Balanço Tático do Brasileirão – PARTE 1

Por Alif Oliveira 

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O Campeonato Brasileiro até sua parada para a Copa América nos revelou um nível técnico e tático muito bom para o que foi demonstrado em campeonatos anteriores. Sendo assim, resolvemos revelar alguns padrões das equipes até aqui e de o que podemos esperar delas, depois de um longo período de pausa que pode ser benéfico para alguns e “desfavorável” para outros. Mas no sentido geral, a pausa foi benéfica para todos os times, até para realizar e corrigir alguns mecanismos que as equipes haviam realizando.

Palmeiras de Luiz Felipe Scolari

WhatsApp Image 2019-07-10 at 18.47.10(Foto: Jorge Adorno/)

O Palmeiras manteve a sua base campeã de 2018 e com isso realizando a mesma plataforma de 4-2-3-1, mas criando mecanismos novos de acordo com o contexto da partida. A equipe de Scolari é uma equipe reativa e muito direta, mas acima de tudo, muito vertical. A marcação do atual líder é realizada na maioria de suas vezes em bloco médio-baixo e com encaixes individuais (cada um no seu) e muita pressão no homem da bola, com o fato de também ter sempre jogadores agrupados em determinado setor do campo gerando superioridade numérica contra seus rivais. A equipe ataca em 4-2-3-1e se defende em 4-4-2/4-1-4-1, tendo Deyverson um papel importante nas ligações diretas ao ataque, sendo um jogador com suas limitações, mas imprescindível para o time. Felipe Melo é fundamental para morder e pressionar o homem da bola assim como para fazer lançamentos longos acionando tanto o centroavante no jogo direto, quanto os pontas.Além do destacável Gustavo Gómez que é atualmente o melhor defensor do campeonato, sendo um líder para seus companheiros e seu senso de cobertura, sustentando a linha defensiva e tendo um tempo de bola fenomenal, e também como não falar em Dudu, que é um das peças que fazem o mecanismo ofensivo da equipe, sendo associativo, tendo grande capacidade de drible e velocidade para chegar eassociar com seus companheiros para deixá-los em boas condições de finalização.

Não é esperado muitas mudanças no mecanismo da equipe de Scolari para este segundo semestre e volta de campeonato, mas com o reforço de Ramires, a equipe pode ganhar um acréscimo importante no seu meio de campo. Em seu antigo clube, estava atuando bastante como primeiro homem de meio-campo, e pensando na plataforma de Scolari, Ramires pode exercer tanto a função de Felipe Melo quanto a de Bruno Henrique de um homem mais de chegada e de pisada na área.

A equipe de Luiz Felipe Scolari é uma equipe obediente taticamente falando, e isso é grande mérito do treinador, sendo um dos francos favoritos ao bicampeonato nacional.

Santos de Jorge Sampaoli

WhatsApp Image 2019-07-10 at 18.47.16(Foto:SergioBarzagui/GazetaEsportiva)

Protagonismo é o nome para falar sobre o Santos de Jorge Sampaoli, que vem até aqui, sendo uma surpresa no Campeonato Brasileiro ocupando a vice colocação. Sampaoli tem como modelo para sua equipe, um jogo em que seu time é dono da bola e das ações ofensivas, tendo o domínio completo sobre seus rivais. Em sentido tático, o Santos tem cumprido o que pede seu treinador, por ser um time bastante flexível não tem uma plataforma definida, tendo esquemas conforme vai ocorrendo os mecanismos das partidas. Quando perde a bola a ordem é pressionar o rival com intensidade para recuperar a bola perto do gol adversário e na maior velocidade possível, e fazendo a marcação por encaixes individuais. O Santos pratica uma saída de 3para eliminar rivais com a bola no chão e progredir no terreno de jogo, e essa função de terceiro homem era realizada por Alisson/Pituca junto aos zagueirospara a bola chegar com qualidade ao setor de ataque. Assim, a equipe vai progredindo no terreno sempre com triangulações para justamente ter superioridade numérica sobre seus rivais. Os laterais Victor Ferraz e Jorge jogam muito por dentro para construir jogadas pelo meio e associar com seus companheiros, e também abrem o campo quando estão na zona de ataque. Soteldo/Rodrygo e Derlis Gonzales/Marinho também tinham o papel de ficar abertos nas pontas para alargar a defesa adversária e assim permitir que os meias entrem no espaço para finalizar. Uribe chegou para dar profundidade maior para o time, pois Eduardo Sasha tinha esse papel, mas por não ser esse jogador que fica fixo na área, era necessário um centroavante.

