Estratégia competitiva: ANÁLISE TÁTICA – CRUZEIRO 0 X 1 INTERNACIONAL

Por Luiz Martins

O jogo em si não teve grandes emoções e tantas jogadas trabalhadas, porque a partida baseou-se em dois times que apostaram primeiramente em buscar defender os espaços e fechar as linhas de passe do adversário. Tanto Cruzeiro, quanto Inter, através de encaixes individuais setorizados, priorizavam dificultar a posse, algo entendível, visto que é um jogo que quem menos cometer erros, poderia sair com uma boa vantagem.

inter1Inter apostando em fechar os espaços, principalmente o lado direito onde Robinho costuma atuar (Fonte: Instat / Edição: Juno Martins)

Desta forma a o jogo ficou muito concentrado no meio-campo na primeira etapa, onde o Internacional levava vantagens, com Edenilson e Patrick, dificultando a troca de passes de Ariel Cabral e Henrique, junto com Rodrigo Lindoso, que negava os espaços na entrelinha à frente da primeira linha de marcação (linha dos zagueiros).

O Cruzeiro buscava sempre o lado direito para atacar, utilizando a questão física de Orejuela e a capacidade de armação de Robinho, mas a ótima recomposição de Rafael Sobis e a boa leitura de Uendel em se posicionar negando campo para o meia cruzeirense progredir e encontrar espaços no lado oposto, com as infiltrações e movimentações de Pedro Rocha e Thiago Neves. Mesmo caso da defesa central do Inter, que dificultava bastante a zona de ataque de Sassá, que foi pouco efetivo e no lado direito Bruno, que conseguia segurar as investidas de Pedro Rocha.

inter2Encaixes individuais de forma setorizada, na tentativa de fechar espaços e linhas de passe do adversário (Fonte: Instat / Edição: Juno Martins)

Já para atacar, o Inter sentia a falta de 2 peças importantes para atacar. Um jogador mais controlador de jogo, que buscasse segurar um pouco mais a bola e ativar os homens de frente em profundidade, muito em função da pouca produtividade de Nico López na fase ofensiva, além de uma peça de velocidade de dribles na tentativa de vencer a forte marcação do time mineiro. Com este panorama, os times ficaram sem desenvolver grandes chances na primeira etapa.

As movimentações e ações do jogo continuaram próximas do que fora visto no primeiro tempo, no início do segundo tempo, mas aos poucos o Cruzeiro foi colocando intensidade na partida, através das movimentações de Thiago Neves e Pedro Rocha, que conseguiam desestabilizar a marcação pelo lado direito e retirar Rodrigo Lindoso de seu posicionamento, assim conquistaram uma ótima chance de finalização. Após esse ímpeto inicial do mandante, sentindo que ele já deixava maiores espaços em seu campo defensivo, Odair retirou Nico López da partida, que fez um jogo mais defensivo e pouco produtivo no ataque, colocando em campo Wellington Silva. O atacante com muita velocidade, mobilidade e dribles, conseguia aproveitar os espaços e desestabilizar a defesa. Com esta premissa, além de Welligton, Patrick e Edenilson cresceram na partida, aproveitando os espaços para buscar infiltrações e apostar em transições, aproveitando as movimentações de Sobis e Guerrero.
Em uma destas ações, surgiu a falta, muito bem cobrada por Guerrero e defendida magistralmente por Fábio, mas que espalmou para dentro da área, onde Edenilson infiltrou, fazendo o único gol da partida.

inter3Wellington Silva entrou com a incumbência de utilizar dribles e velocidade nas transições, desestabilizando a defesa do Cruzeiro (Fonte: Instat / Edição: Juno Martins)

Após estar à frente no placar, o time gaúcho se colocou ainda em jogar aproveitando transições e fechamento de espaços, mas diferente de tempos atrás, não realizava jogo direto, mas utilizava toques curtos e aproximações para progredir em campo, mesmo que sem ter um jogador com maior característica de armação. Mesmo com a vantagem, Odair ainda lançou Nonato na partida, para tentar segurar mais a bola no campo adversário e Sarrafiore, para aproveitar chutes de longa distância.

Já Mano Menezes retirou Sassá e colocou Fred, buscando melhores duelos com os zagueiros colorados, Maurício para tentar melhorar a saída de bola  e Marquinhos Gabriel para melhorar a intensidade de seu time, mas pouco efeito foi causado com as alterações feitas, finalizando a partida pelo placar único.

Assim, o Internacional sai com uma ótima vantagem de Belo Horizonte, trazendo a decisão para um de seus maiores trunfos em copas: o Gigante da Beira-Rio.

@ojunomartins

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