Não tá morto quem peleia: ANÁLISE TÁTICA – Nacional-URU 0x1 INTERNACIONAL

inter1Marcação por encaixes individuais do Nacional, dificultava progressão do Inter e retirava todo o espaço para trabalhar a bola na entrelinha. (Fonte: Instat/Edição: Juno Martins)

O mesmo ocorria com a equipe do Nacional, com Patrick e Edenilson sem espaços pra transitar e carregar a equipe à frente. Os dois meias/volantes, faziam ótima partida nos dois lados do campo, sendo imprescindíveis no auxílio a marcação, junto à Lindoso, que tinha certas dificuldades em conter as movimentações de Lorenzetti, que conquistou alguns lances importantes, encontrando companheiros nas laterais, principalmente Matias Zunino. Zunino que imprimia muita velocidade em suas ações ofensivas, contando com péssima primeira etapa dos laterais colorados, que obrigava Nico, D’ale e Patrick, jogadores que auxiliavam na recomposição dos corredores, a se manterem mais próximos a primeira linha defensiva e pouco produzirem no ataque. Mesmo com essa facilidade de aproveitar os corredores, o Nacional sentia dificuldades de encontrar Bergessio na área, que era facilmente desarmado por Rodrigo Moledo em mais uma grande partida, lendo muito bem os movimentos do centroavante, para intercepta-lo e retirar todo o espaço em sua zona de ação.

inter2Inter tentava dificultar progressão do Nacional, fazendo ótima transição defensiva e gerando superioridade numérica no setor da bola, além de realizar boa marcação individual. (Fonte: Instat/Edição: Juno Martins)

Mesmo que as duas equipes tenham conquistado poucas mas ótimas chances de gol, levando perigo aos goleiros, o que decidiu a partida foram as mudanças realizadas por ambos os técnicos.

Sentindo-se confortável com o resultado, Álvaro Gutierrez retraiu suas linhas defensivas, levou a campo jogadores pra fazerem melhor recomposição e apostar cada vez mais em saídas de contra-ataque. Isso dificultou ainda mais o controle de bola do Inter, que vou seus principais jogadores de meio se desgastarem em campo, fazendo o time baixar o ritmo imposto na primeira etapa.

Lendo bem a partida Odair rebateu com algumas alterações pouco costumeiras de sua parte, apostando na ousadia pra vencer o jogo, mesmo que a postura da equipe ainda fosse de ter maior preocupação defensiva. Ele levou a campo Sobis no lugar de Nico, pra aproveitar melhor jogadas entrelinha, Nonato pra melhorar a saída de bola e ter melhor construção na base, além de ter um jogador com pulmão e que gosta de se movimentar pra progredir o time em campo e aqui a substituição que mudou o jogo: Wellington Silva.

inter3Momento do gol colorado, W. Silva aproveita espaço aberto por Patrick, pra conduzir para o centro e encontrar Guerrero dentro da área. Sobis e Nonato já chegando como opções, logo atrás. (Fonte: Instat/Edição: Juno Martins)

O ponta entrou no jogo com uma função específica de buscar progressões em velocidade, com seus primos dribles e em um destes lances, recebeu ótima bola de Patrick já em progressão, realizou boa condução , encontrou Guerrero bem posicionado as costas da linha defensiva (contou com a sorte, em erro do marcador) e o camisa 9 estufo as redes, entregando a vitória ao time colorado, aos quarenta e cinco da segunda etapa.

Excelente resultado, apesar da partida abaixo e todas as dificuldades muito próximas a outros jogos fora de casa que o Inter realizou. Agora a decisão é no Beira-Rio, mas de uma forma confortável com o gol feito fora de casa.

@ojunomartins

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