O Santos deve continuar com sua mesma proposta ofensiva, buscando o domínio sobre seu adversário, mas com algumas mudanças na forma de se defender. A pausa para a Copa América foi importante para Sampaoli potencializar os jogadores de frente, e logo também arrumar o mecanismo da transição defensiva (volta dos jogadores defensivos para seu campo). Por atacar com muitos jogadores, a defesa fica em inferioridade numérica sobre seu adversário, deixando espaços para o contra-ataque, sendo um fator para ser corrigido pelo seu treinador.

O Santos por ter só este campeonato para disputar, tem uma grande chance de ficar entre os primeiros colocados, potencializando ainda mais seu modelo de jogo pelo o período de treinamentos que terá até o final da competição.

(Texto para a ajuda didática do leitor/ https://mwfutebol.com.br/2019/07/03/o-santos-vem-forte-para-a-sequencia-da-temporada/)

Flamengo de Abel Braga/Jorge Jesus

WhatsApp Image 2019-07-10 at 18.47.23(Foto:Alexandre Vidal/Flamengo)

O Flamengo certamente é um time que se pode ver grandes mudanças deste primeiro semestre para o segundo, até em sua forma de jogo e dos mecanismos realizados pela equipe. No primeiro semestre, Abel Braga era até então, o treinador do clube de Regatas, saindo ainda, um pouco antes da pausa para a Copa América. No aspecto tático, o time de Abel deixava muito espaço em sua fase defensiva, sendo sobretudo descompacto e tendo uma plataforma realizada no 4-1-4-1 com Cuéllar sendo o homem de marcação, em vista que William Arão e Diego pouco ajudavam na parte defensiva da equipe. Por isso, o time sofria muitos golscom o fato também de não pressionar o portador da bola, deixando seus adversários com a bola com a proposta de reagir e agredir no contra-ataque com os homens de frente. Em fase ofensiva, o Flamengo buscava ser muito vertical, necessitando de Everton Ribeiro cortando de fora para dentro para se associar com os companheiros e coloca-los em condições de finalização. O 4-4-2 em fase ofensiva contava com Arrascaeta e Everton Ribeiro nas pontas com Bruno Henrique e Gabriel gerando profundidade para a equipe, mesmo assim, o time não apresentava grande repertório de jogadas para o elenco que tem.

Para esta nova empreitada de segundo semestre e volta de campeonato, o time apresenta algumas mudanças relativas quanto ao time do até então, antigo técnico. Jorge Jesus é um treinador já conhecido pela Europa, e por parte de brasileiros que acompanham o futebol europeu, pensando nisso poderemos ver um Flamengo com muita intensidade e mordendo o seu adversário a todo tempo. Os times de Jorge Jesus têm como característica em ataques fortes e verticais, muita pressão no homem da bola, intensidade e um jogo ofensivo, com uma plataforma realizada no 4-1-3-2 tendo a sua variação para o 4-4-2 e contendo um homem fixo na frente para segurar a defesa adversária. Assim, a diretoria do clube ainda busca este homem para o agrado do sistema de jogo de seu treinador, que ainda contará com o reforço do lateral direito Rafinha. Este acréscimo do novo reforço é extremamente importante para o sistema de jogo do treinador, vendo que ele tem grande inteligência tática por já ter grande experiência conseguida na Europa, e também suprindo uma carência na equipe em vista que Pará tem sua limitação técnicas e táticas.

Jorge Jesus tem tudo para apresentar um Flamengo interessante em seus mecanismos, e tendo seus reforços atendidos, tem tudo para lutar pelo caneco nacional, com um time que pode lutar por todas as competições que for lutar.

(Texto para ajuda didática dos mecanismos do treinador/ https://mwfutebol.com.br/2019/07/03/o-mister-chegou-analise-tatica-jogo-treino-flamengo-3-x-1-madureira-parte-i%e2%80%8a-%e2%80%8afase-ofensiva/)

Internacional de Odair Hellmann

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O Internacional que vimos e que chegou a terceira colocação em 2018, era um time baseado no jogo físico e intenso de seu meio campo, tendo jogadores com muita força e velocidade muito pelo modelo de jogo de seu treinador, de ser mais reativo, tendo uma compactação defensiva sólida, pressionando forte após a perda da bola, e um contra-ataque eficiente chegando na zona de ataque. Este começo de Brasileirão, mostrou um Odair Hellmann buscando alternativas para o seu time saindo muito de sua plataforma preferida em 4-1-4-1 e utilizando o 4-2-3-1 para ter mais a posse da bola e o comando das ações ofensivas sobre seus adversários. Rodrigo Lindoso e Nonato são jogadores fundamentais para esta nova proposta que o treinador vem buscando, sendo jogadores associativos e que gostam de ficar com a bola oferecendo apoio aos companheiros, e dando variedade maior a comissão técnica. No 4-2-3-1, Edenilson fica ao lado de Rodrigo Lindoso, com Nonato/Patrick mais a frente, já no 4-1-4-1, Dourado e Lindoso fica como dupla de volantes, com Edenilson-Nonato/Patrick a frente buscando pisar na área para finalizar. O time de Odair demonstra maior dinâmica principalmente quando está com D’Alessandro no 4-2-3-1 centralizado jogando por trás de Paolo Guerrero, pois o meia busca o espaço vazio a todo momento sendo o homem livre da equipe, e por não ser um jogador com grande capacidade física, esta plataforma o beneficia mais do que o 4-1-4-1 habitual, pois ele fica na primeira linha de marcação ao lado de Guerrero e não fica com a tarefa de marcar a subidas dos laterais adversários.

