Minimíssel Aleatório – ANÁLISE TÁTICA BOTAFOGO 0 x 1 SANTOS

Por Guilherme Monteiro e Rodrigo Costa

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Neste Domingo (21) Botafogo e Santos se enfrentaram no Nilton Santos, com objetivos claros, vencerem e se juntarem cada vez mais ao líder Palmeiras. Contudo, o que foi visto foi um Santos muito mais equilibrado e que soube no momento adverso lidar melhor com o problema (a expulsão de Lucas Veríssimo) e com um golaço de Marinho saiu do Rio de Janeiro com os 3 pontos e igualado em pontos com o líder Palmeiras.

WhatsApp Image 2019-07-22 at 09.42.45Twitter: Rodrigo Coutinho.

Substituições – Botafogo, Saíram: Alex Santana, Luiz Fernando e Diego Souza.

Entraram: Victor Rangel, Pimpão e Jonathan.

Substituições – Santos, Saíram: Uribe, Jean Mota, Sasha.

Entraram: Marinho, Victor Ferraz e Felipe Jonathan.

Como já era de se esperar, o Botafogo se portou de forma mais reativa durante boa parte do jogo, mas em nenhum momento abdicou de atacar e de executar algumas ideias do seu modelo, como: pressão intensa ao homem da bola, saída de 3, etc.

WhatsApp Image 2019-07-22 at 09.42.52Fonte: Premiere. Edição: Guilherme Monteiro.

Apesar de Eduardo Barroca negar, claramente sua equipe realiza saída de 3 e até a moda lavolpiana.

A equipe de Eduardo Barroca começou de forma diferente do habitual, com Diego Souza atuando mais recuado e sendo o principal articulador da equipe alvinegra- repetindo o 2° tempo contra o Cruzeiro- a ideia persistiu até os 25 minutos da 1° etapa, período este em que o Botafogo viveu seu melhor momento na partida, aproveitando-se da troca de passes lenta que o Santos tinha naquela fase, a equipe alvinegra conseguia encaixar bem a marcação e sair em velocidade, buscando encontrar Erik e Luiz Fernando livres. Alex Santana e João Paulo lideravam a equipe em campo ofensivo, o primeiro por meio das conduções e velocidade imprimida nas transições. Já João Paulo por meio de lançamentos que buscavam alcançar Diego Souza ou inversões que visavam homens livres no lado oposto ao setor da bola, com isto encontrava Erik e Luiz Fernando em boas condições para acelerar. Os laterais também tiveram grande peso ofensivo, Marcinho buscando cair por dentro e liberar o corredor para Erik e pelo lado esquerdo Gilson atacava o corredor e realizava os cruzamentos.

WhatsApp Image 2019-07-22 at 09.43.00Fonte: Premiere. Edição: Guilherme Monteiro. Alex Santana liderando o alvinegro carioca com suas conduções.
WhatsApp Image 2019-07-22 at 09.43.06Fonte: Premiere. Edição: Guilherme Monteiro. Marcinho aparecendo mais por dentro e em posição de arremate de fora da área.

Essas aparentes evoluções do Botafogo entraram em recessão, a partir do 30’ da 1° etapa, onde o Santos já ganhava campo e espaço, essencialmente pelos lados do campo, com Sasha e Soteldo com muito espaço e explorando os duelos em 1×1.

WhatsApp Image 2019-07-22 at 09.43.12Fonte: Premiere. Edição: Rodrigo Costa.

Defensivamente, o Santos já conseguia encaixar melhor sua marcação em bloco alto (quando o time adiantava suas linhas para pressionar a saída botafoguense), no seu tradicional 4-3-3. E foi notório a dificuldade do Botafogo em sair de trás e usando o chutão como artifício para sair de forma momentânea da pressão.

WhatsApp Image 2019-07-22 at 09.43.22Fonte: Premiere. Edição: Rodrigo Costa.

