Balanço tático brasileirão – PARTE 2

Por Alif Oliveira

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O campeonato brasileiro até a sua parada para a Copa América nos revelou um nível técnico e tático muito bom para o que foi demonstrado em campeonato anteriores. Sendo assim, resolvemos revelar alguns padrões das equipes até aqui e de o que podemos esperar delas, depois de um longo período de pausa que pode ser benéfico para alguns e “desfavorável” para outros. Mas no sentido geral, a pausa foi benéfica para todos os times, até para realizar e corrigir alguns mecanismos que as equipes haviam realizados.

São Paulo de Cuca

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O início do ano contava com uma empolgação maior da torcida tricolor, muito da campanha feita no campeonato nacional de 2018, chegando a ser líder por muitas rodadas, mas caindo de desempenho muito por não ter um elenco tão numeroso e qualificado como deveria ser.A chegada de reforços de grande qualidade e potencial no Paulistão, aumentou ainda mais a expectativa da torcida, mas o primeiro semestre não foi o esperado pela torcida, contando com três treinadores, entre eles, André Jardine, Vagner Mancini (período breve) e Cuca. Nos comandos do primeiro e do último, a equipe demonstrou os mesmos problemas que se repetiam ainda no comando do agora treinador da Seleção Brasileira Sub-20,com lentidão na saída de bola e no mecanismo do meio de campo com Hudson, Jucilei e Hernanes ainda com problemas físicos, que logo afetava o time. O poder de criação era afetado pela fisicalidade e solidez defensiva, que era necessária. Com Cuca, a plataforma realizada em 4-2-3-1 com uma marcação realizada em encaixes individuais e a entrada de meninos da baseapresentou uma pequena melhora no time, principalmente com Antony pelo lado direito, sendo associativo com o time e tendo o poder de condução, drible e velocidade, sendo um dos destaques do time. Por Hernanes não estar em sua grande forma física, o time tinha dificuldades para criar e articular jogadas de grande perigo, e com a chegada de Alexandre Pato isso de certa forma, teve melhora neste aspecto. A falta de um jogador fixo na área para poder segurar a linha de defesa adversária, fez Cuca ser prejudicado naquilo que ele tem como modelo e proposta de jogo. Em seus grandes trabalhos, o treinador sempre teve essa referência para segurar a bola fazendo um pivô, oferecendo profundidade para os companheiros, e Alexandre Pato nunca foi este homem, sempre sendo um jogador mais móvel e de liberdade para executar seus movimentos técnicos.

Nesta pausa de Copa América, penso que um dos clubes que mais se beneficiou e aproveitou foi o Tricolor Paulista, pois se fechou no CT de excelência de Cotia, unindo seus jogadores, e ainda tendo a oportunidade de recuperar jogadores. Pablo e Hernanes aprimoraram sua forma física, assim como Tchê Tchê e Pato que chegaram e estavam grande período sem jogar. Cria-se novamente uma expectativa para que esse time renda depois desta pausa, com o aprimoramento físico de atletas importantes e chegada de reforços pontuais para posições carentes.

Vídeo para forma didática do leitor:

Corinthians de Fábio Carille

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O Corinthians sempre teve características de ser um time reativo e que gosta de aproveitar os espaços deixados na defesa adversária no contra-ataque.E na volta de Carille da Arábia Saudita, conhecido por formar linhas defensivas muitos sólidas, teve o grande objetivo de fazer com o time alvinegro elaborasse jogadas ofensivas com maior qualidade e efetividade. Ainda jogando na mesma plataforma de 4-1-4-1 e com uma marcação zonal, o time ainda deixa brechas na defesa, mas ainda se defende muito bem e de uma forma compacta anulando a entrelinha do adversário sempre que pode. Cássio e Fagner são os grandes destaques da linha de defesa, com o primeiro demonstrando grande qualidade e segurança debaixo das metas com seus 1,96 de altura, e o segundo com sua solidez no seu setor, defendendo muito bem e tendo grande destaque na parte ofensiva. Júnior Urso é outro que teve grande destaque neste primeiro semestre, sendo um jogador de área a área, e finalizando de média longa distância.

