De virada é mais gostoso – ANÁLISE TÁTICA FLAMENGO 3 x 2 BOTAFOGO

Por Guilherme Monteiro

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Neste Domingo (28), Flamengo e Botafogo se enfrentaram no Maracanã, buscando principalmente vencer e afastar as crises que se encontram suas equipes. O jogo em si foi muito equilibrado e com chances de vitória para ambos os lados e assim como todos os clássicos vence quem menos erra, hoje não foi diferente, o Flamengo errou menos e saiu vencedor.

WhatsApp Image 2019-07-29 at 13.11.35Fonte: Twitter Rodrigo Coutinho. 

Substituições: 

Flamengo: Thuler, Lucas Silva, Piris da Motta (entraram) 

Saíram: Rodrigo Caio, Gabigol e Lincoln. 

Botafogo: Lucas Campos, Lucas Barros e Victor Rangel (entraram) 

Saíram: Pimpão, Jonathan e João Paulo. 

Ambas as equipes não abriram mão de seus conceitos base, com isso o jogo foi bem aberto em diversos momentos da partida. E sendo visto por muitos o melhor jogo da rodada até o prezado momento da feitura do texto.  

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WhatsApp Image 2019-07-29 at 13.09.19 (2)Fonte: Globo-RJ, Edição: Guilherme Monteiro.

Algumas bases dos modelos de jogo de Flamengo e Botafogo. Imagem 1: Marcação por encaixes individuais e pressão intensa ao portador da bola. Imagem 2: Triangulação entre os jogadores do Flamengo. Imagem 3: Pressão ao homem da bola e encaixes na marcação. 

Na 1° parte, ambas as equipes oscilavam bastante seus rendimentos, com isso não houve uma soberania de um plano de jogo sobre o outro. O Flamengo foi quem mais teve a posse, o Botafogo como já era de se esperar, ficava em seu campo de defesa e saía em velocidade nos contra-ataques, contra-ataques que quase não foram cedidos na primeira fase do jogo, e que o Botafogo pouco soube explorar. Diego Souza era o centro das ações ofensivas do Glorioso, venceu alguns duelos físicos sobre os zagueiros do Flamengo na 1° parte. Também era o jogador do desafogo na saída de bola, buscando em vários momentos sair do meio e se encaminhar para os lados do campo. Se o Botafogo pouco se aproveitava dos contra-ataques, já na bola parada, o cenário foi um pouco diferente, com uma excelente antecipação de Cícero, o Botafogo abre o placar logo aos 13’ da etapa inicial. 

Dentre as virtudes apresentadas pelo Botafogo no jogo, a marcação forte e intensão ao portador da bola foram cruciais em diversos momentos, especialmente quando o Flamengo trabalhava a bola nas zonas centrais. o Botafogo por sua vez, congestionava o meio e controlava os espaços. Por conseguinte, forçava o Flamengo a trabalhar suas ações pelos corredores, e que quase sempre estavam muito bem marcados. O maior defeito nesses encaixes que o Botafogo realizou, foi desgastar bastante seus pontas que não conseguiam ter folêgo suficiente para marcar e acelerar no momento da transição. Com a progressão do tempo de jogo, o Botafogo cedia cada vez mais campo e espaço para o Fla, que em muitos momentos encontrava Gabigol para fazer uma ruptura de uma linha e Bruno Henrique nos duelos em 1×1 levar vantagem sobre Marcinho. Ainda sobre os corredores, Rafinha e Gerson realizavam atuações formidáveis, auxiliados por vezes de um recuo de Gabigol para realizar uma triangulação. O lateral e o meia rubro-negros desestabilizavam nos cruzamentos e na finalização de fora da área, e numa dessas jogadas, Gerson corta para o meio e finaliza no cantinho de Gatito 

Na etapa final, o Botafogo, não só se defendeu, mas também soube contra-atacar e  articular melhor suas jogadas e levar perigo ao gol rubro-negro, Cícero foi um jogador muito menos burocrático do que nas últimas partidas, e foi de suma importância, no momento de construção ofensiva, trabalhando com espaço, liderou as transições ofensivas, seja por lançamentos ou em passes em profundidade, profundidade esta que o Botafogo teve, em diversos momentos, com seus jogadores se apresentando como opções de passe e trabalhando muito bem a posse de bola não somente na zona central como era de costume. Luiz Fernando, assim como Cícero, foi muito bem, levando ampla vantagem nos duelos contra Rafinha e sendo mais um jogador agudo na partida. Mas se em fase ofensiva o processo era muito bem feito, já em fase defensiva, o Alvinegro teve uma recomposição lenta e que cedia muitos espaços ao time Rubro-Negro, mas dessa vez os espaços foram mais comuns na faixa central do campo. Muito pela queda física de João Paulo e Alex Santana, que fisicamente demonstraram-se muito abaixo dos demais. Pelo lado do Fla, a equipe mostrou-se muito bem nas transições, aproveitando-se da queda física dos meias botafoguenses e do lateral-esquerdo Jonathan que ainda precisa recuperar ritmo de jogo. Dito isto, o Fla vira o jogo após uma bela jogada pelo lado direito de seu ataque, a bola é afastada, e no rebote, Gabigol sem deixar a bola cair vira o jogo para o Flamengo.  

Diego Souza ainda continuava muito bem em campo, oferecendo-se para apoios e aberturas de espaços para seus companheiros. Numa disputa aérea uma falta é marcada para o Botafogo em cima dele (Diego Souza), que ele mesmo cobra com força e empata. 

A composição da marcação alvinegra durante o trabalho de Eduardo Barroca merece destaque, mas hoje os encaixes na marcação pecaram na 2° etapa, nos cenários em que o Flamengo organizava sua trama ofensiva, com este modo de marcação onde há melhor controle do espaço, mas que se dependendo, não é tão combativo, faz com que os atletas percorram mais metros e se desgastem mais e abram os espaços, com isto, o Flamengo sempre tinha superioridade ou igualdade numérica no setor da bola. Gerando espaços para a construção de associações e de tabelas. Cuellar, foi um jogador que não somente destruiu, mas também gerou boas jogadas com a posse, por vezes conduzia e circulava a bola, mas além disso apareceu diversas vezes ocupando espaços gerados pela descompactação defensiva do Botafogo. 

WhatsApp Image 2019-07-29 at 13.09.19Fonte: Globo-RJ, Edição: Guilherme Monteiro. 

 

Sendo assim, já fica uma introdução do que é o 3° gol rubro-negro, onde Cuellar, passa a bola sem pressão, Diego Souza, não fecha a linha de passe, Rafinha e Gerson fazem uma tabela, Rafinha ultrapassa livre de marcação e cruza para Bruno Henrique completar para o fundo do gol. 

O Flamengo ainda necessita ajustar sua transição defensiva, essencialmente dos jogadores que compõem a linha de meio campo, onde a equipe ainda erra a orientação corporal para realizar a temporização, quando deve-se encurtar o espaço, geralmente realizam a ação de cortar a profundidade e vice-versa. O Botafogo, também necessita evoluir no quesito, essencialmente quando está atrás no placar. E apesar de sair com a derrota, o Botafogo tira boas lições, mas também mostra evolução na realização de sua trama ofensiva. 

@Guizaomb19

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