O Santos concluiu mais ao final da 1° etapa e foi mais perigoso e posicionou sua equipe no já conhecido 2-3-5 da equipe com a bola, com bastante trocas de movimentações entre seus jogadores, essencialmente laterais e pontas, que variavam movimentos de internos (em direção ao centro, com o facão) e externos (em sentido mais lateral). Esse crescimento também se deve a uma melhor leitura no sentido de posicionamento, com Sanchez aparecendo aberto como opção para o 1×1 e Jorge ocupando a entrelinha e se oferecendo para associações com Soteldo.

WhatsApp Image 2019-07-22 at 09.43.29Fonte: Premiere. Edição: Rodrigo Costa.

O Botafogo conseguiu assustar os santistas com chutes de fora da área e bolas paradas, com Alex Santana sendo o principal arrematador da equipe.

WhatsApp Image 2019-07-22 at 09.43.36Alex Santana se preparando para o arremate de fora da área.

Scouts da 1° parte:

WhatsApp Image 2019-07-22 at 09.43.42Via: Sofascore.

O início do 2° tempo ganhou contornos de dramaticidade para os santistas com a expulsão de Lucas Veríssimo logo aos 4’ da etapa final. Com esta inferioridade numérica, a equipe do Santos mudou a sua estratégia e buscou fechar-se com 2 linhas de 4 e apostar nas transições, em meio ao teórico caos causado por uma expulsão, Jorge Sampaoli queimou duas substituições, colocando Marinho no lugar do apagado Uribe e também Victor Ferraz na vaga de Jean Mota. Com uma postura mais reativa do Peixe, o Botafogo viu-se na obrigação de propor mais e foi nesta condição onde ficaram mais evidentes as dificuldades alvinegras desde o início do trabalho de Eduardo Barroca, sem Diego Souza no meio campo- aparentemente sem motivo tático, coisa envolvendo a comunicação entre os atletas- e coordenando as ações ofensivas botafoguenses, o Botafogo retornou a mesmice de passes laterais e sem profundidade alguma. Com isso, foi cômodo ao Peixe fechar bem os espaços e apostar nas transições. A partir desta proposta cresceu a imagem de Marinho, um jogador que apresenta algumas limitações técnicas, mas que em cenários transicionais tem uma valia interessante. Com ele, o Santos teve velocidade e foi fatal. Em sua primeira subida, forçou a expulsão de Gilson e na cobrança de falta obrigou o excelente Gatito Fernandez a fazer uma grande defesa. Na segunda não houve chance para Gatito, com uma jogada na diagonal, Marinho limpa bem a marcação e finaliza e com seu minimíssel estufa a rede carioca e faz a festa santista no setor sul do estádio Nilton Santos.

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O Botafogo buscou chegar ao empate de forma desesperada, abusando de muitos cruzamentos (e quase todos foram nas mãos de Everson) para chegar ao gol. Nesta etapa do jogo o aspecto psicológico pesava em alguns atletas, principalmente o lateral Marcinho que após o gol, quase tudo que tentava errava.

WhatsApp Image 2019-07-22 at 09.43.54Fonte: Premiere. Edição: Guilherme Monteiro. Um dos poucos espaços que o Santos cedeu na entrelinha e que o Botafogo não soube aproveitar com mais um cruzamento errado de Marcinho (portador da bola).

O Santos, por sua vez foi muito displicente nas transições e errava diversas vezes, seja na tomada de decisão ou na conclusão – foram ao menos 5 chances perdidas.

Scouts Finais:

WhatsApp Image 2019-07-22 at 09.44.00Via: Sofascore.

Não deve-se tratar esta derrota para o Santos como terra arrasada, mas é importante o técnico Eduardo Barroca revisar algumas opções técnicas na escalação e seleção de atletas em substituições, mas também em relação a algumas características de seu modelo, alguns jogadores claramente não se adequam a este modelo de intensidade, circulação e controle de jogo por meio da posse e ocupação de espaços. Ao Santos, ratifica a seus torcedores, que seu time não conta somente com 11 atletas em campo, mas que seus suplentes ainda podem contribuir muito e ajudar a equipe em qualquer cenário que o jogo pode apresentar adversidade.

@Costa_rodrigo95 e @Guizaomb19

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