Em construção ofensiva, no início do ano a ideia era que a equipe ficasse com boa parte da posse de bola e com toques curtos chegando em velocidade na área, mas foi visto um time com bastante dificuldade para avançar em terreno rival.E com a entrada de pontas agudos como Clayson e Pedrinho e um cara articulador como Sornoza, fez com que a equipe ganhasse verticalidade e sobretudo, movimentação com o equatoriano pegando a bola desde a base. Como falado, Fagner é peça fundamental na parte ofensiva muito por Pedrinho ir por dentro abrindo o corredor, tanto para o lateral quanto para Júnior Urso, entrando por ali. Um fato para que isso decaísse foi a indefinição da função de Vagner Love, o mecanismo de tentar encaixar no time Jadson com Sornoza, e as lesões que fizeram voltar aquela equipe que vinha com dificuldade na circulação de bola e progresso na área do adversário. Sem Fagner, a equipe de Carille perde sua principal arma em manter a posse no campo de ataque e sua em sua saída de bola, tornando o mesmo time previsível.

A pausa para a Copa América foi bem vista pela comissão técnica, mas pelo o que o time apresentou em amistosos, ainda existem mecanismos para serem corrigidos, principalmente na parte defensiva. Gil, é uma contratação pontual para o clube, pois tem muita qualidade em seus refinos técnicos, sendo uma peça fundamental para arrumar a ainda desarrumada linha defensiva, além de contar com as voltas de Fagner e Cássio, campeões da Copa América pela Seleção Brasileira. A ver de como a equipe de Fábio Carille voltará depois desta pausa que poderia ter sido melhor aproveitado pelo o elenco e comissão técnica.

Grêmio de Renato Gaúcho

WhatsApp Image 2019-07-13 at 11.26.45Foto: Lucas Uebel.

O Grêmio manteve sua base no 4-2-3-1, mas encontrou muitas dificuldades para estabelecer (ou reestabelecer) este modelo utilizado a muito tempo por Renato e sua comissão, muito pelos inúmeras lesões e desfalques que o elenco enfrenta. O time diminuiu a movimentação nesta plataforma pois Jean Pyerre é mais um jogador que fica com a bola grudada no pé, enquanto Luan era de mais movimentação, e sendo uma equipe que ataca em “posicional”, mas de certa forma muito móvel. Uma mudança relativa era os laterais ficarem espetados em amplitude, mas hoje, só Cortez fica mais espetado com Leo Gomes indo mais por dentro. O Grêmio de Renato marca por encaixes individuais, com um balanço defensivo ainda ruim, mas que não compromete muito. Os adversários tem facilidade pelo lado esquerdo onde Leo Gomes defende, pois o defensor dá muito espaço para atacantes rivais explorarem por ali e buscarem a linha de fundo. Jean Pyerre é considerado um jogador de potencial e que pode ainda ser de grande nível, pois tem um passe absurdo quebrando linhas adversárias, sabe se associar muito bem com os atacantes sobretudo oferecendo volume ofensivo, mas não rendendo tanto quando está sobre as linhas de defesa, rende mais vindo de frente do que quando está de costas para o gol. A equipe gaúcha até já jogou com esse “10” mais clássico nos tempos de Douglas, mas aí Luan se movimentava na entrelinha sendo o falso 9. Renato ainda vive com a indefinição dos volantes e do ponta pela direita, pois Michel e Alisson são jogadores que costumam estar frequentemente lesionados.

Acredita-se pela maioria dos torcedores do Grêmio que esta pausa foi essencial para que a equipe arrumasse os mecanismos que vinha desempenhando, além de recuperar jogadores como Luan e Tardelli, principalmente o primeiro, grande ídolo da torcida. Recuperando estes dois jogadores, seriam considerados duas “contratações” para o segundo semestre, podendo dar ainda, esperança para um rendimento melhor da equipe gremista.

Athletico de Tiago Nunes

WhatsApp Image 2019-07-13 at 11.26.51Foto: Geraldo Bubniak.

