida no Votuporanguense. Os próximos dias serão decisivos, os próximos jogos decidirão o futuro de muitas coisas relacionadas ao clube e o gerente de futebol Rafael Gatti demonstra estar ciente e que necessitará de frieza, sabedoria e muita perseverança para lidar com o futuro do Clube Atlético Votuporanguense.

Tentei relatar com riqueza de detalhes, os diversos acontecimentos nessas horas que estivesse com a delegação do CAV, mas vocês podem estar se questionado sobre os motivos desse texto. O meu principal objetivo é relatar todas às situações que englobam os 90 minutos de um jogo, a parte tática é fundamental e precisamos sempre estudá-la, mas é apenas mais uma peça do quebra-cabeça, o jogo tem outras vertentes e que influenciam diretamente no resultado final. O jogador precisa está concentrado, ter confiança e tomar às melhores decisões, porém poucos sabem todo o contexto que antecedem a partida, a pressão, a parte psicológica, a logística e que acima de tudo, você estudar e entender não é tão complexo como no momento de executar. Os torcedores certamente cobraram raça, mas afirmo com convicção que isso não faltou, os atletas literalmente ralaram a bunda no chão, dedicaram-se a cada instante e saíram esgotados de mais uma batalha. Muitas vezes criticamos sem entender o contexto, mas quem está no dia-a-dia, vivendo e mantendo suas famílias através do futebol, sabem o quão estão expostos ao mais alto nível de estresse, cobrança e pressão.Imagina você no seu trabalho, dedicando-se da melhor forma e empenhado em atingir às melhores metas, mas nada dá certo, por detalhes, pelo famoso “Se”, imagina tudo regredindo.. Pois bem, com um time de futebol não é diferente, não temos acesso a essa essência, pois o que assistimos na televisão são exceções, a verdadeira alma do nosso futebol está nesses jogos, como o que acompanhei. Nessas horas são necessários frieza, comprometimento e manter o trabalho, independente dos questionamentos, não é fácil sobreviver a esse período. Agradeço por ter ficado próximo de um time estruturado e com pensamentos altos, que fogem dos pensamentos da maioria dos clubes de menores expressões, por isso sei que é apenas uma fase, os profissionais do Votuporanguense trabalham e fazem jus para estarem o mais alto possível.Críticas construtivas são necessárias e fazem parte do processo, mas poucos realmente tem essa intenção e sabem fazê-las. Sempre quis estar no futebol, viver os cenários, desfrutar de todos momentos e sensações. Esse breve período me fez ver a parte ruim, a tristeza, mesmo assim fez ferver ainda mais meu desejo, pois é uma loucura que ninguém tem controle e tem uma carga excessiva da parte psicológica, porém é o que amamos. Não é nada fácil, mas é o nosso sonho, é futebol.

Agradeço a todos os membros do Clube Atlético Votuporanguense pela recepção e convívio, todo o sucesso nessa curta e vitoriosa trajetória.

@brenobmarketing

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