A pausa para a Copa América teve o fator positivo para a comissão técnica do Inter, para trabalhar mais este jogo propositivo que Odair vem querendo implementar para dar alternativas ao time, em busca das competições que está disputando. É uma equipe obediente taticamente falando, e que tem tudo para fazer frente a outras equipes como Flamengo e Palmeiras.

Atlético Mineiro de Rodrigo Santana

WhatsApp Image 2019-07-10 at 18.47.36(foto:Cristiane Mattos)

O Atlético Mineiro vem demonstrando desempenhosconvincentes até aqui nesta temporada, e isso vem muito do trabalho da comissão técnica liderada por Rodrigo Santana, antigo treinador da equipe sub-20, interino e agora efetivado como treinador. O time do Galo tem um modelo de ter o domínio da posse de bola e de ser efetivo nas ações ofensivas. Atacando em posicional (ocupação do espaço em determinada posição), a proposta de Rodrigo é parecida com a de Tiago Larghi-antigo treinador do clube, onde a equipe tem bastante apoio e proximidade dos meias com os laterais e pontas para gerarem vantagem numérica e criando espaço para o corredor contrário. Sua equipe se defende no 4-4-2 com bloco médio e fazendo marcações por zona com Luan/Cazares marcando ao lado do ataque na primeira linha de marcação, tendo suas linhas compactas com o objetivo de diminuir o espaço do adversário. Guga, lateral direito contratado no início do ano junto ao Avaí, encaixou muito bem no mecanismo que o técnico propõe aos comandados, sendo um dos jogadores com mais participações diretas em gols do time, e gerando profundidade pelo lado direito, mas a destacar também Patric, que esteve muito bem atuando pelo setor enquanto o atual titular esteve convocado pela Seleção Sub-23. Na fase ofensiva, a equipe utiliza a plataforma de 4-2-3-1 com movimentação constante do trio de meias Cazares, que esteve mais pelo ponta esquerda do ataque, Chará em boa parte pelo lado direito e Luan, este último terminou atuando mais como “10”. Uma característica dos comandados de Rodrigo Santana é dos toques curtos com velocidade e aproximação dos meias com os atacantes, além de marcar em bloco alto contra equipes que tem uma saída de bola menos qualificada. O ponto fraco do time fica no fator de que não tem tanta velocidade para chegar ao ataque, especialmente na saída de bola, pois os zagueiros são mais lentos e os volantes não tem tanta velocidade conduzindo também.

Não é esperado grandes mudanças no mecanismo da equipe atleticana, mas é esperado uma mudança na forma que é feita a saída de bola da equipe, com o objetivo de ser mais rápida e qualificada ligando ao setor de ataque. O Galo pelo que vem apresentando e com alguns reforços pontuais que chegaram, com a volta de Otero, pode sim cogitar a ideia de beliscar uma vaga na Libertadores com o elenco que tem.

Botafogo de Eduardo Barroca

WhatsApp Image 2019-07-10 at 18.47.44(Foto: Vitor Silva)