Tiago Nunes vem fazendo um trabalho irretocável a frente da equipe do Athletico Paranaense, coroado com o título da Copa Sul-americana 2018, e terminando em 6° lugar no Campeonato Nacional. Tá, mas como é feito os mecanismos da equipe neste ano e neste início de campeonato? Explicaremos logo a seguir. A equipe do treinador gaúcho é bem flexível alternando várias plataformas durante a partida, mas primeiro vamos a fase sem a bola e como ela se comporta. Sem a bola, a equipe varia do 4-4-2 para pressionar o rival em bloco alto, e 4-1-4-1 mais compacto em bloco mais baixo para quando o adversário está com a bola invadindo a zona de defesarealizando uma marcação por zona com certos encaixes. Com a posse em seu domínio, a equipe utiliza o 3-4-3, mas com uma mudança, pois Camacho era o terceiro homem no ano passado e até este início de ano para qualificar a saída de bola, com a função sendo agora, designada a Wellington. Esta saída é justamente feita para gerar superioridade numérica e progredir em terreno rival tendo a posse, com os laterais ficando espetados abrindo o campo. Bruno Guimarães é o destaque no meio de campo rubro-negro, pois é um jogador construtor que tem habilidade tremenda, seus refinos técnicos são de um jogador no mais alto nível, além de ter uma visão de jogo absurda ativando seus companheiros. A equipe pratica um ataque posicional, mas com certa liberdade,com os pontas Rony e Nikão alternando muito com os laterais, pois quando os laterais estão espetados, os pontas entram mais por dentro, assim vice-versa, realizando triangulações gerando vantagem numérica nos corredores. Se Pablo era um jogador que se associava mais com seus companheiros dando apoio, proporcionando mais espaço para companheiros vindo na diagonal e tocava mais na bola, não se pode dizer o mesmo de Marco Ruben, que é um jogador que gera profundidade para o time, toca menos na bola e  mas tem uma característica muito forte de atacar o espaço, tendo uma média alta de gols desde Rosário Central. (*Léo Pereira é um jogador de extremo talento e muito importante na saída de bola também, pois com seu passe qualificado, ele cria conexões principalmente com lateral/ponta pelo lado esquerdo tendo espaço para atacar*)

Nos contra-ataques, os comandados de Tiago Nunes buscam ser altamente vertical e com o máximo de velocidade possível pegando o adversário em inferioridade numérica, e nisso o papel de Rony é extremamente importante, pois este jogador tem características de drible, busca pela linha de fundo na jogada de 1vs1.

O Athletico mesmo perdendo um jogador importante como Renan Lodi nesta parada, que tinha papel importante pelo lado esquerdo e sendo o melhor lateral do Brasil, não abandona sua proposta e seu modelo enfrentando times com elencos mais qualificados, e isso tem dedo da comissão técnica que sabe administrar muito bem o elenco. A esperança do torcedor é de ver um time realizando novamente uma campanha muito boa no campeonato nacional e beliscando uma vaga na Libertadores 2020, e que pelo que vem apresentado é possível realizar isso.

Goiás de Claudinei Oliveira

WhatsApp Image 2019-07-13 at 11.26.58Foto: Rosiron Rodrigues.

Pode considerar a equipe do Goiás um grande destaque neste início de Brasileiro, são poucas rodadas, é verdade, mas podemos ver coisas que provam que o trabalho de Claudinei Oliveira merece um olhar especial por parte de você, leitor. A plataforma utilizada pelo técnico é de 4-2-3-1, sendo uma equipe muito vertical e que constrói muito rapidamente as jogadas, ou seja, gosta de ter a bola para ter efetividade no ataque. A mobilidade do tridente ofensivo composto Barcia, Michael e Kayke é o grande ponto da equipe neste início de competição, principalmente por parte do segundo, por demonstrar grande talento e habilidade e gerando gols para sua equipe. Os meios campistas Léo Sena e Giovanni Augusto demonstram grande qualidade, logo sendo chave para a equipe, conectando outros setores. O time goiano ainda tem grande oscilação durante a competição e no ano, o que é normal para uma equipe que vem de uma divisão inferior do que a Série A. Além disso, demonstra grande dificuldades contra equipes retraídas, ou seja, aquelas equipes que anulam a profundidade dos atacantes. Em fase defensiva, o time marca na plataforma de 4-4-2 realizando uma marcação zonal, mas o fato relativo da equipe é que a transição feita pela defesa ainda é muito ruim, sendo um ponto a ser corrigido por Claudinei.

O Goiás ainda precisa suprir a lacuna na lateral direita já que Daniel Guedes foi pego por doping ainda antes da pausa para a Copa América, fazendo a comissão técnica mexer em alguns mecanismos realizados antes da parada. Ficaremos de olho no esmeraldino, que pode ser uma surpresa boa neste campeonato lutando para garantir a vaga na Série A em 2020 e uma vaga em alguma competição continental.

Fortaleza de Rogério Ceni

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A equipe do Fortaleza fez uma grande campanha na Série B, o coroando com o título, logo dando acesso para a primeira divisão do campeonato nacional neste ano. Mas a equipe mudou alguma coisa nos seus mecanismos? Explicaremos logo a seguir, para o leitor ter a didática do Leão do Pici.

A equipe vem fazendo uma campanha de oscilação até o momento, ocupando a vigésima quarta colocação no campeonato. Ceni é um treinador muito flexível e que tendo peças para mudar o esquema durante a partida, ele muda. O treinador sempre gostou da plataforma de 4-2-3-1, principalmente tendo a posse de bola, com dois pontas agudos e um centroavante mais fixo dentro da área oferecendo profundidade a equipe, mas agora utiliza também o 4-4-2 com um atacante mais fixo e outro com certa mobilidade. Sem a bola, a equipe utiliza 4-1-4-1 com um volante sobre as linhas e marcando em zona. Com a bola, existe momentos em que o time ainda se torna previsível, só que com a dupla Juninho e Felipe isso muda um pouco graças ao bom passe e capacidade da dupla de quebrar a linha de defesa rival, sendo muitas das chances criadas saindo de passes/lançamentos dos dois, seja buscando os pontas em condições de gol ou passagem em profundidade dos dois laterais.

O elenco do Fortaleza é muito versátil, mas o treinador nunca busca colocar dois jogadores considerados “fixos” de área até para ter uma movimentação intensa dos atacantes com esse mais de mobilidade baixando campo afim de articular e puxar zagueiros para si. A comissão técnica tem buscado deixar o elenco menos previsível e mecanizado, e mais versátil e efetivo, até para buscar a permanência na Série A.

Nesta pausa, Ceni deve ter corrigido mecanismos que ele considerava ideal para equipe neste início de campeonato, e também buscando um camisa 10 no mercado, deixando o time mais imprevisível para com seus adversários.

Vasco de Luxemburgo

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A equipe vascaína é uma das incógnitas do campeonato nacional, pois tem um elenco menos qualificado que seus adversários, mas que busca assegurar a permanência sob o comando do experiente Vanderlei Luxemburgo. A comissão técnica vem realizando mudanças relativas e dando evolução necessária para o time, marcando na plataforma de 4-1-4-1 sem a bola, em bloco médio e com seus jogadores marcando sobre encaixes individuais. Nesta aplicação tática do treinador, é destacado a função dos pontas Marrony e Rossi que dão apoio aos laterais marcando intensivamente, o que até prejudica um pouco quando estão com a bola sob seus domínios. O volante Raul tem papel importante no equilíbrio entre defesa e meio campo, sendo o responsável pela saída de 3 (adjunto dos zagueiros), e nesta saída os laterais entram por dentro com o volante tendo a missão de qualificar a construção de jogo, com Andrey e Marcos Junior recuando dando apoio. Nesta fase de construção, a equipe também busca atacar na mesma plataforma que se defende ou alternando também para o 3-4-3 como na última parte antes da pausa, com os laterais espetados abertos, os extremos dando a profundidade por dentro, com ataques rápidos e poucas trocas de passe e atacando principalmente os corredores adversários, oferecendo cruzamentos para jogadores pisando em área. A comissão vem ainda, tentando organizar estas duas fases do jogo vascaína, principalmente falando a zona defensiva, dando maior compactação das linhas, fechando os corredores e diminuindo as ações ofensivas rivais.

Esta pausa era mais que necessária para que a comissão técnica de Vanderlei arrumasse os mecanismos conforme sua cara, e que poderemos ver se o elenco e o time já estão com o modelo de jogo preferido de seu treinador. A equipe ainda tem dificuldades para propor um jogo quando seu adversário fecha o espaço, fato para o comandante criar alternativas dentro do contexto do jogo.