O Botafogo neste começo de campeonato vem sendo uma das surpresas positivas muito pelo modelo de jogo de seu treinador e sua comissão técnica, e que segundo próprio mesmo diz “a bola é uma forma de me aproximar de vencer, e afastar o adversário da vitória”, e que é “convencido de o que jogador é mais feliz fazendo um futebol de coragem”. Nestas palavras do treinador botafoguense, podemos ver que as características da equipe do Botafogo são de um jogo propositivoonde busca ter a posse de bola e o domínio das ações ofensivas, fazendo com que seus jogadores preencham a área adversária para finalizar. A plataforma utilizada por Barroca é a do 4-1-4-1, seja em momento defensivo fazendo uma marcação zonal ou ofensivo, até para ter uma compactação maior do seu time nos dois momentos. O time busca circular e trabalhar muito bem a posse de bola envolvendo seu adversário, mas ainda vem tentando buscar seu encaixe ideal, com o treinador tendo a oportunidade de ter um tempo maior nesta pausa para arrumar os mecanismos da equipe, como no setor de meio campo. Gustavo Bochecha é um meio campista que falta aquele passe que quebra a linha de defesa do adversário, por isso recebe críticas por parte dos torcedores alvinegros, e Alex Santana é um jogador oposto, onde tem características de arriscar mais os passes e também de buscar a profundidade e o espaço na defesa rival. Um dos problemas da equipe de Barroca é a saída de bola, que é feita em 3+2 com aproximações por vezes de Bochecha/Alex Santana e Cícero, mas ainda é uma saída lenta, que o prejudica na hora de criar situações de gol. Além disso, quando o rival acerta a marcação e a pressão sobre a equipe, o Botafogo encontra dificuldades durante o jogo. Um dos fatores principais dos comandados de Barroca é Diego Souza, sendo um jogador com papel extremamente importante para o coletivo, fazendo pivô e abrindo espaço para os companheiros e segurando a defesa adversária. Além também da forte defesa composta por Gatito Fernandez, sendo seguro e um dos destaques neste início de campeonato (sendo também destaque na Copa América), Gabriel que tem um ótimo refino técnico seja em passes, antecipações e defendendo área e Joel Carli que é “monstruoso” na antecipação, comunicação, posicionamento e na sua capacidade de confrontar na origem da jogada e desequilibrar o rival.

Barroca teve tempo para arrumar os mecanismos da equipe, principalmente no setor de meio campo com a realização da saída de bola do time, mas de resto, não há mudanças tão robustas. É uma equipe que pode lutar por alguma vaga em campeonato internacional, e de ficar de olho nesta volta de campeonato nacional.

Bahia de Roger Machado

WhatsApp Image 2019-07-10 at 18.47.50(Foto: Felipe Oliveira)

Um Roger Machado menos ortodoxo e mais flexível para este início de campeonato pelo Bahia, principalmente em termos de modelo de jogo e ideias que o técnico tem. Suas equipes sempre foram equipes caracterizados por um jogo propositivo sem abdicar da bola e com uma pressão pós perda da bola muito forte, mas isso mudou no seu Esquadrão de Aço, que vem sendo destaque neste campeonato. O Bahia hoje, é um time altamente voltado a verticalidade e propenso a ser reativo para com seus adversários, e que oferece a bola ao rival mesmo estando em casa, para sair em velocidade aproveitando os espaços. No início das partidas, os comandados de Rogerbuscam pressionar a saída de bola rival de uma forma setorizada com alguns encaixes individuais na plataforma de 4-1-4-1. Com o adversário recuperando a bola, o Esquadrão busca sempre reorganizar suas linhas rapidamente deixando sempre uma linha sustentada para quebrar o progresso do rival sobre seu campo, até mesmo com o adversário tendo muita mobilidade para atacar.

A equipe bahiana ainda tem muita dificuldade na marcação pelas laterais do campo, o setor encontra-se exposto muito pela falta de recomposição dos pontas ou falta de pressão no homem da bola, assim, os rivais buscam muito o jogo por estes corredores. Nesta pausa, um fato a ser corrigido pelo treinador e sua comissão é o fato de a equipe ter um número considerável de gols tomados, isso deve ser corrigido visando um alto rendimento e melhora na temporada. Em parte,em terreno ofensivo, o time progride no terreno de jogo buscando sempre toques curtos e triangulações, variando nas plataformas 4-3-3/4-1-4-1/4-2-3-1, sendo o jogo pelos corredores um fator, potencializando a individualidade de jogadores como Élber e Artur. Estes dois jogadores são grandes destaques por parte do elenco, muito pela velocidade, condução e drible que os dois tem, e também pela noção de jogo. O fato de os laterais abrirem o campo em campo ofensivo, facilita o trabalho dos pontas por dentro, tendo facilidade para a condução e buscando o pivô dos centroavantes Gilberto/Fernandãopara finalizarem de média-longa distância. A destacar a dupla de volantes Gregore e Douglas Augusto, o primeiro se sobressai com a saída de bola qualificada e bom passe que tem, buscando um passe quebrando a linha de defesa, já o segundo é mais pensante, onde articula e cria espaço para seus companheiros finalizarem e pisarem em área rival.

Com a chegada de reforços como o meia Alejandro Guerra e o zagueiro Juninho, a diretoria do Bahia vai reforçando o time e criando alternativas para o técnico Roger Machado construir um trabalho de destaque, como vem sendo feito até o momento. Os reforços tem tudo para dar acréscimo no modelo da equipe, e fazer com que o time tenha chance de lutar pela Libertadores junto a outros times.

@Alif_OR14

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