Fluminense de Fernando Diniz

WhatsApp Image 2019-07-13 at 11.27.17Foto: Lucas Merçon.

Fernando Diniz desde que surgiu ainda no Audax, sempre teve a ideia de um jogo propositivo e baseado na posse de bola, e o seu Fluminense não é diferente por desta vez. Vivendo com uma condição financeira bem abaixo do que o rival Flamengo, Diniz vai tentando superar os obstáculos com o material humano. A equipe das Laranjeiras nada mais é a repetição da ideia que o treinador tentou implementar no Audax e Athletico Paranaense, com uma saída com 3 homens, e nisso o goleiro tem papel importante com os pés, ocorrendo até falhas durante jogos, por alguns jogadores ainda terem certa dificuldade. Ofensivamente, a equipe promove muita intensidade e circulação com a bola, sempre dando o valor a movimentação e ocupação do espaço, buscando apoios curtos dando a importância a individualidade do atleta na zona de ataque. Ganso é o homem cerebral do time e que busca a bola desde a base para ter noção do campo todo, pois se fica de costas nas entrelinhas da defesa, seu jogo é prejudicado. Nisso, a plataforma de Diniz varia do 4-3-3 para o 4-2-3-1, com Pedro sendo o homem fixo dando profundidade para o time. Allan também tem papel fundamental nesta parte de construção junto a Ganso, pois tem um primeiro passe muito qualificado. Diniz dá muito liberdade aos pontas buscarem a velocidade e a jogada no 1vs1, assim como os laterais abertos atacando nos corredores.Em fase defensiva, o Tricolor busca marcar em zona e na plataforma de 4-1-4-1 compactando suas linhas para deixar pouco espaço, e nisso os pontas são muito importantes para fechar a segunda linha de marcação deixando Pedro a frente.

Este mês de pausa para a Copa América foi benéfica para a comissão técnica de Fernando Diniz para entrosar o time na maneira que o treinador deseja, mesmo não ganhando tantos reforços, o treinador tem tudo para superar os obstáculos e fazer um bom campeonato neste segundo semestre.

Cruzeiro de Mano Menezes

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O Cruzeiro iniciou a temporada ganhando a maioria de suas partidas e sendo invicto na Libertadores, com partidas sólidas e o ataque fazendo gols acima do padrão “Mano” de ser. Fábio sendo regular como sempre, Fred entre os artilheiros, Robinho, Henrique, e isso desmoronou em quase três meses depois. A equipe neste início da competição vem ocupando o Z-4 com as falhas ficando em evidência descomunal, escancarando problemas físicos e técnicos de alguns jogadores. Em fase defensiva, a equipe marca em zona na plataforma de 4-4-2 com muita compactação nas suas linhas anulando qualquer tipo de espaço para o adversário. Já na parte ofensiva, destaca-se o 4-2-3-1 com a trinca de meias com Robinho, Thiago Neves/Rodriguinho e Pedro Rocha/Marquinhos Gabriel municiando Fred. Falando no centroavante, é um dos primordiais hoje gerando pivô e espaço para os companheiros, e mesmo com a idade que hoje possui, ainda tem uma média alta de gols. O Cruzeiro de Mano usa da sua reatividade para sair no contra-ataque em velocidade procurando ser efetivo lá na frente, mas o início de campeonato mostra que o time ainda é previsível mostrando falta de repertório de jogadas, com a pausa para a Copa América caindo dos céus para o treinador arrumar os mecanismos da sua equipe.

O Cruzeiro tem um dos melhores elencos do Brasil, e para a volta do Brasileirão é necessário que a comissão técnica arrume outras maneiras do time se comportar em campo, principalmente quando tem a bola em seus domínios, já que em parte defensiva, o treinador sabe criar linha sustentada como ninguém, mesmo levando muitos gols nesta temporada. Mano Menezes está a quase 4 anos a frente do comando cruzeirense, e sua equipe sempre fez campanhas muito sólidas, mas só que agora é necessária uma renovação na forma do time jogar criando um repertório ofensivo maior. A pausa pode ter sido benéfica demais para os cruzeirenses.

@Alif_OR14

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